Crise sem férias

Marcos Pereira Perfil R7 Crise sem fériasA situação econômica em nosso país não é a das melhores. A cada dia, mais e mais notícias deixam o cidadão com o olhar pessimista e cheio de dúvidas quanto ao futuro, mas a preocupação tem fundamento. A taxa de desemprego no mês de junho, medida pelo IBGE, teve a maior alta dos últimos cinco anos, chegando a 6,9%, e a renda também caiu.

Parece-me que a crise não quer tirar férias. A dispensa de pessoas e cortes em orçamentos afetaram cerca de 1,7 milhão brasileiros nas seis principais regiões metropolitanas do país. O aperto econômico está mais intenso, no entanto, devemos prestar atenção em possíveis alternativas que surgem para driblar as dívidas.

Em tempos difíceis, mais do que se tornar indispensável em um trabalho, é preciso demonstrar suas qualidades e talentos. Penso que se tornar uma pessoa com a qual todos podem contar no trabalho, organizada e prestativa, além de construir formas de acelerar seus projetos proporcionarão uma segurança profissional.

Também acredito, como sempre digo, que uma revisão no orçamento domiciliar como pequenos cortes e controle de gastos simples já ajudarão a manter a calma no fim do mês. O melhor a fazer é se concentrar na produtividade e ser realista para o momento atual. Nada de sonhar além do que o bolso pode, pelo menos por enquanto.

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Violência no Brasil

Marcos Pereira Perfil R7 Violência no BrasilSegundo dados das secretarias da Segurança de todos os estados do país, em média, mais de 143 pessoas morreram por dia no ano passado no Brasil vítimas de homicídios dolosos, quando há intenção de matar. No total, foram 52.336 assassinatos registrados, o que representa um aumento de 3,8% se comparado com 2013 (50.413 assassinatos). Outras 2.368 pessoas morreram durante operações policiais.

Em 2014, também ocorreram 2.061 latrocínios, que são os roubos seguidos de morte. O estado de Alagoas está com a maior taxa desde 2006 e é o líder do ranking de violência. Mesmo empenhando-se para reduzir os índices, ainda lidera com 61,8 mortes por 100 mil habitantes. Já Mato Grosso teve destaque pela maior variação, pois aumentou oito pontos de 2013 para 2014, passando de 31,43 mortes por 100 mil habitantes para 39,57.

Está mais do que comprovado que as taxas de criminalidade e a insegurança nas ruas só aumentam, o que gera ainda mais insatisfação da população. Vivemos um período de epidemia da violência e isso precisa ter fim. Toda atividade policial deve garantir proteção à vida e não contribuir para elevar o quadro de mortes. Não é pela força que vamos conseguir acabar com esses abusos e prepotência de bandidos à solta.

É preciso pensar com clareza. Pensar em estratégias rápidas e decisivas para que todas as decisões sobre segurança pública sejam colocadas em prática o quanto antes. Apenas unindo esforços em todos os estados e construindo relações entre os órgãos responsáveis que será viável averiguar e criar novas medidas para a redução dessas taxas. Não podemos viver de extremos.

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Vigilância criativa

Marcos Pereira Perfil R7 Vigilância criativaO Ministério do Trabalho e Emprego anunciou, na semana passada, que vai utilizar drones nas operações de combate ao trabalho análogo à escravidão no Brasil. O monitoramento aéreo deve começar só no mês que vem. Enquanto isso, os voos acontecem para testes já que a utilização do aparelho ainda está tramitando na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Os auditores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro fizeram um treinamento específico para pilotar as máquinas. Se todos os testes atingirem os resultados esperados, a Polícia Rodoviária Federal também começará a usá-las futuramente.

Percebo que a tecnologia impulsiona alternativas não apenas em problemas técnicos, elaboração de pesquisa ou comunicação, mas na implantação de estratégias de vigilância e segurança. Agora, dentro do meio urbano ou rural, grandes fazendas, fábricas e galpões ficarão mais suscetíveis a apuração policial. Acredito que o uso dos drones, por mais simples que seja durante a operação, ajudará nas investigações contra qualquer abuso trabalhista.

É claro que o ideal é que tenhamos uma rede de segurança nacional bem preparada. Drones, aparelhos de reconhecimento de voz e calor, rastreamentos e localização de veículos e telefones já são usados. Vejo que este é o começo para garantir o espaço de diversos equipamentos nos órgãos de segurança atuantes em todo o país. Em geral, novas tecnologias não só exploram novos caminhos como ajudam a promover a segurança da nossa gente.

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Vítimas da violência

Marcos Pereira Perfil R7 Vítimas da violênciaUma pesquisa sobre qualidade de vida, feita pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope, apontou que a violência urbana é um dos principais assuntos que preocupam o jovem atualmente. Mais de 800 crianças e adolescentes, com idade entre 10 e 17 anos, afirmaram terem medo de assaltos, roubos e da violência nas universidades, escolas e até dentro de casa.

O problema já não está em apenas uma região, estende-se desde o centro até regiões periféricas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, de janeiro a maio deste ano, houve recorde de prisões na capital paulista. Mesmo assim, jovens ainda são agredidos, humilhados, roubados e violentados e aumentam a discussão sobre crimes e ações policiais.

É preocupante não apenas o modo como o jovem tem visto a questão da segurança na cidade, mas como isso se reflete em medo na sociedade, que teme um futuro incerto e perigoso. Por isso, penso que devemos trabalhar juntos, complementando a estrutura de segurança pública. É preciso criar mecanismos para incentivar jovens a estudar e se qualificar no trabalho, onde realmente formam a base sólida de um cidadão.

É preciso mudar começando pela base. Dar maiores oportunidades e incentivá-los a participar da vida pública já é o começo de uma boa conduta. Os jovens devem e precisam se interessar e participar da política, para se colocarem como a verdadeira mudança. É uma construção coletiva e possível para enfrentar os problemas urbanos com novos olhares, ideias e força de vontade.

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Vício em celular

Marcos Pereira Perfil R7 Vício em celularO número de pessoas viciadas em smartphones cresceu 60% entre 2014 e 2015. É o que revela pesquisa norte-americana do Instituto Flurry Analytics. Ao todo, são 280 milhões de usuários identificados como viciados, contra 176 milhões registrados no ano passado. Foram classificados como viciados aqueles que abrem e usam os aplicativos mais de 60 vezes por dia.

De acordo com o estudo, se fosse possível reunir todos os viciados em celular em um único território, eles seriam a quarta maior nação do mundo, atrás da China, Índia e EUA. O crescente número de pessoas que não conseguem ficar muito tempo sem mexer no celular é um alerta que sejam revistos os riscos à saúde mental, física e ao desenvolvimento de estudos dos jovens e das relações interpessoais.

Definitivamente, o uso da internet e da tecnologia vieram para revolucionar a comunicação e a forma como nos relacionamos, mas a partir do momento que são priorizadas coisas em detrimento de pessoas já não há equilíbrio e torna-se um distúrbio. Há muito com o que se preocupar. Você já parou para pensar sobre os impactos do celular na sua vida?

Nada usado de forma exagerada é bom. O que você poderia estar fazendo se não perdesse tanto tempo nos aplicativos? É preciso rever nossos atos. Se for a necessidade, procurar ajuda médica em casos extremos ou até uma terapia comportamental. Não se pode permitir que uma dependência destrua sua família, suas amizades e seu convívio com qualquer pessoa. Não se permita virar um escravo da tecnologia, acima de tudo, somos humanos.

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Manaus em perigo

Marcos Pereira Perfil R7 Manaus em perigoUma megaoperação reuniu mais de 140 policiais civis e militares para investigar a onda de violência que acontece em Manaus. Vários assassinatos foram registrados desde sexta-feira da semana passada, após um assalto seguido pela morte de um sargento da PM. Até agora, 38 mortes foram contabilizadas.

A investigação cogita que os crimes sejam motivados por disputas entre facções criminosas ou vingança. Segundo a Secretaria de Segurança de Manaus, foram usadas armas de uso exclusivo da polícia em, pelo menos, 17 assassinatos. A maior parte dos crimes aconteceu em duplas, com horários aproximados em pontos diferentes da cidade, o que fez o fluxo de policiais aumentar nas ruas.

Ultimamente, é possível perceber que nosso país sofre com a falta de investimento e de políticas públicas quando o assunto é segurança. É preciso uma melhora por completo. E reformular toda estrutura, incluindo os sistemas de controle, perícias e comando de investigações, monitoramento nas ruas, patrulhas noturnas, distribuição dos orçamentos para custos operacionais, além da especialização e instrução de equipes.

As taxas de criminalidade e a sensação de insegurança só aumentam. É preciso enfrentar com energia mais esse desafio, estimular órgãos do poder público e sociedade para que trabalhem a favor de novas ideias. Penso no sofrimento das famílias dos envolvidos e da própria população que tem medo de sair às ruas. É de extrema necessidade que investigadores empenhem-se para identificar os autores e que todos os crimes sejam esclarecidos.

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Os donos da rua

Marcos Pereira Perfil R7 Os donos da ruaUma disputa acontece todos os dias nas ruas das grandes cidades entre motociclistas e motoristas de carros e ônibus. Aqueles que se acham mais espertos acabam avançando e percorrendo o trajeto nas faixas que deveriam ser exclusivas dos ônibus. Em São Paulo, o número de multas disparou no primeiro semestre contra motoristas que desrespeitam as regras de trânsito sem maiores preocupações.

A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET-SP) aplicou mais de 10 milhões de multas só em 2014. Em primeiro lugar, aparecem as mais de 3 milhões por excesso de velocidade. Em seguida, são as por transitar em faixas exclusivas e corredores de ônibus, que cresceram 62% de janeiro a maio deste ano.

O trânsito caótico da cidade tende a estressar qualquer cidadão, o que não pode acontecer é o desrespeito. A partir do momento que não penso nos direitos do outro, não posso exigir o mesmo para mim. Por isso, ultrapassar pelas faixas de ônibus ou bancar o esperto na hora de um congestionamento não é a solução.

Precisamos mudar com nossas atitudes. Somos popularmente conhecidos pelo jeitinho brasileiro, onde aqui tudo é fácil ou não implica punições. Faltam informações por parte do poder público e conscientização dos motoristas. Mas, infelizmente, é sentindo o peso no bolso que o cidadão pensará duas vez antes de infringir a lei.

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Susto com fuzil

Marcos Pereira Perfil R7 Susto com fuzilA violência em nosso país está chegando a níveis absurdos. Mais um exemplo disso aconteceu na semana passada em São Paulo. O humorista Márvio Lúcio, conhecido por interpretar o personagem Carioca em um programa de TV, foi surpreendido quando saía para trabalhar por três homens armados, um deles com fuzil.

O que deveria ser mais um dia tranquilo a caminho do trabalho acabou se tornando um pesadelo. Mais tarde, o humorista expressou vontade de se mudar da cidade e declarou sobre a sua insatisfação com a segurança de São Paulo. Penso que analisar os detalhes de cada caso poderá ajudar milhares de cidadãos, que são vítimas da violência urbana e de organizações criminosas todos os dias em todas as regiões do país.

Quem pode, muda de cidade ou até de país. Mas, isso não solucionará nada. Para diminuir os dados drásticos de violência é preciso incluir metas de segurança como parte das políticas públicas. A repressão policial gera mais violência e revolta de quem a sofre. A necessidade em questão não está em apenas diminuir o índice de crimes, mas sim reverter a propaganda que o crime organizado faz nos jovens de periferia, por exemplo.

Portanto, deve-se mexer no todo. Incluir metas, capacitar e instruir novos profissionais, aumentar as oportunidades das polícias e reestruturar esquemas táticos de segurança são mudanças necessárias para que uma mobilização mais ativa seja realmente articulada. É pensando no bem público acima do bem particular que nossa sociedade resistirá a tudo isso.

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Escolas ameaçadas

Marcos Pereira Perfil R7 Escolas ameaçadasLi nos últimos dias que o país está sofrendo roubos em série em escolas e até em creches, o que tem preocupado pais e professores. Em São Paulo, além de roubar as torneiras dos banheiros, bandidos levaram mais de cem quilos de comida. As crianças ficaram sem merenda por tempo indeterminado. Em Porto Alegre, no período de apenas um mês, 50 alunos foram assaltados.

Esse cenário se repete em outras regiões do país. Em Goiânia, mesmo com portões com grade e cadeados, um colégio estadual foi assaltado quatro vezes em duas semanas. Não tem alarme e nem câmera de segurança que coíba esses infratores, que já levaram computadores e vários aparelhos eletrônicos, deixando as crianças sem equipamentos para a sala de aula.

Quantas escolas mais serão roubadas para que algo seja feito? Esses bandidos estão cada vez mais audaciosos. Isso nada mais é do que um reflexo do mau planejamento e controle da segurança por parte do estado. É papel do governo firmar os direitos civis e garantir um policiamento nas regiões afetadas para que nenhuma escola esteja exposta a imprevistos.

Sei que não será fácil resolver os problemas rapidamente, mas para um bom resultado é preciso mexer na estrutura completa. Começar de baixo. Todas as crianças devem permanecer em segurança. Faltam estratégias para que as escolas não fiquem totalmente defasadas. É preciso novas ações de combate ao desemprego, oportunidades e melhorias na educação para que não sejamos vítimas de maiores sabotagens.

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Brasil na contramão

Marcos Pereira Perfil R7 Brasil na contramãoEnquanto no mundo o número de novas infecções por HIV caiu 35,5% em 14 anos, no Brasil os registros de novos casos só aumentaram no mesmo período. Em 2000, estimava-se que o número de novos casos de HIV estava entre 29 mil e 51 mil. Já em 2014, esse número subiu para 31 mil a 57 mil. É o que diz o novo relatório da Unaids, divulgado pela ONU.

Se uma das principais metas da ONU é acabar com a epidemia de HIV em 2030, precisamos acelerar o processo para identificar o número de pessoas infectadas. Segundo o estudo, 36,9 milhões de pessoas vivem com a doença, mas somente 15 milhões estão sendo tratadas, ou seja, menos da metade. Além disso, é preciso que o Brasil faça seu papel e continue a contribuir na busca pela prevenção e cura da Aids.

Nosso país começou a produzir o tratamento genérico dos antirretrovirais, mas isso ainda é pouco. Cuba, por exemplo, é o primeiro país do mundo a eliminar a transmissão do vírus da Aids e da sífilis de mãe para filho. Precisamos que o Ministério da Saúde acredite em nossos profissionais e ofereça mais recursos para que se tenha uma pesquisa mais avançada.

É como sempre digo aqui, já se passaram mais de 30 anos depois do surgimento do HIV e ainda não se descobriu a cura. Quanto mais cedo for detectado o vírus no paciente, mais chances de tratamento teremos. Realmente espero que o desenvolvimento de pesquisas inovadoras continue ainda mais firme na luta pela proteção total das pessoas. Estamos falando do direito à vida. Trata-se de uma questão de saúde pública, que não pode ser deixada de lado.

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