
Hoje fiz uma matéria na quadra da Beija-Flor, campeã de 2011. Fui conhecer as crianças passistas e as que estão na escolinha para aprender percussão.
De repente, surge um menino de apenas 3 anos, vestindo roupa social branca, chapéu e sapato bicolor. Ah, detalhe: cordão dourado no pescoço...
Não era miragem do calor de 40 graus, era o pequeno Ryan. Ele toca repique como um adulto e também é mestre sala. Na foto, é o que está no meu colo, já com outra roupa.
Ryan de tanto amassar as panelas da mãe em casa batucando, conseguiu ganhar o instrumento e, desde então, esse é o seu brinquedo favorito. Praticamente nasceu na quadra da Beija-Flor, sambista nato.
Pedi que ele me ensinasse a tocar. Bem, ainda não foi dessa vez, mas mesmo assim, ele me deu nota 10 com um sorriso que me fez lembrar o Neguinho da Beija-Flor. Tá explicado, ele é aluno da Selminha Sorriso.
É muita simpatia!
Dali a pouco escuto um choro - era uma criança de um ano fazendo pirraça porque a mãe tirou o chocalho das mãos dele. Pensei: aí vem mais um talento.
Quero chamar a atenção para um fato. Muitas dessas crianças vão para a quadra até para ganhar um café da manhã, um lanche e saem dali não só alimentadas, mas também motivadas para serem alguém, terem um futuro.
Os ritmistas adultos, fazem do samba uma profissão.
