Teori Zavaschi 150x150 Eletronuclear: ministro do STF dá chega pra lá em Moro

Decisão de Teori Zavascki tira poder do juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato

Os inquéritos sobre os esquemas de corrupção na Eletronuclear e na Petrobras deverão caminhar separados daqui para a frente.

A decisão foi tomada nesta 6ª feira (30) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, de acordo com informação publicada pelo jornal Estado de São Paulo.

Na prática, a medida tira do juiz Sergio Moro, da Justiça Federal no Paraná, as investigações sobre o caso que surgiu no âmbito da Operação da Lava Jato.

A partir de agora, os autos relacionados à estatal do setor elétrico deverão ser encaminhados à Justiça Federal no Rio de Janeiro, onde fica a sede da empresa.

Relator da Lava Jato no STF, Teori já havia determinado, em liminar, a suspensão do processo no começo de outubro, a pedido da defesa do executivo da empreiteira Andrade Gutierrez, Flavio Barra.

O caso do esquema da Eletronuclear envolve o senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia. Em delação premiada, o dono do UTC, Ricardo Pessoa, confirmou que teve um encontro com o peemedebista, em 2014, ano em que Lobão pediu R$ 30 milhões para campanhas eleitorais da legenda.

De acordo com o delator, o então ministro solicitou um percentual entre 1% e 2% do valor total do custo das obras executadas por um consórcio formado pela UTC e mais seis empreiteiras na usina de Angra 3, cuja administração cabe à Eletronuclear.

 Como Lobão tem foro privilegiado por ser senador, o inquérito relacionado a ele continuará no STF, mas não com Zavascki.