Casamento Waldner-Sève, a festa, a família / Parte 4

24
out
12h13

Manuela, a nova baronne de Waldner, cuidou pessoalmente de todos os detalhes de seu casamento. Ao decorador Antonio Neves da Rocha pediu que tudo fosse branco e discreto. Sobretudo recomendou que a decoração não se impusesse além do evento. Ela deveria ser sobriamente branca, servindo apenas de moldura àquele momento feliz, rompendo o atual padrão dos décors praticamente cenográficos. Antonio obedeceu à risca. Havia, sim, as bolas de espelho a girar sobre a pista de dança, pois elas também se tornaram um clássico. E todos se sentiram em casa. O buffet foi da prima da noiva, Cecília Borges. E mais em casa ainda se sentiram. A proporção de jovens x adultos (vamos chamar assim) era de três para um. Foi uma festa essencialmente dos noivos e seus amigos. E mais as respectivas famílias e alguns poucos amigos dos pais. Por isso, os convidados da velha guarda se sentiram realmente distinguidos...

Edouard, o noivo, como contei aqui, transbordava felicidade em seu estágio "recém-casado". Durante a festa, beijou sua mãe várias vezes. Confraternizou feliz com seu pai. Sem falar nas incontáveis demonstrações de afeto à sua baronesinha.  Gerard e Silvia Amélia presentearam Manuela com um anel que pertenceu à baronesa avó de Edouard, com três diamantes cortados como corações, formando um trevo. Violy, mulher do pai de Manuela, Dundum, a presenteou com um anel com uma esmeralda muito bonita. E o barãozinho deu a ela um anel de safira com um brilhante de cada lado, do Garrard...

Manuela estava vestida por Sandro, da haute couture Daslu, com véu longo de tule bordado, e nos cabelos levava uma joia da avó materna, mãe de Albinha Di Biasi, que também estava muito bonita, de azul marinho, obra do mesmo Sandro. Aliás, é raro ver uma dupla de mães tão belas, uma morena, a Albinha, a outra loura, a Silvia (de Dior), belezas diferenciadas e absolutamente capotantes...

casamento barão album de família2 Casamento Waldner Sève, a festa, a família / Parte 4
novo 2 Casamento Waldner Sève, a festa, a família / Parte 4

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Casamento Sève-Waldner / Parte 3

24
out
00h12

O clima dos casamentos estava no ar. Claudia Niedzielsky contava, feliz, que no ano que vem será o filho dela, Micael, que irá se casar com Gisela Dantas Rodenburgo, filha da Verônica Dantas e do Carlos Rodenburgo. Eles trabalham e moram em Londres e namoram há dois anos. Micael, carinhoso, telefonou de Veneza para a avó, a embaixatriz Laís Gouthier, a bordo de uma gôndola com Gisela, para dar a notícia. Mas isso quem contava era Laís, enternecida, pois, afinal, é amiga de Nícia Maria Valente Dantas, avó de Gisela, da vida toda. O mês do casamento, já se sabe, será maio. O que se desconhece, por enquanto, é o local. Se em Londres, se no Rio de Janeiro ou se na Bahia. A mesa de Cláudia e Cyrill, no "Sim" Waldner-Sève, tinha a tia dela, Lilian Rossi di Montellera, e o divertido Sig Bergamin. Ao lado, a mesa de Laís Gouthier reunia Marcos Azambuja, Tony Mayrink Veiga, Hélène de Ludinghausen, Ana Luiza Capanema, Antonia e Guilherme Frering, Ivo e Helcius Pitanguy. Cyrill partiu hoje, de volta ao trabalho na sua banca de advogados em Paris. Lilian parte semana que vem para ser avó pela quarta vez - vem aí o primeiro menino...

Em tempo: a riviera de brilhantes que Antonia Frering usava ao pescoço com uma big esmeralda não era dela, era da Sara Joias. É que, no contrato que assinou para fazer a campanha da Sara, Antonia se obriga a usar apenas as joias da marca até o lançamento de sua próxima coleção. Ah, e a esmeralda não era esmeralda, era uma big turmalina Paraíba...

Outra coisa: muita gente chegava (mais tarde) e muita gente partia (mais tarde) do e para o casamento de Maria Almeida Braga, que acontecia, na mesma noite, no Gavea Golf. Nomes, assim, trepidantes e de grande fôlego, como Gisella Amaral, Julio Lopes e Kitty, Helcius Pitanguy, Milu Camarão, Maria Laura e Luís de Freitas...

casamento do barão os rostos1 Casamento Sève Waldner / Parte 3

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Casamento Sève-Waldner, os padrinhos / Parte 2

23
out
22h46

Os jovens predominaram neste casamento Sève-Waldner. Os padrinhos, por exemplo, eram todos juventude. Vejam os nomes: Gabriela Rezende (a filha de Paula Barcelos) fazendo par com Pedro Rosman, Benjamin de Botton e Luiza Machado, Lorenzo Frering (filho de Guilherme e Antonia) e Mariana Veiga, Guilherme Frering (idem)  e Carolina Mascarenhas, Antonio Venâncio (filho de Maria Pia, irmã do noivo) e Maria Isabel Kosman, Ana Maria Barbosa (a Dandynha) e João Soares, Isabel Teixeira de Mello e Tuta Marcondes Ferraz, Newton Lins Neto com Amanda Richardson, Ana Paula Rabello com Luiz Friedheim, Bruna Sève e Gabour Patko, Jean Nicolay (o melhor amigo do noivo) e Tatiana Almeida, Toniquinho Tostes e Luisa Vianna, Louise Haas e Charles Mazery, Maria Teixeira de Mello e Eduardo Juaçaba, Felipe Steinfeld e Lara Espírito Santo... Além de, naturalmente, a irmã de Edouard, Maria Pia Marcondes Ferraz, com seu meio-irmão, o Luli Marcondes Ferraz...

Mas, com toda essa garotada prevalecendo, o barãozinho Edouard mostrou sua boa formação com uma deferência especial para com os adultos. Ao cerimonialista Ricardo Stambowsky, recomendou que reservasse a primeira fila para os primos, barões David e Olympia de Rothschild, pois gosta muito deles, quase que como pais. É um afeto muito grande e recíproco. Para o casamento de Edouard, David fez questão de enviar caixas e caixas (muitas caixas mesmo) de seu champagne Baron de Rothschild, um champã sensacional, por sinal. Todos os que têm contato com Edouard dizem que ele é um rapaz de ouro. Ele, que passou a vida toda na Europa, criado em Paris, e vinha ao Brasil apenas nas férias, identificou-se totalmente com o Rio de Janeiro e decidiu morar aqui. Está trabalhando com o Roland Gerbauld na área de negócios e finanças. Sua baronesa, a Manuela, trabalha com Armínio Fraga e é também considerada muito competente. Eles vão morar no Leblon...

Casamento barão padrinhos Casamento Sève Waldner, os padrinhos / Parte 2

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O casamento Sève-Waldner / Parte 1

23
out
21h04

Importa dizer que o clã Rothschild de banqueiros estava praticamente todo reunido na igreja, desde seu patriarca, o barão David de Rothschild com Olympia? Importa dizer que havia, sim, nomes importantes e tradicionais da Europa e do Brasil, Nicolay, Brandolini, Gouvêa Vieira, Nabuco, Rossi di Montellera, Haas, Espírito Santo, Capanema, Ludinghausen, Mayrink Veiga,  Ecot, El Khoury, Tostes, Chagas, Magalhães Lins, Marcondes Ferraz, Frering, Steinfeld, Borges, de Botton, Niemeyer, Veiga, Dorey,  Bouygues, Niedzielsky, um colar inteiro de sobrenomes, que fariam palpitar edições inteiras de revistas locais e/ou internacionais de mondanité e/ou business? Importa dizer que em raras ocasiões encontramos tantos homens e tantas mulheres tão adequadamente vestidos, impecáveis mesmo, e com joias tão belas? Importa dizer que o friozinho que de vez em quando corria nas espinhas não era tanto pela temperatura baixa daquela noite, porém mais pelo frisson de se estar ali, participando daquele momento? Não, não importa. E realmente não importa mesmo...

O que, para mim, naquele momento, importava, escutando a Ave Maria de Schubert, tão bem interpretada, seguida de uma Ária da 4ª corda de Bach, sucedida pelo Concerto de Bradenburgo e a suave Pour Elise era ver, no alto e no fundo do altar, pela primeira vez em minha vida, um Jesus Cristo alado, asas nos ombros e nas ancas, fazendo-me crer que, a qualquer momento, ele se soltaria da cruz e sobrevoaria nossas cabeças, despejando sobre elas suas bênçãos infinitas. Tolice minha. Pois as bênçãos já estavam lançadas mesmo lá de longe. Abençoados estávamos sendo todos nós por participar daquele momento absolutamente único. A começar pelo cenário, a Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, um verdadeiro achado. Ouvi alguém dizer: "Foi preciso Silvia Amélia vir de Paris para que nós conhecêssemos esta maravilha do Rio"...

Na verdade, foi uma descoberta conjunta, de Silvia e sua norinha, Manuela Sève. Inicialmente, elas pretendiam que o casamento acontecesse no Mosteiro de São Bento, ao qual era ligado o pai de Silvia, avô do noivo Edouard de Waldner, professor Carlos Chagas. Mas não havia a data desejada. E, como coincidência não existe, um anjo levou-as até aquela igreja, de uma inacreditável beleza, uma preciosidade barroca do Rio, as paredes totalmente esculpidas em florões, de alto a baixo, com os santos preciosos projetando-se com seus pedestais. Os tetos são completamente pintados. Mas o momento de máxima beleza é mesmo o altar, com aquele Cristo de asas dominando todos os olhares. Sob ele, Manuela e Edouard se casavam, contritos porém muito felizes...

E a alegria dominou o ambiente o tempo todo. Desde a chegada de Edouard, os olhinhos faiscando de contentamento, ao lado de sua mãe, Silvia Amélia. Manuela desembarcou de um Rolls Royce branco antigo, braço dado com Paulo Di Biase, o padrasto que a criou e a acompanhou até o meio da passadeira vermelha, quando Frederico Sève, o Dundum, pai que a gerou, assumiu o posto, levando a filha até o altar, onde a entregou a Edouard... e às bênçãos do Cristo alado...

Dois padres oficiaram: José Maria e Jorjão, ambos da paróquia de Nossa Senhora da Paz, que Silvia Amélia frequenta. La baronne, todos viram, faz reverência diante dos padres, a genuflexão. Esse traço fortemente religioso da família, certamente, justifica a bênção enviada do Vaticano pelo Papa, não apenas aos noivos, mas extensiva aos familiares, aos padrinhos e a todos os presentes na igreja...

Uma lagrimazinha besta cismou de riscar o meu make. Não, não foi pela bênção do Papa. Foi pelo conjunto da obra. Pela alegria do barãozinho (sim, pois o título de Edouard foi recebido desde o nascimento, não dependendo da morte de seu pai para tê-lo), a alegria da noiva, pela harmonia familiar que cercava aquele momento, pela euforia dos jovens amigos na igreja, pela atitude positiva, religiosa e descontraída de todos, sem o mais leve resquício de afetação, o que é deveras raro num casamento como aquele...

Degustem os primeiros momentos, os próximos virão depois...

 

casamento do baron O casamento Sève Waldner / Parte 1

Fotos de Sebastião Marinho

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O pai da noiva

23
out
14h31

Colecionador de arte latino-americana, Frederico Sève, o pai de Manuela, que ontem se casou com Edouard de Waldner, vive em Manhattan, Nova York, com sua mulher colombiana, Violy McCausland, uma banqueira de investimentos que ganhou boa reputação no mercado quando atuou no J.P. Morgan, trocou o alto posto por um caminho próprio e venceu...

Casados há 13 anos, eles moram num belíssimo apartamento de cobertura, em Upper West Side, cercados de centenas de peças de arte que pessoalmente vêm colecionando ao longo desses anos todos. E quando digo que o apartamento é fabuloso é porque de fato é. São quase 2.000 metros quadrados, com um teto de 13 metros de pé direito no living room, onde há uma lareira gigante, e ainda meia dúzia de  outros quartos...

O imóvel foi construído em 1909, como studio do escultor Karl Bitter, que fez os elementos da fachada do Metropolitan Museum of Art, e foi acrescido de alguns detalhes neo-clássicos  pelo proprietário anterior a Violy, que não gostou nada das mudanças feitas, pois, como filha de um dos arquitetos pioneiros do modernismo da Colômbia, Roberto McCausland, ela sabe muito bem identificar o que é "fake"...

Assim, ela chamou meia dúzia de arquitetos para "reinventarem" o salão de forma a acomodar bem toda a sua coleção de arte, que ficou muito, muito maior, depois que ela se casou com o brasileiro Frederico Sève...

Frederico Sève, que os amigos chamam de Dundum, todos nós conhecemos. Ele continua a ser reconhecido em Nova York, como era no Rio de Janeiro, como grande colecionador, expert e marchand de arte latino americana. É dono, em Manhattan, da galeria Latin Collector, inicialmente estabelecida em TriBeCa  e hoje na West 57th Street...

Vou falar então a respeito de sua mulher, Violy, de quem vocês pouco sabem. Mulher respeitada no mundo das finanças novaiorquino, ela abriu seu próprio banco de investimentos, Violy & Company, que dá consultoria sobre estratégias de crescimento para muitas empresaas, sobretudo na América Latina, é membro do Comitê de Investimentos do  Museum of Modern Art de Nova York, que aconselha os mantenedores do museu,  é uma apoiadora-chave da organização Aid for AIDS, que atua na América Latina, e pertence ao board de várias outra organizações de expressão nos EUA...

Juntos, formam um casal visivelmente harmonioso e feliz, sempre prontos a receberem com a maior simpatia os amigos brasileiros que os visitam...

dundum O pai da noiva
dundum31 O pai da noiva

No quadro, Violy e Frederico Sève, muito felizes, no casamento de ontem (em foto de Sebastião Marinho), e as imagens da penthouse do casal, em Upper West Side, Nova York, via New York Times, by Hiroko Masuike

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O caso do vestido de Melissa e Silvia Amélia

23
out
13h17

Sabem uma das coisas que me dá mais prazer? A manifestação amorosa e anônima de leitores, que há muitos anos me acompanham, me conhecem pelo avesso, e que, com a intimidade que apenas a convivência longa pode permitir, opinam, são sinceros, elogiam e, quando têm que criticar, criticam. São meus grandes colaboradores, aqueles que realmente escuto e considero, pois sei que são verdadeiros. Agora, vejam, o leitor que simplesmente se assina Olin me envia fotos antigas, já publicadas em revistas nacionais e estrangeiras, que complementam belamente a temporada Waldner-Sève que o Rio está vivendo...

Olin enviou-nos foto de Silvia Amélia almoçando, ano passado, em Brasília, com o mesmo vestido com que Melissa Bouygues foi ao jantar, na última quinta-feira, de Claudia Niedzielsky, mas não foi empréstimo à amiga em visita ao Rio, não, meus amores, porque Melissa usou o mesmo vestido, ano passado, na abertura da Biennale des Antiqueaires, em Paris. Eta Olin observador! (detalhe: ele ainda percebeu que esta Hilde, em algumas fotos do jantar de Claudia, trocou Melissa por Marie Laure de Nicolay nas legendas, pois ambas são parecidas, louras, corte de cabelo igual, bronzeadas e usavam vestidos semelhantes e com a mesma cor... e eu já corrigi ra-pi-di-nho)...

Confiram, abaixo, O Caso do Vestido...

vestido de Melissa O caso do vestido de Melissa e Silvia Amélia

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Perrin com mousse de cupuaçu

23
out
11h47

Não importa a época do ano, esteja sol ou nublado, os almoços de sábado são uma tradição carioca. O de ontem, no bonito apartamento, em Ipanema, de Antonio e Cristina Alvarenga, foi para juntar a turma que viajou à Provence para a maratona de festas de Isabel e François Perrin, celebrando o casamento deles, e também para quem foi convidado e não pôde viajar...

Primeira vez em que Isabel e François visitam o Rio oficialmente como marido e mulher, nada como brindar com um bom vin rouge Chateau de BeauCastel, da produção dele, e um almoço maravilhoso do chef Demar: camarão com leite de coco e gengibre, vitela assada, risoto de cêpes e as sobremesas de aguar, como mousse de cupuaçu, a predileta de Perrin. Os Alvarenga fizeram tudo perfeito: isto é, com todo o carinho, e, quando é assim, sempre dá certo...

Celina Gomes, Ricardo e Gisella Amaral, o advogado Gustavo Martins de Almeida, Priscilla Levinsohn, Paulo e Anna Thereza Vianna não foram à Provence, mas uma nova excursão está sendo programada para fevereiro...

Fotos de José Ronaldo Muller

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Colaboram com este blog:

Andréa Cardoso, Mary Carvalho, Marina Giustino e José Ronaldo Muller.

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