pedido de prisao cunha2 175x300 Risco de fuga do país fundamentou pedido de prisão de Cunha

Clique na foto para ampliar a imagem

A possibilidade concreta de Eduardo Cunha fugir do país levou o juiz Sérgio Moro a expedir o mandado de prisão (veja imagem ao lado) contra o ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Moro foi alertado desse risco pelos procuradores da força-tarefa da Lava Jato e, por isso, resolveu mandar prendê-lo.

O Ministério Público Federal (MPF) explicou em nota que a prisão preventiva de Cunha foi pedida por existir "risco à instrução do processo, à ordem pública, como também a possibilidade concreta de fuga, em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior, além da dupla nacionalidade".

Cunha é também cidadão italiano e possui passaporte europeu.

O ex-presidente da Câmara foi abordado pela Polícia Federal (PF) nas proximidades do prédio onde vive em Brasília. Ele foi levado para a sede da PF na capital federal de onde, até o final do dia, seguiria para Curitiba (PR).
Prisão esperada

A prisão de Cunha já era esperada desde que ele perdeu o foro privilegiado, em setembro deste ano quando teve cassado o seu mandato de deputado federal.

Como parlamentar, Cunha foi investigado em ao menos quatro inquéritos, todos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As suspeitas que pesam contra ele são de ter cometido crimes como lavagem de dinheiro e corrupção dentro do esquema de desvios bilionários montado na Petrobras. O peemedebista é acusado também de manter contas secretas recheadas com vários milhões de dólares na Suíça.

Ainda quando era deputado federal, Cunha chegou a ser afastado de suas funções parlamentares por supostamente tentar obstruir as investigações que o tinham como alvo.

O processo de cassação contra ele na Câmara ganhou força após esse afastamento e foi concretizado com ampla maioria favorável à perda de mandato.

Assim que perdeu o cargo, todos o viram como um potencial homem bomba, já que conhece como poucos as entranhas da política praticada em Brasília.