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16 outubro 2009

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Nós e o meio ambiente

Publicado por: Celso Freitas

Desde a estréia do R7, estou ansioso para tratar de um tema que é quase obrigatório nas edições do Jornal da Record: o sufoco do nosso planeta.

Você não só tem assistido, mas também notado como o tempo e os fenômenos naturais têm nos afetado ultimamente.

São imagens que impressionam pelos estragos, transtornos e prejuízos pessoais.

Ventos fortes, chuvarada, granizo, enxurrada, deslizamentos, no sul do Brasil. Seca no nordeste.

Agora, a Amazônia sofre com estiagem e queimadas, depois de passar por um grande período de chuva.

No mundo, países da Ásia passaram recentemente por furacões.

Ontem, postei aqui iniciativa dos cariocas na promoção do Dia sem Sacola. Estimativas apontam que são 1,5 milhão de sacolas plásticas por hora - e elas não se desintegram antes de 500 anos.

Também foi notícia o estudo britânico alertando que o gelo do polo ártico não tem mais do que 2 metros de profundidade e está derretendo rápido.

Entre 7 e 9 de dezembro os principais líderes mundiais - entre eles o presidente Lula - estarão reunidos em Copenhague, na Dinamarca, numa Conferência Ambiental. Vão discutir a crise climática, traçar metas e tomar posições para combater do aquecimento global.

Esperamos que, dessa vez, surjam ações de verdade. Na Rio-92 e em Kyoto- Japão, em 1997, muito se prometeu, mas pouco se fez.

Você já deve estar careca de ouvir e ler sobre este assunto. Mas até que ponto tem tomado atitudes sérias para contribuir pela melhoria da qualidade do clima?

Esta iniciativa precisa de compromissos de cada um de nós, pois para as autoridades constituídas do planeta, a crise financeira é mais importante que a crise climática.

Se a preocupação é dinheiro, é bom saber que as catástrofes climáticas geraram, geram e vão gerar em pouco tempo prejuízos maiores que a crise hipotecária americana.

Para seu conhecimento, no Brasil as queimadas são a principal causa do aumento de gás carbonico na atmosfera. Em segundo lugar é o transporte rodoviário. Em terceiro, a pecuária. Acredite, o gado gera gás metano que também compromete a camada de ozônio.

Nos dois primeiros setores, vê-se preocupação. Mas neste último, não há nenhum sinal de providência. Hoje, somos o maior exportador de carne bovina do mundo. Sabe-se que os países mais ricos - e grandes compradores - estão cada vez mais exigentes com normas ambientais.

Imagine o prejuízo se o mundo considerar que carne brasileira é inimiga da natureza.

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