As recepções do Itamaraty no governo Dilma Rousseff

31
out
20h07

Dilma Hildegard As recepções do Itamaraty no governo Dilma Rousseff

Foto: AFP

Já estamos no segundo mês do novo governo e a presidente Dilma Rousseff ainda não conseguiu tempo em sua agenda para se reunir com seu staff e decidir o formato da primeira recepção de seu mandato a um visitante estrangeiro, o presidente Barack Obama.

Entra em seu gabinete o ministro Samuel Pinheiro Guimarães, das Relações Exteriores, acompanhado de vários embaixadores, pois em governo petista opinam muitos. Estão o secretário-geral, embaixador Antonio Patriota (mantido no cargo), o novo porta-voz, embaixador Cesário Mellantonio, o embaixador Sergio Danese, chefe do cerimonial do Itamaraty, o embaixador Tony Souza e Silva, que veio de Moçambique para assumir a chefia do cerimonial da Presidência, o secretário-geral para a América do Norte, embaixador Antonio José Ferreira Simões (ex-América do Sul), e o novo embaixador do Brasil em Washington, Valter Pecly Moreira (designado para o cargo nos EUA, depois de uma queda de braço de uma corrente forte do governo, que fazia mais gosto no Jorge Lamazière).

São oito horas da manhã e já é a segunda reunião da agenda da presidente, sempre cumprida rigorosamente e no horário. O ministro coloca o assunto:

“Presidente, a senhora tem alguma sugestão a fazer quanto à recepção para o presidente dos Estados Unidos?”.

“Ministro Samuel, o especialista no assunto é o senhor. Sou pela meritocracia e o senhor está em seu cargo exclusivamente pelo grande mérito. Peço ao senhor que exponha suas sugestões”, diz a presidente.

E o ministro começa sua explanação dizendo que, no governo Lula, foram abolidas as recepções a rigor, dada a grande alergia do então presidente aos smokings e às formalidades, e que cabe à presidente definir sua preferência. Dilma decide rapidamente: “Vamos manter como no governo passado. Se eu usasse smoking, ainda vá lá. Mas como a roupa para mim seria o longo e eu não tenho tempo pra ficar provando vestido, vamos fazer de preferência almoços, em que eu possa usar conjuntos de calças compridas ou tailleurs, que me caem muito melhor do que saia comprida. Pelo menos foi o que a minha assessoria de moda disse”.

“Almoço? - replica Samuel - Certo, presidente, faremos um almoço para Obama. E a disposição das mesas?”

“Como?”, ela pergunta meio intrigada. “É que, tradicionalmente, em todos os governos anteriores ao de Lula, o presidente, os homenageados e principais autoridades ficavam na mesa longa de banquete, todos de frente para o salão, olhando para os convidados dispostos nas demais mesas. E o serviço era à francesa. Mas o presidente Lula mudou isso. Acabou com a mesa longa e as autoridades passaram a se sentar, como os demais, em mesas no centro do salão. E, em vez de serviço à francesa, ele adotou o buffet. Assim, todo mundo entra na fila para se servir no buffet, inclusive presidente e homenageado, e todos confraternizam”.

A presidente Dilma não pensa duas vezes e já se levanta, enquanto informa sua decisão: “Vamos manter como fazia o presidente Lula, é muito mais democrático e menos complicado. Obrigada, embaixador”, ela diz, já estendendo a mão e dando por encerrada a audiência. Samuel e os demais embaixadores se retiram. Entra o Ministro da Cultura, Francisco Buarque de Holanda...

Veja mais:
+ Tudo sobre as Eleições 2010 no R7
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • Twitter
  • Facebook
  • RSS

Dilma aguarda em casa

31
out
19h00

Jornalistas todos no Hotel Naoum,em Brasília, onde Dilma Rousseff é  esperada às 21 horas. Dilma, no momento, está em casa,no DF, junto com Fernando Pimentel e outros de sua campanha. Enquanto isso, a GloboNews faz comentários com prognósticos assustadores para o Brasil, em caso davitória Dilma, praticamente certa. Como se o canal fosse um partido político e não um veículo jornalístico. A impressão que os jornalistas do canal dão é a de que foram eles os derrotados. Isso não deve. Isso não é bom.  Nem para a GloboNews, nem para o jornalismo brasileiro. Um equívoco do enfoque, enfim, que esperamos seja revisto e corrigido. O que  esse imprensa radical em suas colocações tem conseguido é abrir um largo espaço para uma imprensa de esquerda no Brasil, e ela virá forte...

Espalhe por aí:
  • Twitter
  • Facebook
  • RSS

De Lula para Zé Alencar: “Você subiu a rampa comigo e vai descê-la comigo”

31
out
00h07

Conversei agora à noite, ao telefone, com Mariza Gomes da Silva. Estava à cabeceira do marido, José Alencar, no Hospital Sírio- Libanês, em São Paulo, onde tem se mantido todo o tempo possível. Mariza está otimista. Ela disse: "Hilde, ele está melhorando dia a dia". Hoje, o vice-presidente, enfim, pôde tomar um chá e um picolé de limão. O foco agora é vencer o tumor. O que a cirurgia, se realizada, não conseguiria. "Seria apenas um paliativo", ela falou. Quando já se dava a cirurgia como certa, porém, o oncologista optou pela quimioterapia, mesmo que com "doses absurdas" (palavras dela), e o resultado foi positivo: Alencar está animado de novo! O controle médico é muito grande, com exames de sangue diários. Mariza, mulher de grande fé, agradece a visita de dom Cipriano, indo do Rio até São Paulo especialmente para isso, onde ele deu sua bênção, não só ao nosso vice-presidente como também ao médico oncologista, o que ela crê, firmemente, que foi de grande ajuda...

No mais, a frase mais bonita do dia foi do presidente Lula ao visitar seu amigo Zé Alencar no hospital: "Você subiu a rampa do Planalto comigo e vai descer a rampa comigo"...

alencarlula De Lula para Zé Alencar: Você subiu a rampa comigo e vai descê la comigo

Fotógrafo Roberto Stuckert flagrou momento emocionante da visita ao hospital em que Lula diz: "Você subiu a rampa comigo e vai descer a rampa comigo!

Espalhe por aí:
  • Twitter
  • Facebook
  • RSS

Colaboram com este blog:

Andréa Cardoso, Mary Carvalho, Marina Giustino e José Ronaldo Muller.

Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A