
Para uns, 2013 começou faz tempo, mas para outros, só inicia pra valer agora. O ano letivo, com uma semana, teve que ser interrompido. Nos negócios, só se ouvia a seguinte frase: “Vamos marcar depois do carnaval!” Este ano, o descanso das férias praticamente emendou no feriadão do carnaval, bem do jeito que o brasileiro gosta.
Digo brasileiro referindo-me à grande massa, porque para os empresários, a economia “estagnada” esse tempo todo representa muitas vezes até prejuízo. Definitivamente, para o nosso país, a grande quantidade de feriados é péssimo. Só que este ano vai ser um pouco diferente, sabe por quê? Porque a maioria dos feriados vai cair no fim de semana. Alegria de uns, tristeza de outros.
Vejam só:
29 e 31 de março, Páscoa (sexta e domingo)
21 de abril, Dia de Tiradentes, vai ser um domingo
1 de maio, Dia do trabalho, cairá numa quarta-feira
30 de maio, Corpus Christi, quinta-feira
7 de setembro, Independência do Brasil, sábado
12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida, sábado
2 de novembro, Finados, sábado
15 de novembro, Proclamação da República, sexta-feira
25 de dezembro, Natal, quarta-feira
Falar sobre volta ao trabalho neste momento é um assunto tem um peso maior para mim.
Além de o ano começar com todas as suas engrenagens a partir de agora, estou voltando da minha licença maternidade. Foram quatro meses cuidando da Luisa, sem babá, amamentando-a e dividindo os mimos, para que a Laura não sofresse com ciúme.
Estou contando: são 120 noites mal dormidas. Cansativo, sim, mas imensamente prazeroso, um período único de amor extremo. Saber que aquele ser que você gerou e acaba de vir ao mundo é totalmente dependente, precisa dos seus cuidados e do alimento que você mesma produz é o que me enche de forças para viver.
Agora, o dever me chama, a vida continua, preciso voltar ao trabalho que eu tanto amo.
Meu coração está apertado, tenho que deixar meu anjinho, reduzir as mamadas no peito. Neste momento eu choro, mas sou forte como um leão, vou dar o melhor de mim para poder oferecer as minhas filhas aquilo que eu recebi: uma vida digna e, principalmente, o exemplo de minha mãe.
A gente se vê em breve no Hoje em Dia!