TERROR NO RIO

26/11/10
às 17h49
12 Comentários

Nossa equipe chegou no momento em que criminosos atearam fogo em mais um ônibus em cima do túnel Rebouças, acesso à zona sul do Rio. Conversei com muitas pessoas apavoradas nas ruas, inclusive crianças. Na Vila Cruzeiro, local de maior concentração da polícia e fuzileiros navais, presenciei cenas de guerra. Não tive coragem de voltar para casa, pois moro longe do trabalho, dormi na casa de uma amiga, perto da Record. Pedi que buscassem minha filha cedo na escola para que eu pudesse trabalhar despreocupada, pois não parava de pensar na segurança dela. Não consegui dormir à noite lembrando do que vi e ouvi, principalmente o relato de uma mãe desesperada. Na Vila Cruzeiro, ela me perguntou se eu sabia como estava a rua onde ela morava, pois ela tinha saído para trabalhar e os filhos ficaram sozinhos em casa - triste realidade de muitos que precisam trabalhar e não tem com quem deixar os filhos. Eu pedi que ela se informasse melhor com o policial e ela me respondeu que se fosse vista falando com eles, poderia morrer. A ordem do tráfico é não falar com a imprensa, muito menos com policiais, pois temem que eles passem informações. Procurei saber e disse a essa mãe que voltasse para a casa, porque onde ela mora estava tranquilo. No mesmo instante, um choro de alívio desabou de seu rosto. Ela me agradeceu e saiu correndo muito rápido ao encontro dos filhos. Meu Deus, quando isso vai parar?

Devido ao record de audiência do Hoje em Dia no Rio, vamos estar amanhã ao vivo levando para você mais informações e promover um debate com convidados acerca das causas e consequências dessa guerra.

Escreva aqui sua opinião, informação, reclamação ou sugestão para esse debate.

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