Enquanto o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), avalia se irá entregar os nomes que prometeu caso o seu mandato parlamentar venha a ser cassado, o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, decidiu ampliar a sua própria delação premiada.

No mais recente depoimento, ele afirma ter repassado propina a 18 políticos de vários partidos, como PMDB, PSDB, PT, PP e DEM.

Somente a turma do PMDB, partido que o apadrinhou na Transpetro, teria levado cerca de R$ 100 milhões em propinas.

Machado apontou os senadores Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RO), o ex-presidente José Sarney (AP), o ministro Henrique Eduardo Alves (RN), Garibaldi Alves (PMDB-RN) e Valter Alves (PMDB-RN), como os beneficiários do esquema.

Já os políticos de outros partidos que também teria sido beneficiados com as propinas estão o ex-presidente do PP e governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles; o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN); o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI); o ex-tesoureiro do PT, Cândido Vacareza; o ex-presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (morto em 2014).

Machado também relatou as empresas Camargo Corrêa, Galvão Engenharia, Queiroz Galvão, NM Engenharia, Estre Ambiental, Polidutos, Essencis Soluções Ambientais, Lumina Resíduos Industriais e Estaleiro Rio Tietê. Segundo ele, todas elas aceitavam fazer pagamentos de propina referentes aos contratos com a Transpetro.