Réquiem para uma coluna pelos seus leitores

31
ago
13h00

Prometi hoje, em minha última coluna no último Jornal do Brasil impresso, que publicaria manifestações de leitores sobre a coluna às vésperas do fim do JB-papel. Como houve uma orientação dada pelo atual editor de não se mencionar nada a respeito do fim do jornal, disciplinadamente guardei o material, que já estava há vários dias formatado, para postar hoje aqui neste blog - e só para vocês, queridos.

Estas são algumas das mensagens. Houve muitas outras, às quais já me havia referido na coluna do jornal, e chegaram outras tantas muitas, que depois "postarei" aqui com os devidos agradecimentos.

E AÍ VÃO vários dos muitos carinhos e elogios que a colunista recebeu, ultimamente, que eu estendo na íntegra à equipe que me cercou na coluna, boa, competente e, sobretudo, amiga. À Mary Carvalho, precisa e firme, comigo há mais de 20 anos (se somarmos as fases várias), à brava repórter Andréa Cardoso, super espirituosa, ao meu “agente externo” José Ronaldo, fofíssimo e antenado, à Andréa Dutra, minha sub aos Domingos, um toque de cultura e contracultura, com sua inteligência moderna e ao superfotógrafo Sebastião Marinho, o mais bem vestido dos repórteres fotográficos do país e detentor do segredo da luz que mais favorece e embeleza os fotografados...
COM A PALAVRA, meus leitores amados, salve, salve... DE BELITA TAMOYO: “Hilde, você não pode parar. Você é móveis e utensílios do Rio”... A CANTORA Ithamara Koorax diz: “Lamento o final da versão impressa do JB. Mas tenho certeza de que você e outros queridos amigos que tenho aí no JB continuarão brilhando de uma forma ou de outra”... O PRESIDENTE da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça, envia a gravação da sessão dos imortais do último dia 15, na ABL: “Foi um dos mais vivos testemunhos de apreço, de toda admiração, ao belo jornalismo feito ao longo de décadas pelo JB. Falaram muitos acadêmicos”... A ACADÊMICA Nélida Piñon observa em seu e-mail à colunista: “A perda do JB nos empobrece para sempre”...
O LÍDER comunitário Joel Nonato, presidente da Amorabse, escreve: “O fim do Jornal do Brasil impresso é uma perda para a inteligência carioca. Somos leitores de sua coluna rica em informações”... DE TANIT GALDEANO: “Tenho acompanhado a preocupação dos amigos, tipo “como vamos ficar sem ler a Hilde?”. Conhecendo vc, sua experiência, sua inteligência, nem por um momento imagino que vc nao tenha um projeto, um plano B. Então, querida, estou aguardando ordens, ou seja, onde vou ler sua coluna. Tenha certa minha admiração pela pessoa que vc é e pela profissional imbatível”...
O CARINHO da linda modelo Georgia Wortmann e do oftalmologista Almir Ghiaroni: “Há muitos anos, você faz parte da nossa vida. Foi com tristeza que recebemos a notícia da interrupção da edição impressa do JB”... SERGIO FELIPE Coutinho: “Demorei a me manifestar porque não acreditei que seria possível (o fim do Jornal do Brasil impresso) e lendo sua coluna diariamente com as cartas dos amigos e conhecidos, aí sim “caiu a ficha””...
 A CERIMONIALISTA Amarilis Vianna se manifesta: “No mesmo dia em que você começou no JB, meu marido Manoel de Barros passou a assinar o jornal. Estamos tristes!”... DA ESCRITORA May Mac Dowell “O Jornal do Brasil sempre à espera da família, todo dia, dobrado à mesa do café da manhã ou na hora da volta à casa depois de um dia estafante de trabalho. E um dia chegou você com sua coluna social. O mundo de elegância e sofisticação, dias de festas, dias de lágrimas, apelos por generosidade, crítica, paixão, defesa, denúncia. O Jornal do Brasil jamais morrerá!”...
ZAIDA E Tonico Araujo fazem poesia: “Como dizia o poeta, para onde você for, seguiremos teus passos”... DE TERESA Mascarenhas, produtora cultural: “Continuarei lendo o JB enquanto ele existir (…). E você sempre!”... SUZANA GALDEANO: “Estou muito triste com o fim do JB. Não consigo imaginar meu dia sem ler sua coluna nem meu domingo sem a Revista de Domingo. É uma tradição desde pequena”... JANE ROSE Klarnet escreve bonito... NININHA MAGALHÃES  Lins expressa seu afeto com uma carta daquelas pra se guardar e flores... LAJA, DA Sarah Joias, diz que sentirá saudades... MARIA GEYER dá aquele efusivo abraço...
SANDRA E Dudu Garcia: “Grande veículo e motivo de orgulho para nós, cariocas, fica um vazio ao pensar em não recebê-lo mais em casa todas as manhãs”... DO CLÃ Araujo — Helenita, Gilson, Dara e Gilsinho — “Acostumados, há muitos anos, a folhear o respeitado JB, com maravilhosos articulistas e colunistas, temos certeza que a sua querida coluna terá seu lugar de destaque na mídia, como sempre, respeitadíssima”... DOS ARQUITETOS e decoradores Nando Grabowsky e Pedro Guimarães: “A Revista de Domingo e, em  especial, o Caderno B vão fazer muita falta, e sua coluna então nem se fala. Estaremos com você onde quer que esteja, com seu jornalismo inteligente e suas opiniões sobre tudo e todos!”...
O ATOR Marco Nanini, o advogado tributarista João Maurício de Araújo Pinho, a viúva de Adolpho Bloch, Anna Bentes Bloch, o jornalista mineiro José Eduardo Gonçalves, o promoter da noite e do dia Sydney Pereira e as Magalhães, mãe e filha, ambas Ruth... BEM COMO Conceição Bueno Brandão, a família Caravello – Ermê, Vicente, Bruno, Flávia, todos dizem que sentirão saudades do JB impresso...
O MESMO FAZEM, em seus cartões, Mario Ribenboim, Priscila Szafir e Benjamin Katz — “O Rio de Janeiro e nós, cidadãos cariocas, perdemos muito com isso!... POR EMAIL, Vera Tostes, juntamente com a equipe do Museu Histórico Nacional, que ela dirige, diz: “No momento em que o Jornal do Brasil não circulará mais nas bancas da cidade, não poderíamos deixar de agradecer a você e a toda a sua equipe pelo enorme apoio que sempre nos deram! Graças à sua coluna, as novidades e os destaques do Museu Histórico Nacional foram amplamente divulgados ao longo desses últimos anos”...
DE NOVA York, Ana Lucia Opitz diz que reza na St. Patrick por novos desafios em minha carreira... SYLVINHA BRACONNOT, assessora de imprensa, sugere que a colunista lance uma revista... O AMÁVEL email de Nestor Rolim Lacerda, secretário-geral da Associação Comercial do Rio de Janeiro: “Nunca passou pela minha mente que o querido Jornal do Brasil um dia deixasse de existir. Pensei ser notícia plantada pela concorrência. Lamento especialmente pela sua eclética coluna com sabor de Brasil, dando voz a todos, famosos ou não.”...
 DO JORNALISTA Vicente Limongi Netto: “Querida, o JB é eterno. Sou do tempo em que a condessa Pereira Carneiro era viva e atuante. Portanto, tenho muito tempo de janela. Vida nova, sem esmorecer”... REGINA FERRAZ, a viúva do armador Paulinho Ferraz: “Lamentável o encerramento do JB. Consequentemente da sua brilhante coluna que deixará para todos imensa lacuna”...
A LEITORA Marilda T. Monnerat Witte: “Também vou sentir muita falta do nosso tradicional JB — sou assinante há mais de 30 anos — bem como da obrigatória leitura diária de sua coluna, com notícias esclarecedoras ou divertidas. Espero poder continuar acompanhando suas corajosas opiniões!”... DE ANTÔNIO Azeredo e a escultora Mazeredo: “A mídia impressa fica desfalcada, mas certamente você continuará informando seu público com a mesma competência de grande jornalista”...
MARIA ALICE Halfin lembra que a primeira coisa que seu falecido marido, José Halfin, o criador do Prêmio Molière, fazia ao acordar “era ler sua coluna e me chamar para comentar. Minhas manhãs não serão mais as mesmas, pois ficará um grande vazio”... EDUARDO KAISER diz: “Já estou com angústia em saber que meu café da manhã vai ficar incompleto. Todos os dias quando me sento à mesa, lá estão os jornais; e não preciso te dizer que a primeira coisa que faço é abrir o JB e ir direto para a sua coluna. Continuarei sempre te seguindo pois acho seu jornalismo honesto, inteligente e, como você mesma diz, “de opinião” com a qual, devo dizer sempre me identifico”...
O JORNALISTA de São Paulo Renato Fernandes sugere que eu faça um curso sobre colunismo social: “Venho correndo”. E mais: “Talvez seja a hora, de um livro: sua biografia, ou a realidade da sociedade carioca pela colunista que mais a conhece”... DOS ADVOGADOS Lilian e Sergio Reynaldo Allevato: “Foi com pesar que soubemos que o meu, o seu, o nosso JB encerraria suas atividades na publicação do jornal”...
DE JORGE Renato Thomaz, dono do Garden Restaurante: “Sua coluna marca a graça carioca como ninguém mais o faz. Espero que nosso JB, um dia, volte a ser o topo do topo da elite pensante do Rio”... DO EMBAIXADOR Stelio Marcos Amarante, coordenador de Relações Internacionais da Prefeitura do Rio de Janeiro: “Estamos desolados com a perspectiva de encerramento de atividades do Jornal do Brasil. (…) Se pensarmos que, no passado, quando a cidade tinha pouco mais de um milhão de habitantes, circulavam, simultaneamente ao Jornal do Brasil, o Correio da Manhã, O Globo, o Diário de Notícias, o Jornal do Commercio, O Jornal, O Dia, Ultima Hora, Tribuna da Imprensa e talvez outros mais (...)”...
ALAYDE ROCHA Neves e Olívia Barradas: “Desejamos que você continue a brilhar com as bênçãos de Deus”... THEREZINHA AMORIM envia pelo seu BlackBerry: “com muita pena soubemos do fechamento do nosso Jornal do Brasil. Creia, estaremos sempre juntos a você com as suas informacoes e seu jornalismo verdadeiro”... OS LEITORES Ricardo e Helena Curado de Miranda: “Assinantes há 30 anos e leitores assíduos da sua grande coluna, estamos muito tristes com o fechamento do JB!”...
  ANTONIO CARLOS Poerner,  professor da Fundação Getúlio Vargas, nos cursos de pós-graduação de 1968 a 1990,  reporta-se à carta do Vice-Presidente da República, José Alencar, sobre o fim do JB, publicada neste jornal no último dia  24: “Foi um “chamado” feito com a simplicidade que a todos nos toca. Disse-nos, o querido José Alencar, com um repto, que o fim da edição impressa do JB “representa esvaziamento significativo para a mídia carioca”. No final de sua bela carta de solidariedade, publicada como um artigo, lançou-nos um segundo repto: “Alguma coisa deveria ser feita para que o Jornal do Brasil continuasse existindo”, numa convocação geral a quem puder contribuir efetivamente para tirar o JB dessa situação difícil”...
A FAMÍLIA SAUER, da joalheria Amsterdam Sauer, se manifesta em peso (Jules, Zilda, Debora, Marina, Alexia, Stephanie, Silvio): “É realmente uma pena que o JB irá deixar de circular com sua coluna ímpar! Somos fãs da coluna da Hilde de carteirinha! Conhecendo o seu jeito, temos certeza de que buscará outra mídia, à sua altura, para dar continuidade ao seu jornalismo de que tanto gostamos. Só não pode parar!”... OUTRA QUE nos escreve é a jornalista Maria Cláudia Bomfim: “Quero lhe agradecer pelos momentos de alegria, de satisfação cívica, de conhecimento que você me proporcionou com sua coluna no JB, que infelizmente termina. Desejo que em novos caminhos continue a jornalista vivaz, íntegra, interessada e generosa que sempre foi”...
O ARQUITETO Gilmar Peres: “Tenho certeza de que nós leitores não ficaremos orfãos por muito tempo”... O CASAL Anna Thereza e Paulinho Vianna se manifesta junto: “Acompanhamos diariamente sua coluna! A coragem de uma jornalista, suas batalhas e verdades, opinião sobre política, cultura, as fotos que divertem, o comentário que gera curiosidade, a sutileza da nota,  a descrição de uma festa,  jantar e lugar – sem igual!!!  Sentiremos saudades do manuseio diário da sua coluna”...
PATRÍCIA MAYER, da Casa Cor, fala: “Ainda me perguntando como vou fazer após dia 1º de setembro no meu hábito diário de abrir o jornal na sua página assim que chego na mesa do café. Vc vai para a Internet? Seus leitores querem saber. Bem, onde vc estiver, estarei lá, fiel leitora”... O IMORTAL Arnaldo Niskier: “A sua bonita carreira permitiu que você vivesse, gloriosamente, os tempos de Bloch a Blog...”... EDGARD Octavio deixa sua manifestação de tristeza.  Christiana Medeiros lamenta muito o término do JB e da coluna. Helena Pedrosa, voltando de dois meses fora, diz que ficou estarrecida com a notícia do término do JB e da coluna...
 PAULO BARRAGAT é enfático: “Eu a seguirei sim, no seu Twitter e no Blog! Gosto da “coluna de opinião” mesmo quando não é a minha — é inteligente, coerente, sincera e generosa”... DO COLUNISTA goiano Jota Mape: “Curto  demais suas crônicas, a maneira correta e completa como vc escreve, seu estilo de vida, seu comportamento. Vc  é uma Deusa do colunismo. Portanto não nos abandone com o impresso — nada como o “papel”, que é documento. Tenho aqui crônicas lindas suas arquivadas da primeira e segunda fase do “O Globo”, da “Última Hora”, do “caderno H”, da revista “Domingo” etc.  Portanto nossa eterna Musa não nos abandone”...

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Manuela esclarece: é contra a censura e a favor do humor

28
ago
04h50

Preocupada com a repercussão deste blog e com a compreensão equivocada de suas intenções, a deputada Manuela d'Ávila pede à colunista que esclareça que "minha emenda associada à matéria (a minirreforma da Lei das Eleições) se refere exclusivamente aos sites dos candidatos, jamais legislei ou inspirei sobre TV, principalmente sobre censura".

Ela diz que é "contra qualquer tipo de censura, inclusive o humor na TV" e ainda que sua emenda "garante a liberdade dos internautas". Fala também: "Tenho uma atuação marcada pela defesa da liberdade de expressão e pela defesa da liberdade na internet. Fui uma das deputadas mais atuantes na luta contra o AI-5 Digital e em defesa da liberdade plena dos usuários da internet, sendo uma das autoras da lei que libera o uso da internet nas eleições".

No entanto, este blog foi rigorosamente verdadeiro quando informou que "a Lei das Eleições, 9.504, data de 1997 e, na minirreforma, ganhou penduricalhos que a "turbinaram", com substitutivos e emendas no que diz respeito ao humor, cujos autores têm nome: são os deputados, do PCdoB, Flávio Dino, candidato a governador do Maranhão, e Manuela D'Ávila".

Foi uma emenda da deputada que levou ao substitutivo do deputado relator Flávio Dino, resultando nas dificuldades à prática do humor nessa época de campanha eleitoral, problema ainda bem já debelado.

Manuela propunha que ficasse vedada, nos sites dos candidatos, "a utilização e veiculação de trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação".

Todo esse percurso da Lei está muito bem contado e detalhado no site Congresso em Foco, cuja leitura recomento. E não hoje, mas sempre.

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Coluna Hildegard Angel – JB – Quarta-feira, 25/08/2010

25
ago
16h32

Uma passeata, para ser eficiente, tem que ser legítima

EM BOA hora, os humoristas saíram em passeata na Praia de Copacabana para protestar contra a impossibilidade de se fazer piadas políticas em época de eleição. A política, como sabemos, é o filé mignon do humor de qualidade... MAS ESSE protesto oportuno se descaracteriza e fica comprometido quando dá a entender que a censura se deve ao governo. Não é verdade... A LEI das Eleições, 9.504, data de 1997 e, na minirreforma, ganhou penduricalhos que a "turbinaram", com substitutivos e emendas no que diz respeito ao humor, cujos autores têm nome: são os deputados, do PCdoB, Flavio Dino, candidato a governador do Maranhão, e Manuela D'Ávila... PARA ESSA minirreforma ser aprovada no Plenário da Câmara, os deputados votaram. O TSE apenas cumpre o que está escrito... ENTÃO, NÃO É Lula, não é Dilma, não é o ministro Lewandowski nem é o Franklin Martins (conforme menção leviana de um dos humoristas desfilantes). São os nossos congressistas!... E ISSO os humoristas da passeata não disseram, não dizem, muito pelo contrário, querem deixar no ar a ideia de que o governo brasileiro cerceia a atividade do humor... ESSA ATITUDE dúbia, manipuladora, só tira a legitimidade de uma causa que é boa, reduzindo-a a mero instrumento de campanha da oposição... SE NO Brasil de hoje houvesse censura ao humor, nós não teríamos visto, como vimos, no CQC da última segunda-feira, um humorista dizer que o Eike Batista "faturou" a dona Marisa Lula da Silva, nem o humorista ao lado acrescentar que "dona Marisa vai fazer uma coleira com o nome Eike escrito"... ELES SE referiam à atitude descontraída, perfeitamente natural, de ambos, durante um leilão beneficente que o programa acabara de exibir... FOSSE UMA ditadura com censura, como a que já tivemos, na mesma hora os estúdios da Band seriam invadidos por um batalhão militar, Marcelo Tas e seus humoristas seriam presos, colocados no pau de arara, teriam a pele esfolada, a unha arrancada, o olho furado e, se dessem sorte, seriam devolvidos depois pra casa com uma coleira de pregos no pescoço... MAS O mais provável é que virassem "comida pra peixe", como se fazia na época. E eu não estou fantasiando. Vi e vivi este filme nos anos 70 no Brasil... POR ISSO, senhores humoristas, façam seus protestos, sim, mas com legitimidade, pra não serem rotulados de humoristas "festivos", como se usava dizer naquela época negra... OUTRA COISA que está muito na moda dizer, na linha dessa "campanha do medo", é que há censura em nossa imprensa... NUNCA ANTES neste país se espinafrou tanto (pra não usar outra palavra) um presidente, sua família, seus ministros e aliados como nesta era Lula. E com total liberdade... JAMAIS OUVI, por exemplo, em época anterior, num programa de TV, um comentário tão constrangedor como esse do CQC em relação a uma primeira-dama. E não me venham aqui criticá-la, porque ela se dá ao respeito, sim!... NOS ANOS FHC, jamais a imprensa tocou no assunto do filho criança do presidente com uma jornalista, morando ambos num conveniente endereço bem longe, em Barcelona, na Espanha... ESSE SILÊNCIO da imprensa não era apenas uma delicadeza com a primeira-dama. Era também o receio de possíveis retaliações comerciais, judiciais, Lei dos Danos Morais etc e tal. Medo que, curiosamente, este atual governo não inspira a jornalista algum. Agora, me digam: onde está a tão proclamada "censura"?...

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Coluna Hildegard Angel – JB – Terça-feira, 24/08/2010

25
ago
16h22

AS PESQUISAS de intenção de voto impressionam. E tiremos o chapéu para Lily Marinho por sua clarividência. Do alto de seu pedestal de grande dama, com a experiência de ter sido casada com dois donos de jornal — o segundo, Roberto Marinho, o grande amor de sua vida, com quem aprendeu muito — ela fez o gesto democrático, convidando para sua casa a candidata Dilma Rousseff, até então execrada e demonizada pela classe alta... A EXECRAÇÃO, aliás, continua, através do bombardeio diário de e-mails contra Dilma, mas a demonização foi rompida, como efeito do almoço de Lily, estampado em todos os grandes jornais do país, revistas, sites e telejornais... LILY MOSTROU-SE uma verdadeira democrata, acima dos preconceitos, dando, não só às suas amigas mas também ao Brasil, a oportunidade de conhecerem a verdadeira Dilma, que ao que tudo indica será presidenta do Brasil ainda no primeiro turno. Por isso, repito: chapeau para Lily!...

CESAR MAIA, ontem, em seu ex-blog, disparou a luz vermelha, quando disse, sobre os 49% de Dilma contra os 27% de Serra: "Realmente é preocupante". Ele observa que, para mudar isso a dois meses da eleição, precisava "criar-se" um fato novo, como no caso de Obama nos EUA (a quebra dos Lehman Brothers). Mas, aqui, Cesar diz: "Isso não deve ocorrer". E pergunta: "Então o quê?"... EM SEGUIDA, ele dá sua fórmula de fato novo a ser "criado", ao insistir que "os riscos para o Brasil estão na penetração do chavismo por aqui"... AH, CESAR, de novo a tática do medo, que levou o Brasil àquela ditadura indecente, e que impediu tantas eleições de Lula — não, não! Basta, estamos cansados. O povo é outro, não é mais aquele que se deixava manipular por seus patrões e patroas, que na época formavam opinião, mas não formam mais... AGORA, É a grande imprensa, a poderosa, que, em nome de seus interesses e talvez também de suas convicções (vamos lhe dar esse crédito), tenta manipular o voto do povo. Mas não está funcionando... AS PESSOAS, é inegável, melhoraram de vida nestes últimos anos, não há mais como controlá-las com a mesma política do bicho-papão, que tantas vezes funcionou...

COM UM broche-flor de brilhantes espetado no casaco de veludo preto debruado com renard, Lourdes Catão foi o grande frisson do lançamento do livro de Nabuco na ABL... CERCADA DE imortais, a neoescritora sentiu-se praticamente em casa. Afinal, no dia 15 de setembro, Lourdes lançará a próxima edição do livro Sociedade Brasileira, a primeira feita por ela, mas sempre com o mesmo precioso auxílio de Dayse Munhoz da Rocha, que também assistia a querida Helena Gondin na elaboração de nosso Who's who social...

RONALDO CEZAR Coelho, candidato a suplente de Maia no Senado, acalenta um projeto cultural importantíssimo para ser aplicado na região de Vassouras, onde ele tem sua fazenda. Trata-se de um centro de reflexão cultural, de troca de ideias, pensamentos e experiências, com a participação de professores e palestrantes top de todo o país e quiçá do mundo... PARA CONCEBER o espaço, ele até já trouxe ao local o arquiteto chinês M. Pei, o mesmo que fez a pirâmide do Louvre, um dos nomes internacionais mais respeitados... TRAZER O chinês M. Pei até Vassouras foi fácil. Difícil, ou melhor, praticamente impossível, está sendo, para Ronaldo Cezar, conseguir intelectuais que se disponham a passar dois meses lá no interior do Rio, ministrando cursos, coordenando workshops... QUEM ME contou foi seu irmão, Arnaldo Cezar Coelho, o expert em futebol, que passa uma temporada de relax no Kurotel, em Gramado, onde tem dado um banho de simpatia, simplicidade e cavalheirismo... NO KUROTEL, também, a capotante Lali Mansur, um monumento de mulher, esculpindo nos aparelhos o que Deus já fez perfeito, junto com as amigas Cathy Paes de Barros, Detinha Nascimento e Maria Eugenia Lattes... UMA GRAÇA de pessoa e sobrinha do Ricardo Amaral, Maria Eugenia é a mais dorminhoca do grupo paulistano, a última a tomar seu café da manhã, sempre com roupas de ginástica displicentemente lindas e uma jaqueta poída branca de malha que deve ter custado uma nota... CADA POIDINHO da jaqueta da Maria Eugênia deve ser um zero a mais... É A CHAMADA moda "shabby chic", isto é, de elegância surrada... AH, ELAS já partiram do Kurotel. E Lali contava que ia ao Rio procurar o Carlos Fernando Gomes de Almeida. Diz que pretende retocar os olhos, duas belas e expressivas jabuticabas negras. Será que o Carlos Fernando vai permitir?... OUTRA SPASIANA no Kur é a Gisele Sardas, dona das lojas Santa Lolla no Rio. E o passatempo na hora do chá tem sido folhear, em primeiríssima mão, o catálogo Verão 2011 da marca, em que o ponto alto são as sapatilhas de noite, com laços e pedrarias...

A MISSA de sétimo dia de Nair Atherino será hoje, às 20h, na mesma Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, onde ela diariamente, de manhã bem cedo, puxava o Terço das Domésticas e Trabalhadoras, antes do início de seus expedientes...

LEMBRAM DA Olívia de Larish Hoge, irmã de Olavo Monteiro de Carvalho, que morou no Rio, onde conheceu e depois se casou com o ex-editor do New York Times, Warren Hoge?... POIS BEM, Olívia, que há 25 anos mora nos EUA, associou-se ao empresário de real estate Frederico Chinelli, carioca que trabalha na Sotheby's International Realty Brasil... AMBOS ESTÃO em Nova York, conseguindo os melhores negócios para os brasileiros que estão comprando tudo na Big Apple, onde Fred morou 12 anos e para onde agora retorna, dividindo-se entre o Rio e a Grande Maçã — NHAC!...

ATHINA ONASSIS e Doda Miranda recebem, quinta-feira, cavaleiros, amazonas e convidados para a noite de abertura do Athina Onassis Internacional Horse Show, que encerrará na Hípica a etapa final do circuito mundial de hipismo Global Champions Tour 2010... A FESTA será na Boox itinerante que foi montada na Hípica para o evento, com estrutura mega para 600 pessoas por dia, com 11 camarotes com a capacidade, cada um, para 20 pessoas... O PREÇO do camarote fica em torno de R$ 8 mil, e os lugares já estão praticamente lotados. Reservas de gente de fora do Rio, na maioria... A BOOX, que está fechada por alguns dias para reforma, reabre dia 31 voltando a fazer a Praça Nossa Senhora da Paz trepidar, agora com decoração de Cristiane Menezes...

WANDERLEY NUNES foi convidado e aceitou. Vai ter um salão no Rio, quando o Hotel Glória do Eike Batista for inaugurado... O SEMPRE bacanérrimo bingo da ABBR vai ser dia 20 de setembro, no Golden Room. Convites com as legionárias por R$ 100...

EM FAMÍLIA, Marcos Leib Zylbersztajn e seu filho, Rogério Jonas, receberam ontem, respectivamente, o Título de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro e a Medalha Tiradentes. Iniciativa do deputado Gerson Bergher, na Alerj...

A FAMÍLIA de JK se posiciona. Maristela Lopes está em campanha para fazer de José Serra presidente. Nas Minas Gerais, ela trabalha para o candidato a governador Anastasia e para Aécio no Senado, o que são favas contadas...

DIA 23, Christiana Medeiros faz hh de idade nova...

O PLENÁRIO da Alerj foi pouco para tantos que prestigiaram a entrega da Medalha Tiradentes proposta pelo deputado André Corrêa ao Sebrae/RJ, recebida pelo ativo diretor-superintendente Sergio Malta e o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae/RJ, Rodolfo Tavares. O atual Sebrae/RJ é um novo Sebrae, atuante e totalmente comprometido com seu papel. Mereceu a medalha. E muito!...

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Coluna Hildegard Angel – JB – Segunda-feira, 23/08/2010

25
ago
15h57

Depois do livro celebrando o avô, Vivi nos deve um sobre dona Maria do Carmo

QUEM CULTIVA os seus, não degenera. O provérbio não é bem esse, mas é verdadeiro. E cultivar suas origens familiares é o que Vivi Nabuco sabe fazer muito bem, sempre prestigiando e lembrando os méritos de seus antepassados, sejam eles seu bisavô, Cesário Alvim, primeiro presidente de Minas Gerais, ou seu avô, o abolicionista Joaquim Nabuco, figura importante de nossa História, político, jornalista... NABUCO FOI um dos fundadores deste Jornal do Brasil e da Academia Brasileira de Letras, onde aconteceu o lançamento do livro Conferências sobre Joaquim Nabuco, organizado pelos professores Severino João AlbuquerqueKenneth David Jackson e editado pela Bem-Te-Vi, da Vivi... E "BEM-QUE-Te-vivimos", a alta sociedade carioca da melhor cepa, no evento da Academia, parte das comemorações daquela casa pelo Centenário de Joaquim Nabuco... VIVI AGORA nos deve um livro sobre sua mãe, a saudosa dona Maria do Carmo de Mello Franco Nabuco, a matriarca dos salões inteligentes do país, a mulher que criou a identidade "Icatu", construindo naquela rua seu casarão famoso, por algumas décadas centro da efervescência política e intelectual do Brasil...EM ALGUNS anos, novas casas dos Nabuco foram se somando ali, tornando-se a elegante Rua Icatu, do Humaitá , uma referência da família, e hoje dando até nome ao banco de Vivi... DONA MARIA do Carmo era uma mulher inteligente, de posições firmes, que, porém, não se esquivava de reformular se achasse necessário...ELA FOI favorável à Marcha da Família, alinhada com as ideias de Carlos Lacerda, mas, ao se decepcionar com a truculência instalada no país, mostrou coragem externando seu desagrado com todos aqueles excessos e os desvios de rumo da dita "revolução" (que para mim sempre foi golpe)... ISSO PODE ser comprovado em documentos, como a carta escrita por ela às autoridades do país responsabilizando-as pela morte do jovem engenheiro Raul Amaro Lanari, barbaramente assassinado pela ditadura no Dops. Um dos poucos casos, aliás, de corpo que foi devolvido à família, que era influente, e não duvido que a interferência de dona Maria do Carmo tenha ajudado nisso... MARIA DO Carmo era uma mulher íntegra, sem arrogâncias, admiradora dos reais talentos, fossem eles artísticos, jornalísticos, políticos, literários... AO LADO do primo, Rodrigo de Mello Franco de Andrade (pai do cineasta Joaquim Pedro), foi a grande responsável pela preservação da cidade mineira de Tiradentes, conseguindo até que fosse feita sua iluminação subterrânea, preservando o bucolismo daquele cenário... MARIA DO Carmo era show! Vivi nos deve esse livro...

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Eike quase provoca grave perda na moda

12
ago
21h07

O costureiro Guilherme Guimarães continua com seu atelier na Glória fervilhando de clientes. No momento conclui os vestidos dos cinco mais badalados casamentos deste ano do Rio de Janeiro. No sábado será o de Roberta Romano, que promete abalar os alicerces da cidade. Guilherme, porém, ainda se recupera do susto da pedra que caiu em sua sala de provas, vinda do céu, arrebentando o telhado e quase furando o chão.  Não, meus amores, não era um meteorito. Era um Eikerito: uma pedra vinda da obra do Eike Batista, ali do lado, na reforma do Hotel Glória. Se o estilista estivesse ali naquele momento, teríamos perdido o nosso Givenchy.

 Eike quase provoca grave perda na moda

GUILHERME GUIMARÃES em foto maravilhosa de Marcelo Faustini!

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Mr. Luiz Wonderful

11
ago
23h37

Luiz de Freitas passou a manhã aqui em casa, numa reunião pra gente discutir o projeto arcos, que vai rolar na Lapa com 1001 diversões. Mas diversão mesmo foi conversar com Luiz sobre a Ipanema dos anos 60, quando ele me conheceu vestindo uniforme de colégio, descendo as escadas da Rua Nascimento Silva, onde mamãe também tinha seu ateliê e Luiz ia conversar sobre os trabalhos deles dois na moda. Luiz me lembrou que mamãe ia à praia todos os dias, nem que fosse só um pouquinho pra tomar sol, e passava pela loja dele, a Luanda. Ele lembrou de quando o bairro ganhou o Bob's, a primeira lanchonete ao estilo americano no Rio, e o proprietário, Bob Falkenbourg, causava frisson com aquela beleza toda. Lembramos de como era Ipanema, onde encontrar Tom e Vinicius tomando um chopinho juntos era coisa corriqueira, que não impressissionava ninguém, pois era nossa vida cotidiana, nosso dia a dia. assim como podíamos esbarrar em Leila Diniz, Duda Cavalcanti namorando Gilles Jacquard, e todos aqueles personagens que fizeram o glamour e a glória de Ipanema. Lembrou de quando uma argentina estilosa entrou na sua loja de moda masculina Mr. Wonderful, adorou tudo, comprou até não poder mais e, antes de sair carregada de sacolas, virou-se para ele e perguntou: "E agora você podia me dar um endereço de uma loja onde posso comprar roupa pra homens?"!!!... Outra cliente foi lá, fez ele desmontar a loja inteira e avisou; "Não vou comprar nada agora, mas sou casada e estou pensando em trocar de marido". Ela já estava planejando o enxoval do gato! Demos boas gargalhadas, e dá-lhe cafezinho e água gelada.

Depois, Luiz de Freitas lembrou do Gabeira quando voltou ao Brasil e vestiu aquela sunga de crochê. Ele lembrou que a sunga era uma calcinha da prima de Gabeira, Leda
Nagle, que ele encontrou secando no varal da casa dela.
Ele queria ir à praia, não tinha com o quê, botou a calcinha da prima!
E, de Gabeira em Gabeira, de sunga em sunga, de Ipanema em Ipanema, o tempo passou rapidinho. Nós, atravessando juntos os arcos daqueles tempos, por conta dos Arcos da Lapa, que vão bombar em dezembro, janeiro e fevereiro...

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Colaboram com este blog:

Andréa Cardoso, Mary Carvalho, Marina Giustino e José Ronaldo Muller.

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