Corrupção nossa de cada dia

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O Brasil é um país corrupto. Segundo o Índice de Percepção de Corrupção (IPC), divulgado no final de 2013 pela Transparência Internacional, nosso país está na 72ª posição entre 177 nações avaliadas. Em comparação com o ano anterior, perdemos três posições. Em vez de melhorar, a situação só piorou. O desafio é grande, mas é isso que temos que mudar.

Sabemos que a corrupção é endêmica no Brasil, ou seja, ela é constante e está em todos os lugares. Desde o “gato” na TV a cabo do vizinho ao suborno de um policial para não ser multado por uma infração de trânsito, passando pela compra de produtos falsificados ou uma simples furada de fila, a maior parte dos brasileiros comete algum ato corrupto todos os dias. É o que chamamos de “jeitinho”.

Na política a situação se repete. Não é necessariamente o poder que corrompe as pessoas. São pessoas já corrompidas na própria essência que alcançam o poder por meio do seu voto. É tênue a linha que separa o político corrupto do cidadão comum adepto do “jeitinho”. Portanto, todos somos responsáveis pelos “pecados” diários cometidos contra o bem comum.

Temos que vencer pelo exemplo. Precisamos educar crianças para não punirmos adultos. É necessário resgatar o senso de valor que tem se perdido. É mister que plantemos novamente a semente do amor ao próximo e o respeito ao que é público. Só assim vamos eliminar esse “jeitinho brasileiro” e essa praga da corrupção que está encrustada em todo lugar.

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A esperança é a educação

aula A esperança é a educação

Houve um tempo no Brasil em que a escola pública era motivo de orgulho. Nessa época pegava mal colocar um filho num colégio particular. A impressão era de que a criança tinha dificuldades de acompanhar o forte ritmo do ensino.

O que ocorre hoje é exatamente o contrário. Ao longo dos anos, devido aos baixos investimentos em infraestrutura, salários a professores e conteúdo de qualidade, o cidadão brasileiro com maior poder aquisitivo tem sido obrigado a recorrer às instituições particulares de ensino.

A educação no Brasil é sucateada, tratada como peso e não como prioridade. Vejam só que interessante: nosso país é hoje a sétima economia do mundo, mas numa avaliação feita pela UNESCO, estamos em 88º lugar entre 127 países avaliados. Ficamos atrás do Chile, Bolívia e Equador!

Numa outra avaliação, a PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), feita pela OCDE (Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico), entre 65 nações o Brasil está em 58º. México, Costa Rica e até o Cazaquistão estão na nossa frente. Dá pra acreditar?

Na semana passada, por exemplo, vimos um professor de filosofia da rede pública de ensino do Distrito Federal chamar a funkeira Valesca Popozuda de “grande pensadora contemporânea”. Ele colocou numa prova trecho de uma de suas músicas para os alunos completarem. A maioria acertou a resposta, é bom destacar.

A limitada perspectiva de futuro é outro fator desestimulante tanto para alunos quanto para professores. O que pensa um jovem de periferia que vê um funkeiro ganhar milhões de reais mesmo sem ter concluído o ensino médio enquanto ele tem que ralar durante anos a fio para se formar e alcançar um salário médio? Com o professor acontece o mesmo.

A desigualdade social tão criticada por todos, uma das maiores do mundo, continuará acentuada enquanto o filho do pobre não tiver a mesma oportunidade educacional do rico. E a culpa disso não é do rico nem do pobre. É do Estado, que tem encarado a educação como um fardo pesado em vez de caminho inevitável para um país melhor.

Conhecemos os problemas e, de certa forma, sabemos o que precisa ser feito. Então porque os governantes não o fazem? Está na hora de encarar essa situação e trabalhar pensando nas próximas gerações, não somente nas eleições. O que você pensa sobre isso? Conseguiremos dar a volta por cima e elevar o padrão da educação digno de um país que é a sétima economia do mundo?

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A (in)segurança de sempre

civil A (in)segurança de sempre

A segurança pública (ou a falta dela) foi apontada por 39% dos entrevistados da pesquisa CNI/IBOPE como um dos principais gargalos da sociedade brasileira contemporânea. A sensação é de que a violência vem aumentando no país.

Somente no ano passado, mais de 50 mil pessoas foram assassinadas no Brasil, o sétimo no ranking de países com maior número de homicídios. Um “troféu” que ninguém se orgulha de levantar.

Alagoas é o estado mais violento, com sete mortes em média por dia. Em 2013 foram 2260 homicídios. Somente nos primeiros meses de 2014 já são contabilizados 411 assassinatos. E tem aumentado diariamente.

Na última semana, no Rio de Janeiro, enquanto uma senhora concedia entrevista a um repórter que perguntava justamente sobre segurança, um assaltante tentou roubar a corrente do seu pescoço. Nem a câmera de TV intimidou o delinquente.

A segurança pública lida em muitas frentes, como homicídios, latrocínios, roubos, agressões, acidentes de trânsito (sobretudo com motoristas alcoolizados), uso e tráfico de drogas lícitas e ilícitas etc.

Mas o que se vê dos governos são ações paliativas desesperadas que em nada contribuem para a solução dos problemas. A percepção é de que falta um planejamento de médio e longo prazo para garantir avanços significativos.

Problemas sociais como falta de oportunidades profissionais e o pouco caso com a educação têm sido os principais motores do aumento da criminalidade. Não é preciso ser especialista para constatar esta obviedade.

As cadeias não oferecem qualquer condição de reeducação e reinserção dos presos. As polícias são insuficientes e a política salarial normalmente é uma das piores entre as carreiras públicas. Pouco tem sido feito para isso mudar.

O que você pensa sobre o assunto? Quais as medidas que os governos deveriam tomar para tentar mudar esse enredo? Será que a bandidagem já venceu a guerra? Comente e compartilhe.

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Saúde: um problemão

 

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Para 58% dos entrevistados na pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e IBOPE, no final de 2013, a saúde é o principal problema enfrentado hoje em todo o Brasil.

Essa preocupação não é nova e aparentemente a solução desse calvário diário está bem distante. Antes de tudo, é preciso ser honesto e reconhecer que, em linhas gerais, a saúde no país é maltratada em todos os sentidos.

Faltam leitos, médicos, medicamentos... Falta infraestrutura. Embora alguns programas tenham alcançado certo sucesso, há muito que fazer. Não dá pra admitir que ainda existam pessoas morrendo nas filas.

No final de março, uma senhora de 87 anos foi atendida no chão de um hospital de São Paulo depois de esperar por mais de quatro horas. A cena foi fotografada pela filha e ganhou as páginas dos principais jornais do país.

Em Nova Friburgo (RJ), há falta de medicamentos em hospital e posto de saúde. O mesmo ocorre em Aracajú (SE), onde pacientes em tratamento contra o câncer reclamaram da falta de remédios e do atraso na quimioterapia.

E não é só isso: faltam hospitais, equipamentos e melhores condições de trabalho aos profissionais, que normalmente atuam sobrecarregados e desestimulados financeiramente. Fica a pergunta: a saúde no Brasil tem solução?

Em sua opinião, o que os governantes precisam fazer para reverter esse triste cenário? Falta dinheiro? É má vontade política? Você conhece alguém ou já foi prejudicado por falta de atendimento? Participe. Comente e compartilhe.

O Brasil segundo os brasileiros

Uma pesquisa realizada no final de 2013 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o IBOPE detectou os principais problemas do Brasil apontados pelos brasileiros. Foram 15.414 entrevistados em 727 municípios.

Como a proposta deste blog é Pensar o Brasil, de hoje até sábado vamos discutir pontualmente cada um dos temas destacados – sendo a saúde o problema número um assinalado por 58% das pessoas.

 O Brasil segundo os brasileiros

Não vamos aqui fazer proselitismo político ou criticar este ou aquele governante. Pelo contrário: o intuito é justamente contribuir com ideias para a melhoria da vida das pessoas. É uma questão de cidadania.

Vamos abordar – além da saúde – temas como segurança pública, drogas, educação, corrupção e custo de vida/geração de emprego e renda. São temas que mexem com a vida de todos nós.

Por isso programe-se. Avise aos seus amigos e compartilhe esta ideia. Quanto mais pessoas estiverem envolvidas nesta discussão, melhores serão nossos resultados. Espero você aqui, amanhã, para nosso primeiro tema.

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Leite derramado

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Algo chamou minha atenção na gôndola do supermercado dias atrás. No mesmo corredor, frente a frente, o leite de vaca em caixa e a água mineral engarrafada, ambos à venda por preços praticamente idênticos. Cada litro de leite de determinado produtor custava R$ 2,13, enquanto a garrafa com um litro de água de tradicional marca era vendido por R$ 2,09. De um lado, anos de trabalho do pecuarista alimentando e tratando o gado para extrair das vacas o leite que nos alimenta. Do outro, a água que jorra do solo. Mesmo sendo os preços regulados pelo mercado, algo não parece estranho?

Fui pesquisar e leio que os produtores de leite começaram 2014 enfrentando adversidades, com aumento dos custos de produção e queda nos preços recebidos, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Este não é um fenômeno exclusivamente brasileiro. As sociedades ocidentais tratam com desleixo produtores rurais ao mesmo tempo em que enaltecem industriais e prestadores de serviço. A mídia exalta, por exemplo, um novo (e supérfluo) modelo de smartphone como algo revolucionário, enquanto é na agricultura, na pecuária e na piscicultura que se trava a verdadeira batalha pela sobrevivência da humanidade.

Cenas de derrame de leite e outros produtos primários no rio, em decorrência do preço baixo, quando não vale nem a pena vender a produção, não são raras de acontecer, inclusive no Brasil. É um desperdício que, com tanta gente faminta, dói na alma, mas não podemos culpar os produtores. Um copo de leite não pode custar o mesmo que um copo de água. Simples assim.

Depois não vamos chorar pelo leite derramado.

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#NãoMerecemosPesquisasMalFeitas

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Após dias de repercussão e de uma indignada, mas legítima campanha feminina pelas redes sociais – #NãoMereçoSerEstuprada –, a imprensa divulgou o erro no resultado do polêmico estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo federal, que concluía que a maioria dos brasileiros tenderia a desrespeitar e agredir sexualmente as mulheres por causa de seus trajes. Em vez de 65,1% dos entrevistados concordando inteira ou parcialmente com a frase "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", o Ipea corrigiu o percentual para 26%. Ou seja, o resultado era o oposto do alardeado.

Em nota, o instituto defendeu-se afirmando que “as conclusões gerais da pesquisa continuam válidas, ensejando o aprofundamento das reflexões e debates da sociedade sobre seus preconceitos”. Pode ser. Mas para órgãos públicos de pesquisa como o Ipea e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou mesmo privados como o Ibope e o Datafolha, a credibilidade maculada é equivalente a sentença de morte em praça pública. Tomemos como exemplo a vizinha Argentina, que tem a medição oficial de inflação pelo instituto local Indec duramente questionada pela sociedade e pelo mercado. Ainda que os dados sejam corretos, ninguém confia neles e, por consequência, não os utiliza.

Recomenda-se ao Ipea, doravante, mais cuidado ao analisar e publicar seus estudos.

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Brasil e os impostos

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Que o Brasil tem uma das cargas tributárias mais altas do mundo não é novidade. Trata-se de uma dos maiores problemas que o país enfrenta. A alta taxa de impostos não influencia apenas o bolso dos trabalhadores, mas reduz a competitividade brasileira em relação aos outros países e afasta os investidores.

A partir de junho, os comerciantes serão obrigados a mostrar na nota fiscal o detalhamento do valor e da quantidade dos impostos pagos em cada produto o serviço.  A lei já está em vigor há quase um ano, mas somente a partir de junho será obrigatória. Desta forma entende-se que os consumidores terão uma visão mais clara do quanto paga de tributos na aquisição de cada mercadoria. É certo que os valores que serão apresentados na nota fiscal, ainda podem surpreender alguns desinformados que não imaginam o quanto pagam em impostos na compra de qualquer produto.

O grande problema não é somente o alto valor cobrado nos impostos, mas sim, a falta de retorno que nós, cidadãos, recebemos do dinheiro pago ao governo - e que deveria ser aplicado em infraestrutura, saúde, educação e em uma infinidade de serviços públicos. Ao contrário de países de primeiro mundo que, de fato, investem o valor pago em impostos na infraestrutura e na qualidade de vida de seus contribuintes.

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Índios do asfalto

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Onde estão nossos índios? De acordo com a Funai (Fundação Nacional do Índio), a atual população indígena do Brasil é de aproximadamente 345.000 indivíduos, representando 0,2% da população brasileira. A porcentagem é baixíssima considerando que, um dia, o Brasil foi habitado exclusivamente por eles. A maioria das poucas aldeias que resistiram à colonização estão localizadas próximas a centros urbanos e passam por uma situação de pobreza e falta de infraestrutura. Pouco restou da velha cultura indígena. A maioria dos indígenas já foi inserida ao contexto moderno, tem acesso à tecnologia, produtos industrializados e abandonaram os velhos costumes como caçar, pescar, praticar rituais de adoração à natureza e a luta incessante pela preservação do meio ambiente.

No ano passado, foi descoberta, no coração da Amazônia, uma das últimas tribos do mundo que ainda vivem completamente isoladas da civilização. Em um momento raro, sertanistas conseguiram filmar este grupo de índios que carregavam arco e flecha e andavam nus, exatamente como os antepassados. O grupo faz parte de uma tribo que vive isolada na floresta e foge de qualquer contato com o homem branco. Será que essa tribo conseguirá preservar seus hábitos e costumes por muito tempo? Não é possível prever, mas alguns sinais - como uma garrafa pet encontrada no acampamento abandonado por eles - mostra que será uma tarefa difícil manter-se longe dos costumes e hábitos do homem branco.

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Diga não ao desperdício de alimento!

restos de comida Diga não ao desperdício de alimento!

Poucos lugares do mundo dispõem de uma gastronomia tão diversificada e saborosa quanto o Brasil. País de terra fértil, onde frutas e vegetais germinam com abundância, somos privilegiados por dispormos de uma profusão de alimentos frescos e saudáveis. Muitos brasileiros apenas se dão conta deste privilégio quando viajam para o exterior, e descobrem que a variedade de frutas, o famoso arroz e feijão, o pão francês quentinho, e tantos outros alimentos considerados banais, são bastante escassos em terras distantes.

Feita essa análise, é preciso salientar: mesmo sendo um dos principais produtores de alimentos do mundo, o Brasil desperdiça mais de 11 milhões de toneladas de alimentos todos os anos, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).  Em um país como o nosso, onde há milhões de pessoas passando fome, o desperdício é inadmissível. Você já parou para pensar quantas pessoas poderiam ser alimentadas com toda essa comida que é jogada fora?

Os números assustam e indicam que a mudança também pode começar na nossa mesa. Os hábitos alimentares e de consumo também são muito importantes para evitar o desperdício. A fórmula é simples: coloque no prato apenas o que você for comer. E passe adiante esta mensagem: diga não ao desperdício de alimentos!

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