A partir das delações de ex-executivos da Odebrecht, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou  a abertura de investigações contra 12 governadores.

Três deles, Tião Viana (PT-AC), Renan Filho (PMDB-AL) e Robinson Faria (PSD-RN), por terem sido citados em ações envolvendo pessoas com foro no Supremo, deverão ser processados naquela Corte por supostamente terem cometido crimes lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva.

Já os demais tiveram seus processos remetidos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), tribunal responsável por julgar governadores, que decidirá se abrirá ou não investigação contra eles.

São eles:

1 - Fernando Pimentel (Minas Gerais - PT)
2 - Geraldo Alckmin (São Paulo - PSDB)
3 - Paulo Hartung (Espírito Santo - PMDB)
4-  Flávio Dino (Maranhão - PCdoB)
5 - Luiz Fernando Pezão Rio de Janeiro - PMDB)
6 - Raimundo Colombo (Santa Catarina -PSD)
7 - Marcelo Miranda (Tocantins - PMDB)
8 - Beto Richa (Paraná - PSDB)
9 - Marconi Perillo (Goiás - PSDB)

Outro Lado

Pimentel disse que só vai se pronunciar depois que o teor das delações for divulgado. O tucano Geraldo Alckmin divulgou a seguinte nota por meio de sua assessoria de imprensa: "Jamais pedi recursos irregulares em minha vida política, nem autorizei que o fizessem em meu nome. Jamais recebi um centavo ilícito. Da mesma forma, sempre exigi que minhas campanhas fossem feitas dentro da lei".

Paulo Hartung também através de nota disse que não disputou as eleições de 2010 e 2012. "Portanto, é leviana, mentirosa e delirante a citação de que ele teria recebido recursos da construtora Odebrecht". "O governador afirma que acusações infundadas como essa só contribuem para confundir, tumultuar a investigação e manchar a trajetória das pessoas de forma irresponsável", diz a nota.

Já Pezão não quis comentar o assunto, porque não sabe do que está sendo acusado, pois foram divulgados apenas nomes em uma suposta lista. (com informações da EBC)