6 novembro 2009
Um flagrante raro
Publicado por: Ana Paula PadrãoDois funcionários da Rede Record viveram hoje aquilo que todo jornalista sonha para si. Eles estavam no lugar certo, na hora certa, e conseguiram um flagrante raro!
Maurício Guido, produtor, e Aílton Rodrigues Cesário, cinegrafista, voltavam de uma locação em Araras pela rodovia Anhanguera. De repente, perceberam que o fluxo do trânsito mudou, como se um grave acidente tivesse acabado de acontecer. Reduziram a velocidade.
Viram um ônibus atravessado na pista. Em seguida, um carro forte, com sinais de explosão, muita fumaça e confusão. Certamente aquele não era um simples acidente.
Da gritaria dos motoristas assustados, Maurício e Aílton compreenderam que o que acabara de acontecer ali era um assalto cinematográfico. Bandidos haviam fechado, com um ônibus e um caminhão, as duas pistas da rodovia para assaltar dois carros fortes. A equipe da Record imediatamente saltou do carro e começou a registrar a cena.
Eu conversei com nossos dois colegas esta tarde, e reproduzo aqui, com meus sinceros parabéns, o que eles me contaram. Jornalistas têm que ter um pouco de sorte na profissão, mas ela só vale se vier acompanhada da competência para usá-la. Nossos amigos mostraram que são jornalistas de primeira.
APP: Qual foi sua primeira reação, Maurício?
MAURÍCIO: A primeira coisa que pensei quando percebi que aquela confusão era uma ação de bandidos foi se havia segurança para nossa equipe. Vi então que os bandidos não estavam mais no local, que o tiroteio havia acontecido há uns 2 minutos, no máximo!
APP: O que foi que você registrou primeiro, Aílton?
AÍLTON: Foi a reação das pessoas. Elas estavam em estado do choque, pareciam não acreditar no que havia acontecido. Vários motoristas, com medo da situação, simplesmente passavam por cima do canteiro e davam meia volta, fugindo do local. Outros, que tiveram os veículos avariados pelo tiroteio ainda estavam lá, perplexos. Testemunhas disseram que nunca viram armas tão grandes como as que os bandidos carregavam. Depois passei a filmar os estragos do tiroteio. As cinco camadas do vidro do carro forte estava destruídas, uma cena muito impressionante!
APP: Você teve medo, Maurício?
MAURÍCIO: Ah, na hora a gente nem pensa nisso, a gente simplesmente agiu como equipe e tentou registrar o máximo possível do fato.
APP: E qual a sensação do dever cumprido, Aílton?
AÍLTON: Estou muito satisfeito, venho de uma escola que preza a informação rápida, e trabalho numa emissora que me acolheu e que eu sei que gosta da informação rápida. Tenho obrigação de informar, e hoje consegui fazer isso, me sindo realizado.
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