unnamed6 Aécio, Marina e o Galo

Aécio arrisca ao minimizar potencial de Marina

 

unnamed 1 Aécio, Marina e o Galo

Marina se apega à baixa rejeição e ao recall das eleições de 2010

Ao declarar que seu principal adversário na campanha presidencial continua sendo o PT e a presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSDB) dá mostras de que parece estar disposto a adotar estratégia de alto risco nesta altura da campanha.

Mirar exclusivamente na petista já pensando no segundo turno e minimizar o potencial de Marina Silva (PSB) pode ser também um grande equívoco capaz de jogar por terra o sonho tucano de voltar ao poder e ocupar novamente o ninho presidencial.

Pode ser também um erro sobretudo para quem, como Aécio, aparece na mais recente pesquisa Datafolha (divulgada em 18/8), estacionado no patamar dos 20% das intenções de voto para presidente, o mesmo índice que alcançou em maio.

Conforme o instituto, os 20% do tucano representam diferença de 16 pontos percentuais em relação a Dilma, que lidera a corrida com 36% da preferência do eleitorado, e o colocam em situação de empate técnico com a recém-lançada candidata Marina Silva (PSB) que, também por esse último levantamento (o primeiro em que ela participa como virtual cabeça de chapa), alcançou 21%.

Baseada na declaração do senador candidato, tal aposta ou estratégia desconsidera entre outras coisas 1) a baixa rejeição da candidata do PSB e a consequente margem que ela usufrui para avançar na campanha, 2) o efeito tragédia Eduardo Campos, que o instituto paulista parece não ter captado totalmente e 3) o recall dos cerca de 20 milhões de votos que Marina obteve em 2010.

Transportando o cenário político para o mundo do futebol, o movimento do tucano lembra bem a estratégia do Galo no Mundial de Clubes de 2013, no Marrocos. Quem é atleticano se recorda e sabe no que deu.

O time Galo entrou na disputa mirando na equipe do Bayern de Munique, contra quem sonhava e apostava, sem nenhuma dúvida de errar, que jogaria a final. Esqueceu-se que no meio do caminho tinha o time da casa, o Raja Casablanca, de quem levou uma lambada de 3 a 1 e terminou a competição humilhado e amargando vexatório terceiro lugar.