A 20 dias do início dos Jogos Olímpicos no Brasil, os delegados da Policia Federal (PF) cogitam cruzar os braços e decretar greve por tempo indeterminado a partir de 1º de agosto.

A decisão será tomada na semana que vem, em assembleias já marcadas pela categoria para acontecer em todo o país.

Além do indicativo de greve, também serão submetidos aos policiais federais as possibilidades de realizar paralisações pontuais, de 25 a 29 de julho, e até mesmo as entregas das chefias.

De acordo com a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), o clima de insatisfação junto à categoria é muito grande, e piorou sobretudo com os rumos tomados pela Lava Jato. Na visão dela, as investigações estariam sendo esvaziadas, principalmente com as trocas de investigadores que atuam no âmbito da operação.

Outros focos de insatisfação dos policiais estão no adiamento do concurso publico para delegados destinado ao preenchimento de 500 vagas, e na "desvalorização" da carreira, uma das únicas carreiras das tipicas de estado, que ainda não conta sequer com projeto de lei (PL) que preveja a recomposição dos salários pelos índices de inflação.

A promessa havia sido feita em outubro do ano passado, quando a Diretoria-Geral publicou na intranet da PF que seria dado à instituição o mesmo tratamento concedido à Advocacia Geral da União (AGU), o que não se concretizou até o momento. A AGU no entanto, conseguiu nesta semana assegurar o seu benefício em lei.

O blog apurou que a diretoria da PF estaria "batendo cabeça", e que haveria casos de diretores que não são mais recebidos pelo diretor-geral. Daí a intenção de renúncia coletiva aos cargos de chefia.