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30 setembro 2009

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A realidade do transplante no Brasil

Publicado por: Celso Freitas

Quando somos entrevistados, sempre nos perguntam qual notícia mais nos emocionou ou como lidamos com a emoção ao apresentar um fato.

Eu e Ana nos comovemos com as reportagens de Carlos Dornelles que mostrou a história de Ana Vitória (32 anos) e de Ilson Perreira, (49). Os dois estavam na fila de espera de transplante duplo, rins e pâncreas.Ela, uma dona de casa que conseguiu transplante depois de 72 tentativas.

Explicando melhor : Desde os 12 anos sofria com o diabetes gravíssimo. O maior prazer da Ana Vitória, após a cirurgia e 20 anos sem sentir sabor de açúcar e do sal....comer um sorvete.

O Ilson, que já havia feito transplante de rim doado pelo irmão, precisava com urgência do pâncreas. Estava na fila há dois anos e acabou cedendo a vez para Ana Vitória, cuja compatibilidade era mais exigente. Felizmente, agora o técnico em compatibilidade que chegou a ficar cego por causa da diabetes, se recupera. E cheio de planos retoma o prazer da vida.

Nos chama a atenção que num momento tão delicado da vida, estes dois brasileiros revelem desejos tão simples.Ana Vitória saboreou o sorvete. Ilson, não vê a hora de caminhar na chuva.

A história destes dois personagens mostra a importância da doação para uma parcela da população que nem sabe o que é transplante.

Estamos em plena Semana Nacional do Doador, (21 a 26 de setembro). O Ministério da Saúde anuncia que os transplantes de órgãos cresceram 24,3%. Mas a fila ainda é grande e dolorosa. Diminuir só depende de nossa iniciativa.

E se você quiser maiores informações sobre a realidade do transplante no Brasil, vale visitar o site do MS.

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