Esta semana trabalhei depois do Hoje em Dia apresentando eventos de empresas e associações - é o trabalho de mestre de cerimônias.
Eu chego no local umas três horas antes, recebo o roteiro, confirmo os nomes... Mas, mais do que ler um script, é preciso entendê-lo e falar como se todo aquele texto de cerca de 50 páginas fosse feito por mim mesma. É como se eu fosse a anfitriã de uma festa que não é minha, mas, de uma certa forma, faço parte dela.
É... vida moderna! Muita agitação, mas meu pensamento não se desliga da minha filha, Laurinha. Enquanto eu estou aqui trabalhando, trabalhando, será que ela comeu? Será que ela já tomou banho e não está atrasada para pegar o ônibus da escola?
Ih, hoje não vai dar para buscá-la na ginástica olímpica. Ligo o tempo todo para um celular que dei para ela e para a Andréia, meu braço direito.
Chego em casa e ela já está dormindo. Fico com o coração apertado.
No dia seguinte, acordo antes do relógio tocar, quero ficar com ela, levá-la na aula de tênis, assistir alguns de seus saques. Curto tanto aquele tempinho com ela!
Este fim de semana estou intensamente com ela. Só às vezes me policio para não ceder demais, porque tenho que prepará-la pra vida - que tem muitos sins e muitos nãos.
Agora ela acordou, vou preparar o nosso café!