O presidente nacional do Partido da Ordem Social (Pros), Eurípedes Gomes Macedo Júnior (GO), bem que poderia explicar uma curiosidade: os motivos que o levam a possuir, em seu nome, três inscrições no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), que lhe asseguram três documentos de CPFs com numerações diferentes.

O blog apurou que para conseguir tal proeza, Júnior alterou seu nome e o de sua mãe na hora de preencher os formulários da Receita Federal. Em um dos documentos, ele trocou o Macedo por George, no outro acrescentou Macedo no nome de sua mãe, Maria Aparecida dos Santos, que passou a ser Maria Aparecida Macedo dos Santos. 

No CPF de número de 657.936.651-34 que é o documento apresentado à Justiça Eleitoral de Goiás, aparece o nome de Eurípedes Gomes Macedo Júnior e mãe Maria Aparecida dos Santos. Já no 964.273.701-94 surgi o nome de Eurípedes George Macedo Júnior.

Para burlar o sistema da Receita Federal, o presidente do Pros acrescentou no documento o Macedo no nome da sua mãe, que aparece como Maria Aparecida M dos Santos, emitido o CPF de número 731.854.931-68. Os dois últimos CPFs foram suspensos, por não fazer a declaração anual de renda da Receita.  

Não bastasse isso, Júnior mantém também três carteiras de identidade (RG), emitidas pelas secretarias de Segurança do Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. A numeração do RG não é única e o cidadão pode tirar o documento em qualquer unidade federativa que emitirá numerações e Rgs diferentes.

Na eleição do ano passado, Júnior obteve cerca de 73 mil votos que lhe deram a segunda suplência na coligação que reelegeu Marconi Perillo (PSDB) para o governo de Goiás.

 Até 2008, era apenas o “Júnior do Sintético”, um cidadão de Planaltina de Goiás, proprietário de um campo de futebol de grama sintética. Foi, ainda, como Júnior do Sintético que se elegeu vereador pelo PSL, na cidade de Planaltina. 

O Pros foi criado em 2013 basicamente com defecções do PSL. A legenda tinha dois governadores, um senador e 21 deputados federais.

Foi um dos oito partidos que participaram da coligação que apoiou a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e, recentemente, emplacou o ministro da Educação, Cid Gomes (ex-PSB).