Dilma Na reta final das eleições, Dilma vai se consolidando em 1º

Presidente mantém vantagem

A 12 dias das eleições, pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (23/9), mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) se consolidando na liderança da corrida presidencial.

Ela subiu dois pontos percentuais e passou de 36% para 38% das intenções de voto. Marina Silva (PSB) manteve o segundo lugar, mas oscilou negativamente dentro da margem de erro de 30% para 29%. Aécio Neves (PSDB) não variou e segue em terceiro com 19%. Os demais candidatos somaram 2% e os indecisos 5%. Os dispostos a anular o voto ou votar em branco ficou em 7%.

Mantendo o cenário detectado pelo Ibope haveria segundo turno entre Dilma e Marina. As duas estariam empatadas tecnicamente, com 41%.

Ainda com base no Ibope e nos outros institutos de pesquisas, dos três candidatos, Dilma é a única que estaria em situação mais confortável e já praticamente garantida para um eventual segundo turno.

A petista é aquela também que, no atual momento, reuniria as melhores chances de ser reeleita ainda no primeiro. Isso, claro, se Marina e Aécio, na luta que travam entre si para chegar ao segundo turno, excluírem-se mutualmente, e morrerem na disputa, como afogados que se abraçam em alto mar.

Marina que ocupa o segundo lugar, já esteve mais forte na campanha. Subiu muito rápido e em dado momento parecia até que venceria a eleição. Empurrada pela comoção da morte de Eduardo Campos ela soube aproveitar a onda favorável e se impor no jogo como uma novidade política, transformando-se, ainda que por curto período, numa espécie de terceira via, capaz de fazer contraponto à polarização entre o PT e o PSDB.

Nos últimos dias, contudo, a candidata socialista nitidamente perdeu fôlego. Em função não apenas da inconsistência revelada por sua candidatura e pelas suas propostas de governo, mas, sobretudo, por ter virado alvo preferencial das pancadas desferidas por seus dois principais adversários, Dilma e Aécio, que ser viram ameaçados pela sua entrada forçada em cena, logo após a morte de seu ex-companheiro de chapa.

Aécio, por sua vez, vendo-se jogado para escanteio, corrigiu seu plano de voo, mudou a estratégia e o tom do discurso, mas ainda derrapa na terceira colocação, oscilando entre 14% e 19% das preferências do eleitorado, dependendo do instituto.

A essa altura do campeonato, ele só teria alguma chance de levar adiante sua candidatura e continuar sonhando com o segundo turno, se 1) pular para a casa das duas dezenas das intenções de votos, 2) ultrapassar Marina, e 3) impedir o crescimento e o distanciamento de Dilma.

Tarefa que não é das mais fáceis. Além de tomar votos de Marina, o tucano terá de torcer para que nesse processo de diluição da candidatura da socialista, um mínimo possível de votos migre para o PT e que Dilma caía ou fique estagnada. Ainda assim, terá que recuperar o terreno perdido para o PT e para o PSB em Minas Gerais, onde está seu principal reduto eleitoral, e, o mais difícil: fazer o seu discurso demasiadamente emplumado e técnico, chegar palatável e convincente à grande massa do eleitorado.