PUBLICADO ORIGINALMENTE EM DEZEMBRO DE 2009.

Há três anos nesta data, às 2:15h da madrugada tocava o telefone da minha casa. Do outro lado da linha uma voz feminina:

-          Sr. Geraldo.

-           Sim, respondi.

-          Por favor, sua mãe acaba de falecer, compareça ao hospital.

Terminava aí a tola ideia de que pais são eternos, e de que mãe nunca vai morrer. Eles morrem sim, mas apenas no corpo.

Sem a minha Olga tive que, de verdade, aprender a errar menos, e a amar mais, muito mais.

01 Super herói morre?

Os sentidos na vida se confundem quando a alma de mãe vai do outro lado, sentimos a necessidade de gritar pro céu ouvir: “Ei devolvam minha mãe, ela não!”

Mas existem leis da vida que você tem que aprender a aceitar e a morte é uma delas. Aceite, respeite a ordem divina que sabe o que faz.

Lidar com a morte foi um crescimento real pra mim, uma luta que me fez ver a vida e o amor de outra forma.

Sem a Olga as coisas ficaram mais claras, e ao mesmo tempo, mais pesadas. Parecia estar só em um universo de desafios e pessoas. Perder alguém que se ama em vida já é difícil, e na morte...

Na escola da vida queremos faltar nesta aula, mas temos que encarar com a doçura de uma criança: chorar, mas sem sofrer demais.

A nossa alma pede paz interior para entendermos que a morte não é morte, é VIDA!

Acreditar no amor é acreditar na vida que nunca de verdade morre. O amor é maior... bem maior...

Olga era meu super herói, que não tinha asas, mas que teve seus super poderes: o de me criar em meio a miséria, de me educar e de me AMAR e de verdade.

A única coisa que dói é a saudade. Ah, como dói!  Palavra que só na nossa língua portuguesa temos este sentido… falta… saudades.

Saudade tem cheiro? Saudade tem forma? Que forma teria? Mas pra cada um de nós saudades tem nome, e o nome da minha é Olga Moreira.

Aprendi coisas incríveis depois da morte dela. Que continuar é preciso, que amar necessário, e que aceitar a morte é melhor ainda pra gente... vai doendo menos, menos e menos.

Hoje, dia 9 de dezembro, três anos sem Olga, mas três anos de minha vida com ela mais viva que nunca dentro de mim.

Dizem que mãe nunca morre. É verdade elas nunca morrem, sempre estão ao lado da gente.

Hoje, sem dor e lástimas, falo de minha mãe com orgulho de ser filho dela.

O céu ganhou uma mulher maravilha, e eu, como filho único fiquei órfão de mim mesmo. Mas tudo bem, sigo em frente amando mais e mais!

Mãe o céu não tem Twitter, mas tem o sentimento que Deus repassa ao seu coração. Pega o meu aí...

Elas não estão mortas! Mortos estamos nós aqui na Terra...

Uma semana antes dela morrer, senti em meu coração em gravar um vídeo, contando nossas histórias de vida, e gravei.

Pra quem não viu ainda, assista agora e veja que o amor jamais te esquece... nem eu!

Aqui vai o vídeo:

[r7video http://entretenimento.r7.com/videos/geraldo-luis-e-sua-mae-relembram-passado-dificil/idmedia/c7a24c6d18bfda8a31e1776d79a2e251.html]

Geraldo Luís
O filho da Olga
O amor jamais te esquece...

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