Esta terça-feira (13/12) deverá ser lembrada pela história como o dia em que o Senado deu uma banana para a população brasileira, por ter aprovado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, também chamada de "PEC do Fim do Mundo", tamanho o estrago que a medida deverá causar ao país.

Uma vez promulgada pelo Congresso Nacional, o que deverá ocorrer provavelmente nesta quinta-feira (15), a proposta passará a valer e congelará os gastos públicos já a partir do mês que vem (janeiro de 2017) e pelos próximos 20 anos.

Ou seja, até 2037 todos os investimentos do governo deverão repetir os do ano anterior acrescidos da correção da inflação.

Mas o perigo não para por aí.

Suas excelências ainda encontram-se reunidas no plenário para votar dois destaques do texto-base que foi aprovado, que tratam da alteração dos investimentos públicos também na saúde e na educação, duas das áreas mais cruciais para a sociedade.

Apesar de a PEC ser rejeitada por mais de 60% dos brasileiros, conforme mostrou pesquisa do Datafolha divulgada nesta semana, e das várias manifestações públicas contrárias à medida que vem ocorrendo em quase todo o país, 53 dos 81 senadores se arvoraram a votar a favor da PEC em segundo turno. E apenas 16 foram contra a sua aprovação. Outros 11 não estavam presentes na hora da votação.

Renan Calheiros (PMDB-AL), réu na Lava Jato, denunciado e investigado em mais de uma dezena de outros inquéritos, presidiu a sessão, mas não votou. Nem precisava. Alguém adivinha como ele votaria?