O judiciário de Minas Gerais encontra-se sufocado pela avalanche de milhares de processos que há um ano vem sendo movidos contra a Samarco Mineração e as suas controladoras Vale e BHP Billiton, responsáveis pela tragédia ambiental ocorrida em Mariana.

Um ano após desastre, que deixou um rastro de destruição e mortes em Minas e no Espírito Santo, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) já contabiliza quase 20 mil ações cadastradas em todo o estado envolvendo as três mineradoras, com pedidos diversos, como indenizações por dano moral, material  reparação de danos ambientais e outras obrigações de toda ordem.

Na comarca de Governador Valadares, por exemplo, mais de 12 mil ações já foram protocoladas, enquanto outras 20 mil aguardam na fila para serem analisadas e cadastradas.

Diante desse quadro caótico, o TJMG foi obrigado a suspender o trâmite dos processos por 90 dias naquela comarca, tanto no Juizado Especial quanto na Justiça Comum.

A ideia é que até lá, um grupo de trabalho apresente propostas para a solução desses conflitos de forma mais ágil.