Faca de dois gumes

Marcos Pereira Perfil R7 Faca de dois gumesO Governo Federal lançou um programa para combater crimes na internet. Durante discurso, a presidente Dilma Rousseff disse que as redes sociais têm sido palco de preconceito e discriminação. O pacto de ações, lançado no começo desse mês, prevê medidas no combate à violação de direitos humanos na internet, como pornografia infantil, discriminação, homofobia, racismo e preconceito contra a mulher.

Um levantamento feito com 32 países emergentes, pelo centro de pesquisas Pew, um dos principais órgãos de pesquisa dos Estados Unidos, apontou que 42% dos usuários enxergam uma influência negativa da internet sobre questões morais da sociedade. Vejo a internet como um espaço aberto, sem barreiras e de muita informação disponível. Acredito que a censura acaba vindo das próprias pessoas que a utilizam. No entanto, nem todas agem corretamente.

Penso que o pacto de ações anunciado é um grande avanço, visto que muitos usuários de redes sociais são atraídos pelo anonimato. São pessoas que se sentem à vontade para inventar e dispersar qualquer tipo de agressão e mentiras. Isso só tende a promover distanciamento e preconceito. Esses grupos acabam incentivando a disseminação de ofensas e preconceitos contra diferentes meios, sendo sociais e até religiosos.

Cada vez mais utilizada dentro das salas de aula, a internet ajuda a educar e a formar opiniões. E, segundo a pesquisa, é uma ferramenta vista como boa para 62% dos usuários. Penso que a internet pode e deve ser utilizada em benefício da sociedade e do progresso em geral. Devemos ter consciência de nossos atos também como usuários e não só como cidadãos. A internet hoje é principal meio de aproximação e de aprimoramento da democracia, da transparência e da participação popular e política na tomada de decisões.

Acesse: www.marcospereira.com e www.facebook.com/marcospereira1010

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

 

Apertem os cintos

Marcos Pereira Perfil R7 Apertem os cintosDemissões em massa, equipes reduzidas e acúmulo de funções. Este é o cenário atual enfrentado por trabalhadores brasileiros. O desemprego no país subiu para 7,4% no trimestre, entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015. Esta foi a maior taxa desde 2013. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que abrange mais de 70 mil municípios.

Os dados são decepcionantes. O país necessita de uma diversificação produtiva e ao mesmo tempo torna-se incapaz por conta de uma economia debilitada, que perde constantemente sua força. A perspectiva de crescimento econômico permanece muito baixa, o ritmo desacelerou drasticamente e acabou influenciando desde exportações de matérias-primas até o mercado de trabalho.

A perspectiva para os próximos anos não é boa. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a estimativa global é que o desemprego chegue a 13 milhões de pessoas, em 2018. No andamento em que estamos, 200 milhões de empregos seriam criados nesse espaço de tempo, o que mesmo assim ainda seria uma quantidade inferior à necessidade do Brasil e do mundo.

Não se trata apenas da crise, pois ela já acontece. Trata-se do impacto na vida de cada cidadão e das empresas. A inflação já está ai há muito tempo, mas continua sendo maquiada através de artifícios que não se sustentarão por muito tempo. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de economia e finanças consegue ver com facilidade os sinais de uma longa crise por todos os lados.

No mês passado, dei uma entrevista a uma rádio de São Paulo sobre os protestos pelo país. Minha opinião continua a mesma. O governo precisa passar a “dar ouvidos” ao que o povo nas ruas e os aliados políticos estão dizendo, e não simplesmente “ouvir”. Há diferença entre uma atitude e outra. A economia não vai se sustentar apenas com manobras contábeis. É hora de apertar os cintos e ter coerência com o mercado financeiro.

Acesse: www.marcospereira.com e www.facebook.com/marcospereira1010

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Comércio irregular

Marcos Pereira Perfil R7 Comércio irregularDe aparatos tecnológicos a cigarros clandestinos. Esse é o tipo de comércio que volta a rondar o centro da cidade de São Paulo depois do afrouxamento da fiscalização. Grande parte das ruas e calçadas são dominadas pelas barracas que se alojam nas proximidades de estações de metrô, por exemplo. Os camelôs estão cada vez mais frequentes e agora conseguem vender seus produtos pirateados enquanto aproveitam o fluxo de pessoas nas lojas e arredores.

Não se pode negar que há clima tenso entre os camelôs, guardas municipais e policiais. Desde o ano passado, temos visto conflitos durante ações contra o comércio ilegal. Um deles foi o caso do ambulante da zona oeste de São Paulo, morto com tiro na cabeça. O que mobilizou debates sobre truculência policial e fez a PM mudar as regras de abordagem.

Apesar de todas as ações sem sucesso da prefeitura paulistana em tentar reverter essa situação, muitos desses comerciantes ilegais são trabalhadores que não obtiveram licença. Eles precisam e buscam de alguma forma garantir o sustento de sua família. O que falta é equilibrar os espaços públicos, informar sobre documentações e organizar a retirada do grupo para um local adequado de trabalho.

Algumas cidades pelo país conseguiram resultados positivos depois de um processo de capacitação profissional oferecido gratuitamente pelas prefeituras. É o caso de Diadema (SP) e Belo Horizonte (MG), que criaram shoppings populares em lugares conhecidos e bem localizados, garantindo o trabalho dessa classe que antes ficava apenas nas ruas.

Se continuarmos com uma atitude autoritária, sem nenhum diálogo, usada em tempos atrás pela polícia, não teremos nunca resultados práticos e eficientes. Não há alternativas oferecidas do outro lado. É preciso oferecer opções que possibilitem a existência vendedores autônomos de forma legal e com instrução. Todos precisam ter espaço de trabalho na cidade, afinal a cidade é de todos.

Acesse: www.marcospereira.com e www.facebook.com/marcospereira1010

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Saúde sem saneamento básico?

Marcos Pereira Perfil R7 Saúde sem saneamento básico?No Brasil, 51,4% das pessoas não têm acesso a coleta de esgoto. Cerca de 61% não sabem o que é ter o esgoto tratado em casa. É o que revela os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. Não ter acesso a água tratada é uma realidade para 17,5% da população.

No mês passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a validação do programa de água e esgoto do Ministério das Cidades, que repassa recursos do PAC por meio da Caixa Econômica Federal. No entanto, de 491 contratos analisados no fim de 2013, 283 deles eram de obras paralisadas, atrasadas ou não iniciadas.

Os valores gastos nos contratos chegam a R$ 10,4 bilhões enquanto as obras paralisadas, atrasadas ou não iniciadas somam R$ 6,6 bilhões (em maior quantidade na região Nordeste). Só os projetos que estão parados correspondem a investimentos de R$ 1,4 bilhão. O abandono de diversas regiões e comunidades é um reflexo da má administração de orçamentos e projetos.

Como podemos ter saúde se não há saneamento básico oferecido a todos? Várias famílias em todo o país sofrem com o risco de doenças, falta de higiene e condições precárias. Nos bairros mais periféricos, a situação está cada dia mais degradante. A cada chuva há novos transbordamentos de esgoto e as estruturas de tubulação, que permanecem incompletas, permitem a infestação de mosquitos, ratos e o mau cheiro ao redor. O cenário não é um fato isolado.

Penso que as obras não devem ficar apenas no papel nem sequer acomodar-se em algumas tubulações construídas ou repasses de recursos. O contrato entre governos federal e estaduais deve investir na responsabilidade e na execução de projetos e obras de saneamento e abastecimento de água. Se o conjunto dessas ações para a manutenção de parques urbanos e recuperação de mananciais continuar parado e esquecido, que futuro ambiental, social, econômico e político teremos?

Acesse: www.marcospereira.com e www.facebook.com/marcospereira1010

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Devagar quase parando

Marcos Pereira Perfil R7 Devagar quase parandoOs brasileiros sofrem diariamente com o trânsito e um ranking com 200 cidades pelo mundo comprovou isso. De acordo com o levantamento anual, feito por uma fabricante de sistemas de navegação por GPS, a cidade do Rio de Janeiro é a terceira mais congestionada do mundo. A capital fluminense conta com 51% de engarrafamento.

Um carioca chega a perder, por ano, quase 100 horas ou o equivalente a quatro dias de sua vida no trânsito. Como? Retornando de seu trabalho a cada dia em um trajeto mediano. Salvador está na quinta posição e Recife no sexto lugar. Já São Paulo aparece apenas na 36ª colocação. O primeiro lugar ficou para Istambul, seguida pela Cidade do México.

Os congestionamentos limitam cada vez mais o direito de ir e vir, além de contribuir com perdas financeiras. Desperdiçar horas no trânsito pode não parecer, mas tem um impacto na economia como um todo. São custos logísticos e de produção, gastos com os combustíveis e perdas no consumo que contribuem para a queda do fluxo orçamentário.

É preciso pensar em viver de forma menos individualista e poluente. Ficar muito tempo parado não compensa para ninguém. A empresa sai prejudicada já que o produto a ser vendido ou entregue pode até estragar por conta das condições adversas. O empregado e o consumidor também saem prejudicados, já que o tempo usado no trajeto e na espera poderia ser usado em outras atividades.

Mas, penso que é preciso diversificar os meios de locomoção e garantir qualidade e preços acessíveis. Não é apenas de transporte público que estamos falando. Não adianta pensarmos apenas na locomoção se os serviços básicos como saúde, educação e ofertas de trabalho estão concentrados no centro. É preciso expandir os trajetos, descentralizar empreendimentos e elevar o nível de acessibilidade. É com o progresso técnico de mobilidade metropolitana que iremos garantir um sistema de transporte organizado e eficiente.

Acesse: www.marcospereira.com e www.facebook.com/marcospereira1010

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Sem papas na língua

Marcos Pereira Perfil R7 Sem papas na línguaNesses últimos dias, percebi uma inquietação vinda de vários usuários das redes sociais, principalmente do Facebook, logo depois que um internauta havia criticado a declaração da prefeitura de São Paulo contrária à redução da maioridade penal. Em seguida, vieram as respostas do poder municipal e criou-se um intenso debate com opiniões de tom sarcástico e muitas críticas.

Acredito que agir com provocações no momento de comoção ou durante uma discussão acalorada pode até ser considerado aceitável. No entanto, não devemos perder o respeito ou inclinar-se a humilhações. As respostas provocativas do perfil institucional da Prefeitura de São Paulo são uma nova proposta e ainda estão em fase experimental.

A todos aqueles que acharam a ideia genial, esse comportamento não é inédito. As prefeituras de Gramado e de Curitiba, desde o ano passado, respondem aos cidadãos de forma bem humorada e informal. O intuito é aproximar a relação entre ambos e chamar a atenção dos seguidores aos temas públicos.

A mudança no teor das respostas dos perfis pode sugerir uma boa tendência, o que falta é amenizar a prepotência da entidade administrativa. Se ampliarmos a noção de participação pública e coletiva, talvez seja o comportamento que faltava para incentivar os jovens a ingressarem em questionamentos comuns da vida pública e se interessarem pela política.

Acesse: www.marcospereira.com e www.facebook.com/marcospereira1010

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Nas prateleiras

Marcos Pereira Perfil R7 Nas prateleirasHoje, dia 9 de abril, comemora-se o Dia da Biblioteca. Um dos espaços públicos ou particulares que armazena dados, pesquisas e grandes obras da literatura nacional e internacional. As bibliotecas facilitam a chegada da população aos livros e a conhecer histórias de diferentes civilizações, épocas, comportamentos, manifestações culturais e tradições de várias comunidades pelo mundo.

Acredito que dentro de uma biblioteca não temos limite para a imaginação. É um local que garante a oportunidade a leitura, mesmo muitas pessoas afirmarem não gostar de ler. O serviço está aberto a todos, sem restrição, basta visitar para transformar-se em protagonista de sua própria história.

Compreender o papel da leitura é saber o poder transformador social de uma história. O fato de ler com frequência faz com que tenhamos um maior vocabulário para utilizar melhor as palavras e nossas próprias ideias. Além disso, melhora nossa memória e concentração. Ler ajuda na construção de planos e objetivos. Ajuda a focar em nossos sonhos, não somente porque aprendemos mais conforme lemos, mas também porque a leitura inspira.

Vivemos numa época em que para inserir-se no mundo profissional deve-se possuir boa formação cultural e muita informação. E não há nada melhor para obtê-las do que sendo leitor assíduo. O Brasil possui mais de seis mil bibliotecas públicas com atualização constante de dados e obras. Que tal procurar a mais perto de sua casa?

Acesse: www.marcospereira.com e www.facebook.com/marcospereira1010

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Obras paradas

Marcos Pereira Perfil R7 Obras paradasSem filas nas bilheterias, sem tumulto nas catracas. Este é o cenário atual do monotrilho da zona leste de São Paulo, que mais parece um trem-fantasma. Se comparado com o transporte público da cidade, os usuários não chegam nem a metade. Os trens ainda estão em fase de testes em um trecho de 2,9 km entre as estações Vila Prudente e Oratório. A obra completa terá 18 estações e está estimada em R$ 7,1 bilhões.

Parte da construção está paralisada por falha no projeto. O jeito, pelo que me parece, será esperar as análises e o fim dos testes. Enquanto isso, a população deve continuar a sofrer com o empurra-empurra, vagões superlotados, linhas interditadas seguidas de falhas técnicas, que são comuns no dia a dia de quem usa a malha ferroviária em nosso país. A questão aqui não é apenas o metrô. Falo de transporte público em geral.

O cidadão não é atendido de forma humana e coerente com a rotina de uma metrópole. Muitas das vezes, os sistemas de locomoção extrapolam a capacidade para garantir o fluxo de passageiros, que estão horas e horas na fila. Vejo que ainda há muito o que se planejar com manutenção e operação dos trajetos. O que o povo passa hoje é apenas uma parte de um longo processo de adaptação estrutural e mobilidade urbana.

Cerca de 4,7 milhões de passageiros são transportados diariamente pelo metrô. É claro que toda obra, por menor que seja, tem seus empecilhos. No entanto, os envolvidos devem estar preparados para qualquer problema não esperado. Penso na atual situação e logo me vem à cabeça: de que adianta incentivarmos o uso de transporte público para, por exemplo, desafogar o trânsito e aliviar o volume de pessoas em um único ambiente, se não são oferecidas opções de qualidade?

Acesse: www.marcospereira.com e www.facebook.com/marcospereira1010

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Falta de incentivo

Marcos Pereira Perfil R7 Falta de incentivoNo mês passado publiquei o caso de um policial de Brasília que foi flagrado vendendo frangos assados, mas estava fardado e em horário de expediente. Estou relembrando este fato porque li recentemente uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que indicou que 50% dos homens policiais exercem outra atividade remunerada (o chamado bico, que é ilegal), enquanto 33,4% das mulheres policiais também admitem exercer outras tarefas remuneradas.

Mais de 13 mil servidores de todos os estados brasileiros foram ouvidos. Acredito que esse índice seja apenas uma parte da atual situação de desvalorização das polícias pelos governos estaduais. Há um grande desgaste dos profissionais, dificuldades com condições de serviços, cargas horárias pesadas e pouco se fala na segurança das famílias dos agentes.

Desta forma, há também um enfraquecimento da polícia visto como um órgão responsável na garantia da ordem pública. Muitas vezes, são pegos em comparações e acusações rasas durante as operações especiais. Sabemos que esses profissionais convivem diariamente com a criminalidade e situações adversas vivenciadas nas ruas, na periferia ou no centro. Mesmo preparados e cautelosos em garantir a segurança pública, ainda estão sujeitos a surpresas.

No entanto, o clima de tensão, estresse e descontentamento nas corporações acaba interferindo na formação e na relação profissional de cada agente. Todos estamos sujeitos a nos preocupar com questões financeiras e pessoais. Com os policiais não é diferente. É preciso um controle de escalas de serviços mais amplo e negociável, por exemplo. Desde que todas as metas sejam cumpridas e que o efetivo não seja prejudicado por aqueles com os trabalhos extras.

Acredito que colocar os valores éticos da profissão deve permanecer em primeiro lugar. É preciso mais incentivo e apoio, menos tensão e ameaças. Penso que enxergar o papel de cada um como uma missão é fundamental para que o equilíbrio seja atingido. Não existe bem-estar social sem a garantia de segurança pública e respeito pela integridade e autonomia da população.

Acesse: www.marcospereira.com e www.facebook.com/marcospereira1010

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Chacoalhão necessário

Marcos Pereira Perfil R7 Chacoalhão necessárioA adesão à greve de professores no estado de São Paulo chegou a 139 mil profissionais, o equivalente a 60% da rede. Na última quinta-feira (26), a categoria fez uma assembleia no vão livre do MASP e decidiu continuar a paralisação. Milhares de escolas estão sendo afetadas e os alunos dispensados das aulas pela falta de docentes. A Secretaria Estadual da Educação determinou que os diretores acionem novos professores para uma substituição imediata.

De um lado, professores pedem aumento salarial e melhores condições de trabalho. Do outro, o governo diz não ter condições para atender o pedido de reajuste. Nesse impasse, crianças e adolescentes do ensino público ficam sem estudar e têm o desempenho comprometido. O direito à educação no Brasil pertence a todos e transcende diferenças sociais e econômicas, apesar de sabermos que alunos de escolas privadas absorvem conteúdos e perspectivas de futuro mais abrangentes.

A qualidade do sistema educacional brasileiro ainda é fraca, não podemos negar. Sabemos que a busca pelo bem estar social tende a transformar o momento atual de euforia e embates em propostas de mudanças concretas e usá-los como troca de experiências. Eu acredito que o Estado deve enfrentar esses novos desafios como um filtro e um mediador de conflitos também.

Temos muitas metas pela frente, por isso é preciso progredir numa relação tênue entre governantes e servidores públicos. Buscar amadurecimento na ligação com as instituições e na preparação do corpo docente. É a visão de futuro na qualidade do ensino que trará retorno à classe dos professores. A greve pode ser vista como um atraso no ensino, mas simultaneamente é a batalha por melhorias. Também não pode ser objeto de disputa política. Os alunos não têm nada a ver com isso. Mas isso não impede de, às vezes, dar um chacoalhão.

Acesse: www.marcospereira.com e www.facebook.com/marcospereira1010

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com