Este não é mais um conto de Natal daqueles lindos que você lê nessa época. Trata-se de mais uma das minhas histórias de vida, e isso que todos vão ler, eu sempre fiz para eles.

Não sou bonzinho, nem o melhor ser humano, mas estou no caminho da evolução. Mas estar perto dessas pessoas é pra mim estar próximo a Jesus. Seja você Jesus na vida de alguém, prove que seu amor por ele é maior. A fé exige provas, provas de amor ao próximo por exemplo.

Eu encontrei Maria e José.

Na verdade é José Batista Souza Neto 42, um desempregado nordestino que encontrei debaixo da ponte do Jaguaré, e junto com ele conheci Edineuza Azevedo, uma mulher de 49 anos que pelo rosto sofrido parece ter 60 de sofrimento.

Sempre faço aquele caminho e sempre me chamou a atenção um amontoado de barracos. Chamou-me a atenção a miséria, que aos olhos desta cidade que não para, eles acabam não existindo. Aos olhos da sociedade eles são os ''invisíveis''; todos preferem não olhar para debaixo da ponte, afinal não somos nós que estamos lá não é verdade? Tomemos cuidado meus queridos irmãos, pois amanhã qualquer um de nós poderemos estar lá!

No domingo passado, ao sair de um shopping próximo desta ponte, resolvi parar nesta ''mini favela'' e junto levei meu filho João de 9 anos. Ao descermos, todos vieram ao meu encontro, mas não me reconheceram na hora, e isso achei ótimo...

Durante o ano, meu filho guarda moedinhas num cofrinho. O ensinei desde pequeno, que dividir com os outros é somar para o Cristo. João doou seus R$ 51,00 que trocamos por cédulas de papel e ele mesmo entregou ao grupo.

Imagine isso para aquelas pessoas, a alegria de uma criança doar aquilo que era seu, e eu é claro, orgulhoso de formar um filho que deve ficar longe do egoísmo humano. Desde Limeira, quando distribuía pão e leite para a população carente, João me acompanhava.

No meio da conversa, quase me despedindo para ir embora, esta senhora começa a gritar: “Meu Deus é o Geraldo Brasil da Record!”

Edineuza é companheira de José, José é a força de Edineuza. Eles vieram de João Pessoa tentar a vida em São Paulo, mas esta metrópole engole os mais humildes e depois de engolir os ''escarra'' de volta como sub-seres humanos.

José me contou que jamais viveu neste estado, sem tomar banho, comendo restos e morando onde está. Me contaram do medo que passaram o dia em que São Paulo parou com aquela tempestade. O rio Pinheiros que é vizinho deles transbordou e os barracos quase foram embora. Sobraram os ratos, as cobras, e a esperança que algum Papai Noel aparecesse, afinal todo mundo é filho de Papai Noel, não é?

Geraldo1 Afinal, quem é filho de Papai Noel?
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Resumo dessa história. Obrigado Jesus por ter colocado essas pessoas na minha vida. José e Edineuza vão voltar para a Paraíba, fiz questão de levar as passagens lá na última quarta feira dia
16 de Dezembro. E o mais incrível, ela tinha mandado escrever uma carta para mim uma semana antes, e ia entregar lá na Record. Não acreditei quando li a carta que ela mesma me entregou em mãos.

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Quando entrei em seu barraco, não acreditei. Restos de pele de frango num “lar” que mal cabia o casal. Junto com eles, mais famílias companheiras da miséria, da desigualdade social e do descaso político que só rouba dessa gente. Não quero e não vou aqui dizer o que fiz para as outras famílias, mas vão passar uma semana melhor, sem a dor da fome. Para as seis crianças que lá estavam levamos o que elas mais gostam, e amaram o que receberam.

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Para quem tem olhos para ver, vejam as fotos que provam que a miséria está logo ali, e nós, muitas vezes distantes de Deus, pois ao estender as mãos a essas pessoas, é a Jesus que se estende. O maior beneficiado dessa história fui eu, pois o dever de ajudar é meu, não como apresentador, mas como ser humano, porque quando passei fome com minha mãe, também tive alguém que me deu cestas básicas. Estou devolvendo a misericórdia que Jesus teve de mim, e ainda faço pouco. Hoje temos em Limeira a Casa da Sopa (www.casadasopadelimeira.com), uma casa que distribui mais de oito mil refeições por mês a crianças carentes, moradores de rua e famílias em estado de pobreza. Acesse o site e conheça esse trabalho voluntário de todos nós.

Enfim, saí de lá com a alma leve e mais um dever cumprido. Eu sei, São Paulo tem muitas pontes, muitos miseráveis, muita miséria. Mas São Paulo tem você, um grande ser humano, vá lá, não tenha medo, visite alguém que neste momento está precisando de você e de seu coração. Seja você, seja Jesus na vida de alguém, pois o pouco, é muito para o Cristo. Jesus te ama e espera muito de você e de sua família, aja, mova-se enquanto há tempo, você é muito importante para ficar aí parado só olhando para o seu problema.

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Na verdade, eu fui o ajudado, eu é que recebi a ajuda dos Céus. Sai de lá com menos vergonha de mim, mas certo de que tenho muito a fazer ainda. E você? Junte-se a corrente do bem e vamos mudar esse planeta que está precisando de Jesus para sobreviver.

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Bom Natal, e não se esqueça: Jesus precisa de você agora.

Abraços.

Geraldo Luís
O filho da Olga

E lembre-se: ‘O amor jamais de esquece’

Veja as fotos e deixe seu coração sentir o que eu senti!

Amo todos vocês!

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