Posts com a tag: políticos

Navalhada do dia

A grande esperança de afastar os malfeitores da política brasileira é a Lei da Ficha Limpa. Ela foi fruto de um projeto popular que levou mais um milhão de assinaturas para pressionar os deputados e senadores. Uma vez aprovada, não valeu para a eleição do ano passado porque precisava ser aprovada pelo menos um ano antes das eleições. Graças a isso, se elegeram alguns personagens tétricos da política brasileira.

O Supremo Tribunal Federal vai voltar a regulamentar a lei. Quem foi condenado antes da vigência da lei pode ou não se candidatar no ano que vem para vereador ou prefeito? O Supremo deve se pronunciar ainda em setembro. Alguns juristas dizem que a lei não pode retroagir, a não ser par beneficiar o réu. Por isso, se esta opinião prevalecer muitos condenados por todo tipo de crime, de estupro a corrupção, vão brilhar em câmaras municipais e prefeituras. Só há um poder capaz de impedir isso: o voto consciente e cidadão.

Mande o seu comentário para herodoto@r7.com

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Alimento para ratos

Gilson diz: Assisto quase todos os dias o Jornal da Record News. Assisto também a outros tornais de todas as outras Tvs.

Me intriga muito quando falam da corrupção dos políticos. Muitos são corruptos mesmo. Só não entendo o seguinte: quando tem o corrupto, tem também o corruptor.

Ninguém fala deles ou delas (dos donos das empreiteiras ou do nome das empreiteiras) principalmente agora no caso Ministério dos Transportes, que muitos foram demitidos.

Os outros beneficiários são tão importantes assim que não podem ter seus nomes divulgados?

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Navalhada do dia II

Hora extra

O senado americano está com a faca e o queijo na mão. Vão decidir se aumentam ou não a dívida pública nacional como quer o presidente Obama. A votação vai ser no sábado. Lá os senadores trabalham no sábado quando há alguma coisa de importância nacional.

Aqui há uma crise política intensa com as descobertas de corrupção no Ministério dos Transportes e envolvimento de funcionários e políticos do Partido da República. As denúncias não param. Cada dia tem uma nova.

Onde estão os deputados e senadores brasileiros? Estão de férias, gozando merecido repouso depois de trabalhar seis meses de terça a quinta-feira. Precisam de repouso.

Ninguém nem fala em convocação extraordinária do Congresso, como se nada tivesse acontecendo no país.

Será que eles temem não receber horas extras se tiverem que interromper as férias pelo bem estar da nação???

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Navalhada do dia

Agora é a vez de secretários da prefeitura de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, irem para a cadeia acusados de corrupção e esquema de fraudar os cofres do município.

Em Campinas, também em São Paulo, o grupo é muito maior e nem mesmo a mulher do prefeito escapou, ela é acusada de fazer parte da quadrilha que participava de licitações fraudulentas na empresa de água.

Os moradores das cidades assistem atônitos a roubalheira e se perguntam, o que fazer? Vários prefeitos processados escaparam de julgamento porque a justiça demorou e as acusações prescreveram. Talvez uma saída seja a eleição do não que vem, e aumenta a nossa responsabilidade de escolher gente preocupada com o interesse público e não com o enriquecimento próprio.

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Navalhada do dia

A culpa é da imprensa que insiste em divulgar as investigações, especialmente as que envolvem políticos e corrupção. Por isso, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou um projeto que pune o jornalista que divulgar dados sigilosos. É a lei da mordaça.

Mesmo que uma informação vaze e seja de interesse público, o jornalista que divulgar pode pegar de dois a quatro anos de cadeia e ainda pagar uma multa. Não querem que a população saiba o que está sendo investigado e se tem ou não dinheiro público na parada.

É um ataque à liberdade de imprensa e compete a sociedade brasileira dizer não para garantir um direito democrático conquistado a duras penas. Mande um recado ao seu deputado no http://www2.camara.gov.br/participe/fale-com-o-deputado

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Peroba nele!!!

Conheci um eterno candidato de um pequeno partido, que nunca foi eleito, mas sempre esperado na propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na TV. Ele usava um bordão para encerrar a sua participação de alguns segundos, que, a princípio provocava risos, depois reflexão. Ele gritava: "Peroba neles!!!!”  Em poucas palavras denunciava o que considerava um assalto ao dinheiro do contribuinte e a maneira malandra que os acusados continuavam tranquilamente na vida política. O grito poderia inspirar que alguém pegasse um porrete de madeira de lei e desse uma cacetada na cabeça do distinto. Nada disso, ele era um pacifista. Além disso, peroba é uma daquelas árvores que estão ameaçadas de extinção pelas derrubadas cruéis que a soja e o gado fazem nas florestas. O conselho era para passar óleo de peroba, excelente para a conservação de madeira, na cara dos políticos. Enfim, era uma maneira sutil de chamá-los de cara de pau. O cara de pau é um personagem emblemático na política brasileira e há casos antológicos, mentirosos contumazes, de sorriso plastificado, presentes em todas as solenidades públicas e que nunca reagem quando são chamados em público de ladrão ou corrupto. Não se abalam, não demonstram que sentiram o golpe, não babam na gravata, não se avexam quando entram no avião e são apontados discretamente, e estão sempre no centro das fotos ou pelo menos como papagaios de pirata. Estes são os autênticos caras de pau, têm explicações para tudo, mesmo as mais absurdas, que distribuem para todos em todos os lugares. Com isso se perpetuam na vida política do país. É preciso arte, treino e estômago de avestruz para ser tão eficiente.

Fazer parte do governo e manter uma assessoria que presta serviços junto ao próprio governo é, no mínimo, um conflito de interesse.  É o mesmo que um jornalista trabalhe como assessor de imprensa de uma empresa, time de futebol, prefeitura ou outro órgão público pela manhã e se trabalhasse á tarde em um veículo de comunicação. Ou seja, em um caso ou no outro, em um determinado momento, ele vai ter que escolher a quem vai trair. Se seu contratador de serviços ou o poder público. Não é possível servir aos dois senhores simultaneamente. Assim, se o consultor é um ministro, parlamentar ou mesmo um jornalista, ele deveria se afastar das funções enquanto estivesse exercendo a  outra. Imagine um deputado, de importância no partido que está no poder, com boas relações com o presidente e toda a máquina pública aparelhada, a quantidade de informações privilegiadas que pode ter acesso. Um pedido seu para um cliente, tem um peso enorme e pode ser decisivo para se ganhar uma concorrência de uma obra de grande porte. Ou uma concessão pública qualquer. Ou aliviar uma investigação mais profunda. Ou conseguir que um processo seja engavetado por décadas, até que caduque e fique tudo por  isso mesmo.

Montar uma assessoria é uma atividade legal como qualquer outra. No entanto quando o chefe é um político, tem mandato, ou cargo, ela se converte em uma válvula de escape para justificar as propinas e o enriquecimento rápido, inexplicável para o contribuinte cidadão comum que levanta cedo, trabalha muito e não tem a mesma fortuna acumulada. É uma saída para não ser pego com um Land Rover na garagem ofertado por uma empreiteira. Sinais externos de riqueza podem motivar reportagens investigativas embaraçosas. Não que venham a  ser apeados do poder, ou tenham um ataque súbito de vergonha e se suicidem diante das câmeras de televisão, mas são desagradáveis, atingem a família, o chefe cobra mais discrição, e por aí vai. Se você pensou que o personagem vai ser demitido, ou pedir demissão, mais uma vez se enganou. O chefe justifica que não aceita pressão, como se a democracia não fosse feita também com pressão, e ele aceita o conselho do eterno candidato e compra uma caixa de óleo de peroba, e todos os dias após o barbear lustra a cara de pau. E pau na máquina.

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