29 novembro 2009
SAUDADES DO MEU AMADO PAI

Hoje me despedi do meu maior amigo e companheiro de todas as horas. Meu eternamente amado e querido pai deixou-nos no final da tarde do último sábado. Ficamos juntos até o último segundo da sua vida. Ele se foi e ficou um enorme vazio dentro do meu coração. Mas acredito realmente que ele descansou. Digo isto devido ao sofrimento que começou a enfrentar nas últimas semanas.
Há mais de 10 anos descobrimos que ele sofria do mal de Alzheimer, uma doença que ainda não tem cura e que provoca uma progressiva perda de memória e capacitação de viver. É muito triste acompanhar a evolução desta enfermidade que hoje atinge milhões de pessoas em todo o mundo.
Ele se foi, mas vai permanecer eternamente na minha memória por tudo aquilo que me ensinou, pelos momentos que só um grande pai pode proporcionar a um filho e acima de tudo por sua integridade como ser humano.
Estou sim triste e até sem palavras para escrever neste espaço. Agradeço pela compreensão de todos, especialmente a diretoria da Rede Record que permitiu que eu não apresentasse ao vivo o meu programa deste domingo. Eu não teria a menor condição de fazê-lo.
Sei que o tempo cura muitas feridas. Mas as cicatrizes nos servem para lembrar o motivo pelo qual, algum dia, fomos machucados no corpo e na alma. E posso dizer que hoje me sinto machucado por sua ausência.

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Como faz tempo que não gravo novas músicas, a geração dos mais jovens não deve saber, mas no passado gravei alguns "compactos simples" (eram chamados assim os discos de vinil menores, que traziam apenas duas músicas, uma de cada lado).



























