Magistrados e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) voltaram a criticar duramente as propostas de reformas trabalhista e da Previdência. As críticas foram feitas na noite desta quarta-feira (31), durante a posse da nova diretoria da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), eleita para o biênio 2017/2019.

No discurso de posse, o presidente da entidade, Guilherme Feliciano, destacou o período difícil pelo qual passa o país, marcado pela alta taxa de desemprego e pela preocupação com as duas reformas, sobretudo com a previdenciária, que, na sua visão, maltrata especialmente a condição do cidadão mais pobre.

(A reforma da Previdência) passa a exigir para a aposentadoria do trabalhador rural uma idade mínima geralmente incompatível com a sua condição social. Já a reforma trabalhista selará o quadro de derretimento do Estado social brasileiro, reduzindo o papel da lei”, criticou.

Já o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, chamou a atenção para os riscos que a eventual aprovação da reforma trabalhista poderá representar para a sociedade e para as instituições.

“Aprovar uma reforma trabalhista controversa, de modo açodado, significa assumir o risco de esfacelar completamente a solidez das instituições e os direitos conquistados pela cidadania, a duras penas, nas últimas décadas”, disse. (com informações da OAB)