O leilão de quatro usinas hidrelétricas operadas pela Companhia Energética de Minas Gerais  (Cemig) rendeu, na manhã desta quarta-feira (27), R$ 12,1 bilhões aos cofres do governo federal, mas tornou a estatal mineira de energia uma empresa menor.

Chineses da Pacif Energy PTY, arremataram a hidrelétrica de São Simão, em Goiás e Minas Gerais,  a maior usina ofertada, com única proposta oferecida, por R$ 7,18 bilhões, ágio de 6,51%.

Já o Consórcio Engie Brasil Minas Geração, venceu a disputa pelo segundo lote, referente à hidrelétrica Jaguara, em Minas Gerais e São Paulo, por R$ 2,17 bilhões, ágio de 13,59%.

O  mesmo grupo (Engie) arrematou também o terceiro lote, da hidrelétrica de Miranda, Minas Gerais, por R$ 1,36 bilhão, ágio de 22,42%.

O último lote, de Volta Grande, em Minas Gerais e São Paulo, foi arrematado pela Enel Brasil S.A, com ágio de 9,84% e valor de R$ 1,4 bilhão.

Contas

Oficialmente, o montante arrecadado nos leilões será usado pelo governo para tentar fechar as contas deste ano, cujo déficit previsto chega a R$ 159 bilhões.

Isso, antes de o presidente Michel Temer iniciar o 2º festival de compras de votos na Câmara dos Deputados, destinado a barrar a nova denúncia de corrupção feita contra ele pela Procuradoria Geral da República (PGR).

No primeiro festival, como se viu recentemente, Temer chegou a  gastar mais de R$ 15 bilhões em programas e emendas parlamentares para derrubar as denúncias de corrupção feitas pela PGR.

O risco que se corre agora, diante de mais esse desespero presidencial, é de que o resultado da venda das usinas da Cemig, que já fizeram a estatal mineira encolher de tamanho, venha a ter uma destinação ainda menos nobre do que a de simplesmente cobrir um rombo federal: o de ajudar Temer a salvar sua própria pele das garras da Justiça.