Briga de elevador

Marcos Pereira Perfil R7 Briga de elevadorAo assistir o jornal esses dias me deparei com um fato lamentável. Câmeras de segurança registraram uma briga no elevador de um prédio num bairro nobre de São Paulo. A discussão teria começado porque uma das mulheres, que estava com um cachorro, não deixou a vizinha com um bebê no carrinho subir no único elevador disponível. A mulher argumentava que o cachorro iria assustar a criança, mas ao ser contrariada, perdeu a paciência e chutou várias vezes o carrinho do bebê.

A briga não parou nem quando o zelador chegou. A mãe da criança registrou uma queixa de injúria na polícia. Quase todos os dias escuto alguém dizer que sente falta da educação das pessoas em seu cotidiano, que antigamente tudo era diferente ou até mesmo que esse ou aquele país é melhor de se viver por terem pessoas mais cordiais.

Muitas dessas pessoas que reclamam, geralmente não põem em prática no dia a dia a gentileza e cordialidade que tanto esperam. E não estou falando só de um cidadão com pouca instrução, daquele que precisa se preocupar com a comida na mesa e as contas a pagar. Grande parte deles, apesar das dificuldades, possui um sorriso no rosto e dão um bom dia. Falo de pessoas cultas também, com boas condições de vida, e mesmo assim ficam rabugentas.

Não é fácil sair da zona de conforto, deixar o egoísmo de lado e se preocupar também com o que acontece ao seu redor. Ser gentil não é gostar de todo mundo. Não é fazer piadas o tempo todo ou ser o mais bem quisto em um grupo. Temos cada um os nossos trejeitos e dias ruins. Mas acredito que ser gentil é saber tirar o olho do próprio umbigo. Penso na importância de tratar bem as pessoas para conviver e deixar os espaços públicos mais harmônicos. Gentileza tem a ver com educação e solidariedade. Vamos fazer a vida ser mais leve?

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Camuflados

Marcos Pereira Perfil R7 CamufladosNo Pará, uma fuga de 20 detentos de Santa Isabel foi mais uma ofensa à qualidade da segurança pública de nosso país. O grupo fugiu pela porta da frente. Uma parte deles estava usando o uniforme dos vigilantes que foram rendidos e ninguém percebeu nada. A direção do presídio disse que está investigando a fuga para saber como as armas entraram na penitenciária e se a saída foi facilitada.

As cenas de prisões superlotadas, cercadas de violência, falta de higiene e maus-tratos refletem os problemas de todo o sistema carcerário brasileiro. Segundo o Ministério da Justiça, entre janeiro de 1992 e junho de 2013, a população cresceu 36%, enquanto o número de pessoas presas aumentou 403,5%. Atualmente, são aproximadamente 574 mil pessoas presas no Brasil.

A crise na segurança pública foi agravada em 2014, quando houve um aumento nos casos de homicídios no país, nas mortes durante as operações policiais e nas rebeliões em presídios superlotados em vários estados, seguidas de mortes violentas e até casos de tortura. Somos a quarta maior população carcerária do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (2,2 milhões), da China (1,6 milhão) e da Rússia (740 mil).

Acredito que a militarização da segurança pública, com uso excessivo de força, principalmente nas periferias, contribui para manter alto o índice de violência letal no país. É fundamental estabelecermos a reestruturação das polícias, para que reformas sejam repensadas e incluídas como parte de um plano nacional de metas. Pensar em segurança pública não é pensar apenas em polícia nas ruas, mas sim na prática do controle externo através da valorização dos agentes e aprimoramento da formação, oferecendo condições de trabalho e inteligência para investigação.

Também vale ressaltar a importância de incluir a segurança como parte das políticas públicas e, portanto, como problema do Estado a ser solucionado. Diminuir a criminalidade não pode ser sinônimo de uma repressão violenta. Temos de pensar na segurança de cada indivíduo como parte da afirmação de direitos e não da violação deles.

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10 por hora

Marcos Pereira Perfil R7 10 por horaA cada hora, dez carros são roubados em São Paulo e os dias mais perigosos são no meio da semana, durante o fim da manhã, ou no começo da noite. É o que revela um balanço feito pela maior rastreadora de veículos do Brasil. A empresa baseou-se nas vezes em que foi acionado o serviço de rastreamento e mapeou as ocorrências em todo o país. A zona leste é a mais perigosa. No bairro de São Mateus, só em janeiro foram 224 roubos e furtos de veículos.

Em seguida, entram na lista os bairros como Penha, Lapa, Ipiranga e Pinheiros. Segundo especialistas, os carros populares como Pálio, Gol e Uno são os alvos mais visados pelos ladrões. A maioria é levada para desmanches e outras partes são revendidas em comércio livre e clandestino para países vizinhos. Em média, 242 carros são roubados todos os dias.

Nem mesmo a tecnologia conseguiu deixar os carros mais seguros, pois os motoristas continuam vulneráveis aos bandidos. Acredito que a atual crise econômica acaba por permitirs a busca pelo mercado paralelo, o que aumenta os índices de roubos e o volume de peças nos desmanches. Nenhum carro feito no Brasil é 100% nacional e, por isso, boa parte das peças são importadas.  A indústria automobilística vive em constantes mudanças de negociação, mas o crime também funciona com a mesma mentalidade. É a oferta e a demanda que regem o processo.

Enquanto isso, o dólar alto faz com que os custos aumentem, abrindo espaço para esse mercado negro. Vale salientar que em nenhum outro país da América Latina rouba-se ou furta-se tantos carros como no Brasil. Por isso, um policiamento ostensivo nas ruas se faz necessário, principalmente ao escurecer já que as chances de perigo aumentam. Será que apenas os dispositivos de segurança são inibem a frequência dos casos?

Acredito que nossas políticas de combates aos assaltantes estão ultrapassadas e devem ser repensadas em novas propostas melhor planejadas. Os veículos que são recuperados voltam diretamente aos donos, sem nem ao menos ser feita uma análise das digitais. É preciso que haja maior integração entre as forças de segurança, sobretudo a Polícia Civil e Militar. A meta de qualquer governo deveria ser a de preservar e elevar a qualidade de vida dos cidadãos, isto é, garantir a proteção da vida, da propriedade e da liberdade de cada um. Isso está sendo feito?

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Clube do carimbo

Marcos Pereira Perfil R7 Clube do carimboSoropositivos escondem que têm vírus HIV e contaminam os parceiros sexuais de propósito. Essa prática está sendo muito comentada pela mídia e tem trazido em questão a saúde pública e a liberdade sexual. Pessoas infectadas mostram-se dispostas a repassar o vírus, fazem festas e encontros casuais para contaminar as outras sem consentimento delas. Esse grupo é conhecido como "carimbadores" e é majoritariamente composto por homossexuais.

Segundo especialistas, aqueles que escolheram "carimbar" geralmente não conseguem aceitar o trauma e querem "compartilhar" a culpa. Para não se sentirem menosprezados, o grupo passa de vítima para malfeitor. Outros tipos de "carimbadores" são aqueles que, por gostarem de correr o risco, querem que o outro também corra esse risco. Vira um tipo de roleta-russa, pois a pessoa infectada faz sexo sem nenhuma proteção com outras não-infectadas.

Transmitir propositalmente o vírus HIV é considerado crime. O autor do ato pode ser processado por lesão corporal grave e ser condenado a até quatro anos de prisão. Acredito que este caso seja mais um problema crítico de saúde pública. Imaginem continuar essa transmissão sem nenhum tipo de controle? De acordo com o Ministério da Saúde, a doença teve um aumento de 29,1% entre homossexuais e 1,7% em heterossexuais. Ninguém está livre de ser contaminado.

O mais preocupante é que este grupo ainda cria e divulga técnicas na internet. A intenção é fazer com que o ato seja imperceptível para aqueles que não aceitam a prática sexual sem proteção. Muitos chegam a furar e contaminar camisinhas. Enquanto pesquisadores alteram até o DNA de macacos para testar possíveis vertentes de vacinas e novos remédios que combatam o vírus HIV, uma minoria egoísta quer atrapalhar por não aceitar a doença.

Espero que os participantes do “clube do carimbo”, como são chamados, sejam identificados e responsabilizados por este crime que é uma demonstração de crueldade e ódio à humanidade. Mais de 30 anos depois do descobrimento do HIV, ainda não descobrimos a cura. Espero que a ciência e o desenvolvimento de pesquisas inovadoras continuem cada vez mais firmes na busca pela proteção total contra o vírus.

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Combate ao crack

Marcos Pereira Perfil R7 Combate ao crackO Programa de Combate ao Consumo de Crack de São Paulo, que prevê a internação involuntária e até compulsória dos dependentes, completa um ano este mês. O projeto chegou a atender 12 mil viciados, mas não se sabe quantas pessoas conseguiram deixar de vez as drogas. Segundo o Ministério da Justiça, as capitais brasileiras e o Distrito Federal somam mais de 370 mil usuários.

O crack está presente no Brasil desde o início dos anos 90, mas apenas em 2013 que o vício foi analisado como objetivo de pesquisa e um perfil de seus usuários foi traçado. Nos dias atuais, 98% dos municípios brasileiros dizem possuir algum dependente da droga. Sem dúvida, o crack já é um problema social e está muito associado às condições econômicas de cada pessoa.

De acordo com uma pesquisa do Centro de Dependência e Saúde Mental da Universidade de Toronto, no Canadá, os viciados em crack não são de classe média ou ricos como os perfis de usuários de outras drogas como a maconha e cocaína, por exemplo. O crack pertence, em sua maioria, aos marginalizados, pobres e sem casa própria e não é um problema apenas social.

Há uma necessidade de se pensar a longo prazo e não apenas na redução de viciados nas cracolândias de todo o país. As evidências estão aí, é só olhar os números e até as ruas. O tratamento forçado não irá curar ninguém. É necessário pensar numa demanda de estabilidade para que então se possa garantir abordagens específicas como as psicossociais, que usam do apoio de remédios ou internações, depois de muita conversa com cada dependente. Além disso, garantem alimento e abrigo.

Muitas autoridades pensam que basta a criação de ações com mensagens simbólicas e assistência social que o problema se resolve por si só, mas não funciona assim. Se continuarmos a acreditar que apenas o vício na droga é o ponto negativo, nunca conseguiremos pôr um fim absoluto nesse problema social. Precisamos ir até a raiz do problema, no caso, a pobreza, e garantir oportunidades iguais a todos.

Acredito que o ideal seja partir para novos projetos. Basear-se em novas abordagens e táticas com o corpo médico e policiais. Equiparar-se aos programas de outros países que mostraram resultados positivos. Buscar por planos que reduzam o impacto da diferença social e econômica, que proporcionem não só uma melhora na área da saúde com tratamentos motivacionais, mas que ofereçam orientação e oportunidades de estudo e trabalho. Não basta enxergar apenas o que se vê no momento. É preciso apostar naquilo que não é conveniente.

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Antidengue

Marcos Pereira Perfil R7 AntidengueOs números de casos de dengue no Brasil têm deixado as autoridades em alerta. O aumento de 162% de infectados tem sido o motivo para se discutir novas pesquisas sobre uma possível vacina contra a doença, que pode sair no ano que vem. Existem pelo menos quatro iniciativas importantes para o desenvolvimento das doses de vacina, entre elas estão nomes como o do Instituto Butantan e Fiocruz, que participam do projeto.

A importância de se pensar na vacina é que será o instrumento para prevenir os surtos e toda essa epidemia que se espalha no país. No entanto, até agora não há nada concreto para ser aprovado nesse propósito. É uma via de duas mãos, já que a vacina é tetravalente e deve proteger quatro tipos da doença. É como se fossem quatro vacinas em uma só. Portanto, se houver falha em um grupo haverá uma situação de risco para os que se infectaram por aquele em que houve a falha.

Pesquisadores de várias instituições estão trabalhando para superar esse desafio. Uma das pesquisas que está mais perto de encontrar uma imunização eficaz contra a dengue é a da empresa farmacêutica francesa Sanofi. No ano passado, foram divulgados os estudos que envolveram 20.869 crianças e adolescentes da América Latina, inclusive do Brasil. Os resultados mostraram que a vacina foi capaz de prevenir, em média, 60,8% dos casos de dengue em geral e 95,5% dos casos graves.

A expectativa é que, depois de quase 20 anos de pesquisa, a substância possa ser registrada e possa ter as doses liberadas para a proteção de diferentes níveis de infectados, já no ano que vem. Enquanto isso, aqui no Brasil voluntários são recrutados para receber a dose-teste da vacina do Instituto Butantan, que até agora tem diagnósticos imunológicos respondendo de forma positiva. Fico feliz em saber que o Brasil faz parte deste grupo de pesquisa e que contribui e se dedica à ciência e à saúde.

A produção de uma vacina contra a dengue no Brasil é recente. Começou em 2013 e tem garantido um grande passo para o desenvolvimento da medicina de forma segura e coerente. Ainda temos muito o que explorar com a aplicação das doses, é um caminho longo a ser trilhado com muita determinação e estudo. Acredito que por isso um futuro sem este tipo de epidemia já é cogitado. É claro que ainda dependemos muito de incentivos privados, mesmo assim precisamos ter consciência da importância dessa parceria, que nos possibilitou realizar grandes testes clínicos no passado.  O uso de vacinas é uma das formas mais eficientes de controlar diversas ameaças à saúde pública e talvez seja a única alternativa segura para o controle da dengue.

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Kit educação

Marcos Pereira Perfil R7 Kit educaçãoDepois de mais de um mês do início do ano letivo, 1 em cada 12 alunos da rede pública de São Paulo não recebeu o kit de material escolar. O problema afeta cerca de 390 mil alunos, –o equivalente a 7,8% do total de matrículas. Segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), é a primeira vez que ocorre atraso na entrega desde a primeira distribuição em 2006.

A Secretaria da Educação informa que houve um problema na licitação para a compra dos kits e, mesmo com o atraso na distribuição, a porcentagem dos alunos sem material ainda é menor que os outros anos. Atualmente existem cerca de quatro milhões de alunos na rede estadual de ensino. Ribeirão Preto, Sorocaba, Taboão da Serra e Jundiaí são as regiões onde os estudantes foram mais afetados pelo atraso.

Sabemos que para muitas famílias o gasto com materiais escolares faz total diferença no final do mês e não pode ser previsto dentro de um orçamento doméstico. Por isso, todo aluno de escola pública tem o direito - por lei - de receber o material didático, que será utilizado em sala de aula ao longo do ano. Acredito que as crianças que recebem os uniformes, cadernos, conjuntos de lápis, canetas e borracha acessam muito mais do que produtos. Há uma troca de estímulos para a própria relação professor-aluno, além de ajudar na economia da família.

A Lei de Diretrizes e Bases, que estabelece normas da Educação Brasileira, adverte que: "O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde". Se os meios para garantir um ensino de qualidade não são garantidos pelas autoridades, como prosseguir e dar condições ao aluno de frequentar a sala de aula? É dever das prefeituras fornecer o básico para contribuir com o desenvolvimento intelectual de nossas crianças.

A importância de se evitar atrasos está clara, pois é uma falta de respeito com o orçamento de cada família e com o próprio cidadão. É o interesse do aluno em receber seu material e usá-lo, que garante a vontade dele em participar das atividades da escola. Ao incentivá-lo, proporcionando melhores condições para o estudo, veremos que o resultado será percebido no rendimento das aulas e no aprendizado de todos. Pois, acima de tudo, o kit juntamente ao material didático complementa a história do aluno dentro e fora da escola.

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Subindo o nível

Marcos Pereira Perfil R7 Subindo o nívelAs chuvas do final do verão têm colaborado para a elevação dos reservatórios de água em São Paulo. No entanto, não podemos esperar que apenas as chuvas consigam normalizar os níveis. Li esta semana que a situação ainda permanece crítica. O Cantareira voltou a subir e opera com 15% de sua capacidade, mas para voltar a funcionar sem contar com o volume “morto” é preciso chegar a 29,2% - o que, talvez, só ocorrerá ano que vem.

Segundo o governador Geraldo Alckmin, se tudo continuar como está e as chuvas continuarem contribuindo nos próximos meses, está praticamente descartada a possibilidade de rodízio de água este ano. O governo aposta na interligação do sistema Rio Grande (um braço da represa Billings que abastece o ABC Paulista) até o Alto Tietê, que fornece água para a região Leste. Assim, o reservatório que estará em um bom nível doará parte dele a um mais escasso. Desta forma, equilibra as diferenças também do Cantareira, evitando qualquer colapso.

Enquanto comemoramos as fortes chuvas que caem nas regiões Sul e Sudeste, poucas vezes relembramos da forte seca, que atinge há meses diferentes estados do Norte e Nordeste do país. No ano passado foram registrados 127 conflitos rurais, com 42,8 mil famílias envolvidas, por causa da água. É um número recorde.

Não ter água nas torneiras é um motivo para acabar com o dia de qualquer cidadão. Seja para limpar, beber, plantar ou pescar, garantindo renda e alimento, este líquido é uma necessidade incontestável.

Acredito que o Brasil ainda não despertou para a atual necessidade de se adaptar às crises, principalmente aos problemas ligados aos efeitos das mudanças climáticas e eventuais dificuldades. Não é porque estamos com os níveis dos reservatórios subindo que podemos continuar com os mesmos excessos. É preciso nos reeducarmos e fazer da economia uma constante na rotina de cada um. Afinal, sem água não existe vida.

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Crise migratória

Marcos Pereira Perfil R7 Crise migratóriaAs transferências de refugiados do Acre para outros estados têm provocado uma verdadeira crise migratória no país. Só no abrigo da capital acreana já são 900 haitianos. Pelo menos um ônibus com imigrantes, vindos de Rio Branco, chega diariamente a São Paulo. Outra grande parte desembarca em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O objetivo principal do fluxo dessa população é a procura por emprego.

No ano passado, uma polêmica envolveu a chegada de centenas de haitianos a São Paulo. É que o governo acreano acelerou a chegada deles, pagando as passagens e os enviando para as regiões Sul e Sudeste. O governo paulista se queixou da falta de aviso sobre a vinda dos imigrantes, o que resultou na preparação limitada para recebê-los. Assim, começou uma operação conjunta, entre estado e município, para dar comida, abrigo e condições de trabalho a esses novos moradores.

A troca de farpas entre as autoridades já aconteceu, mas acredito que é preciso tempo para adaptar os lugares que irão receber esses imigrantes e para os responsáveis se prepararem. O aumento inesperado de haitianos é preocupante, pois nem sempre há empresas dispostas a empregá-los. No mês passado, apenas 166 deles conseguiram ter a carteira de trabalho assinada.

Além disso, poucos falam português e a maioria tenta improvisar um espanhol na hora de dialogar sobre a situação. Imigrantes nessas situações são vítimas comuns do aliciamento para o tráfico de pessoas, para o trabalho escravo e até para o tráfico de drogas. Acredito que São Paulo seja uma terra cosmopolita por receber pessoas do mundo inteiro e aderir diversas culturas, mas não podemos apenas dispersar esses grupos.

Precisamos de planejamento para evitar condições desumanas. É preciso conceber novos projetos para racionalizar a migração, para que nenhum grupo seja despejado ou fique em más condições de se estabelecer no país. Devemos garantir o básico a essa população, pois na medida em que esses imigrantes não tem um documento de trabalho, eles podem ser um alvo fácil de criminosos.

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Dengue, de novo

Marcos Pereira Perfil R7 Dengue, de novoNa última quarta-feira (12), o Ministério da Saúde advertiu a população para o aumento dos casos de dengue e a ameaça de uma epidemia no país. Ao todo, 340 municípios estão em situação de risco de dengue e outros 877 estão em alerta. Segundo o levantamento, até o dia 7 de março, foram registrados 224 mil casos da doença, um aumento de 162% em relação ao mesmo período de 2014, quando houve 85.401 ocorrências.

A pesquisa foi feita com 1.844 cidades. Cuiabá está em situação de risco enquanto 18 capitais foram incluídas na categoria de alerta: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).

A infestação do mosquito tem sido um problema desde a década de 90, mas se tornou uma epidemia em 2002. Desde então, é preciso tomar certos cuidados para evitar condições favoráveis aos focos do mosquito em área urbana, principalmente em tempos de chuva ao longo do verão. O interior do país está sofrendo com a epidemia de dengue, além de óbitos que já foram confirmados em razão da doença. Entretanto, a incidência e seus danos podem ser evitados com organização e empenho de todos.

É extremamente necessário que a sociedade se organize e faça a sua parte. Ninguém controla dengue sozinho! A forma mais simples de evitarmos a contaminação é não deixar a água parada em qualquer recipiente, já que ainda não existem vacinas ou medicamentos que combatam a doença. Deixar devidamente fechados os barris, caixas d’água e cisternas. E não deixar água parada em locais como vidros, vasos de plantas ou flores, garrafas, pneus, calhas de telhados, blocos de cimento, e qualquer local em que a água da chuva pode ser armazenada.

O Ministério da Saúde já repassou a verba de R$ 150 milhões para as secretarias de Saúde de todos os estados do país. Mesmo assim, as ações de vigilância e controle para proteção da população devem ser ainda mais intensificadas. A transmissão da doença se faz de forma muito localizada, não podemos pensar que uma possível diminuição dos casos signifique a melhora do quadro da epidemia da dengue. É justamente nesse momento que o quadro pode estar evoluindo para uma forma mais grave. A dengue não é brincadeira, é uma doença e pode matar.

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