30 set as 12h07

bonifacio O relator do processo Temer e uma dinastia que odeia a democracia

Bonifácio Andrada é deputado desde 1979 (Foto: Divulgação)

O homem que vai livrar a cara de Michel Temer e seu círculo íntimo das novas denúncias de associação criminosa e obstrução da Justiça faz parte de uma das mais execráveis dinastias da política brasileira, embora a linhagem tenha tido origem nobre.

Fundou-a José Bonifácio de Andrada e Silva, “o Patriarca da Independência”, que ajudou a consolidar a ruptura com Portugal, em 1822, e acabou rompendo com D. Pedro I, em 1823, ao vê-lo fechar a Constituinte. Chegou a ter de se exilar no exterior por conta disso.

O espírito democrático da família parece ter se esgotado no primeiro Andrada.

Na República, eles constituíram, em Barbacena, Minas Gerais, uma oligarquia que passou o tempo todo disputando espaço com a oligarquia rival, a dos Bias Fortes. Tinham, a princípio, selado um acordo de convivência: os Bias cuidavam da política paroquial, os Andrada se lançavam para voos nacionais.

Até que surgiu o primeiro Andrada traidor: José Bonifácio Lafayette de Andrada, o Zezinho, pai desse que vai relatar agora o processo da Procuradoria da República contra Temer. Zezinho Bonifácio atropelou o acordo, em 1930, e aceitou ser nomeado prefeito pelo novo regime Vargas.

O rompimento virou briga de morte, embora o Zezinho Bonifácio e o patriarca dos Bias Fortes, tempos depois eleito governador de Minas, fossem casados com duas irmãs. A rivalidade dos dois clãs fez jorrar sangue em Barbacena.

Zezinho Bonifácio era da UDN predadora de Carlos Lacerda, apoiou o golpe militar em 1964, aderiu à Arena, o partido da ditadura, e era o presidente da Câmara dos Deputados em 13 de dezembro de 1968 quando o AI-5 decretou o fechamento do Parlamento.

Deputados de coragem quiseram cobrar dele a mesma decência que seu antecessor tivera no passado longínquo. Pediram para a Câmara resistir ao fechamento. O presidente desconversou. Celso Passos, do MDB de Minas, provocou: “Seja menos Zezinho e mais Andrada”. Em vão: Zezinho deu uma “banana” para Celso Passos e escafedeu-se pela porta dos fundos do Congresso – entrando, assim, de vez, na História, pela porta dos fundos.

É o destino que espera pelo filho, Bonifácio José Tamm de Andrada — o relator do PSDB escalado para jogar para debaixo do tapete a corrupção do PMDB.

Bonifácio já tem uma considerável folha corrida. Sumiu no dia histórico da votação das Diretas Já, em 1984, e acabou disputando a vice-presidência da República em 1989 na chapa do notório Paulo Maluf.

Está explicado, não está? O enterro político dele sai na semana que vem.

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29 set as 12h08

 Salvadores da pátria? Estou fora

O exército nas ruas durante o golpe de 1964 (Foto: Folhapress/Folhapress)

É triste mas não é de estranhar que os jovens de 16 a 24 anos sejam os mais favoráveis à intervenção militar (46,1% pró, 47,8% contra), segundo a pesquisa do Instituto Paraná divulgada ontem.

Eles de fato não têm a menor ideia do que foram os horrores da ditadura de 1964. E desconhecem que, em regimes autoritários, a juventude é que mais sofre a violência do poder.

Aqueles que têm mais de 60 anos e se lembram bem do que o País passou são em maioria contrários (56,2% a 37,2%). Ainda assim é um resultado bem preocupante.

A sociedade brasileira, imatura para a democracia, continua acreditando em salvadores da pátria. Os redentores da vez usam farda. Não conseguem enfrentar os traficantes da Rocinha mas acredita-se que serão capazes de endireitar o Brasil.

Pra começar, fechando o Congresso.

O Parlamento é um ninho de ratazanas mas quem as botou lá foi o eleitor brasileiro. O sujeito vai à urna, escolhe livremente e depois se exime de sua própria escolha.

É como se os execrados “políticos de Brasília” chegassem lá por geração espontânea.

Está na hora de a sociedade brasileira assumir a sua própria responsabilidade na lambança em que se transformou a política nacional. E parar com essa mania de transferir as responsabilidades da cidadania para heróis fictícios. Civis ou fardados.

http://r7.com/4n0P

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28 set as 15h02

huck Também sou candidato

Se até o Huck pode, por que não eu?

Lamento comunicar aos meus sete fiéis leitores que talvez tenha de interromper minha colaboração neste portal.

É que, diante do elenco que tem surgido nos jornais, também estou cogitando me candidatar à Presidência.

No meu caso, acho decente me afastar de qualquer mídia que possa turbinar minha candidatura.

Não sou, é verdade, uma “cara nova”. Minhas rugas e meu cabelo grisalho não me deixam mentir.

Devo igualmente admitir que me interesso muito pela política, acho que ela faz parte do jogo democrático, ainda que, olhando em volta, perceba que os políticos são hoje os maiores inimigos da política.

Posso me considerar “cara nova” no sentido de que nunca disputei cargo eletivo senão para representante de turma de meu colégio de padres. Perdi.

João Doria, que faz política desde 1985, elegeu-se em São Paulo se dizendo um apolítico. Colou. E está de novo em acelerada campanha para o maior dos cargos da República.

Leio que estão no jogo o Luciano Huck, o Bernardinho do vôlei, o Roberto Justus, até a Valéria Monteiro, ex-apresentadora do Jornal Nacional.

Até 2018 quem sabe o Bonner também não se apresente? O Sílvio Santos? O Ratinho? Alguém aí já pensou em seduzir o Pelé?

Não estou à altura deste time mas não custa sonhar, né não?

http://r7.com/QmD3

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14 set as 12h18

 A bolsa fica no Brasil? O “mercado” fala português?

Os altos e baixos da Bolsa (Foto: Wikimedia Commons)

Meu vizinho de blog e meu parceiro de Record News, Ricardo Kotscho, anota, não sem algum sarcasmo, que a bolsa está bombando, enquanto a política é como se estivesse a bordo de um trem-fantasma.

O Brasil vai mal, a bolsa vai bem.

Os analistas de aluguel abrem um sorriso e usam a palavra otimismo para descrever um radioso futuro para um país em bancarrota, corroído pela corrupção, descrente das instituições, com milhões de desempregados.

Aparentemente o “mercado” está muito satisfeito com tudo o que está acontecendo.

O “mercado”. Nunca consegui entender bem a onipotência dessa palavra. Antes se falava em economia, de um modo genérico, para designar o conjunto das forças produtivas de uma nação. Pouco a pouco, o predomínio consagrado do hiperliberalismo foi mudando o nome da coisa. Até os jornais passaram a ter, por viés ideológico, cadernos de “Mercado”, não mais de “Economia”.

O “mercado” é sinônimo de especulação, de instabilidade, de urgência rentista, da roleta das bolsas de valores. Não espelha exatamente o que acontece na esfera da produção, do investimento e do emprego.

No Brasil de Michel Temer, a bolsa sobe, o investimento despenca. Os empresários promoveram um lock out para derrubar o governo do PT e anunciaram que o day after traria o imediato alento à economia, movido pela patriótica retomada do investimento.

O governo Dilma se foi e a promessa de mobilização das forças produtivas em favor dos novos tempos não se concretizou. Investe-se na agiotagem e na usura, não no Brasil. O “mercado”, se não tem pátria, tampouco tem sentimento.

A desculpa é que ainda não passaram as tais reformas tão vitais. Por ora, o “mercado” comemora com o que tem à mão: a blindagem parlamentar e jurídica do governo pós-impeachment e o fabuloso PIB de 0,2%.

http://r7.com/pxvI

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12 set as 12h17

betsy1 O estupro é igual à tortura: não tem “outro lado”

Betsy DeVos, ministra da educação dos Estados Unidos

No governo Trump, você não precisa ser homem para ser machista e admitir a violência contra a mulher.

A ministra da Educação, Betsy DeVos, está às voltas com graves acusações de abuso sexual em universidades públicas e particulares. Parecia seriamente interessa em apurar.

Dias atrás, Ms. DeVos deu a escorregada fatal. Falando a uma platéia acadêmica, afirmou que vai ser firme em sua decisão “depois de ouvir os dois lados”.

Ou seja, ela acha que os estupradores merecem ser levados em conta. Que o carinha que violenta uma mulher, que abusa de sua fragilidade, que emprega covardemente sua superioridade física está no mesmo patamar jurídico da vítima.

Foi o que o Brasil fez com os torturadores da ditadura. Algozes e vítimas tiveram o mesmo tratamento sob a letra fria da lei da anistia.

O habitual argumento que introduz a absolvição dos covardes é a de que a mulher abusada de alguma forma induziu a violência contra si mesma. É o que pensam os brucutus do governo Trump. É o pensa até mesmo a senhora DeVos, que o serve.

Aqui no Brasil não é muito diferente – e não é só a família Bolsonaro que pensa assim. Um articulista da Folha, cujo conservadorismo paleozóico vem disfarçado em partículas de pensamento pseudocientífico, criticou dias atrás aqueles e aquelas que denunciam uma “cultura do estupro” no Brasil.

Para o dito-cujo o que há são fatos isolados. Só faltou repetir o mantra de que a culpa da truculência é das Evas sedutoras.

http://r7.com/ZpMK

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05 set as 14h51

Se a psicanálise não tivesse nascido na Áustria, com o dr. Freud, os argentinos a teriam com certeza inventado.

A impressão que fica é que todo argentino e toda argentina em algum momento deitou no divã para chafurdar nos abismos de seu inconsciente. Não é por acaso que a Argentina é uma nação com tal voltagem emocional.

A esperada, compreensível exceção veio na semana passada anunciar que ele também se submeteu aos cuidados de um doutor da alma. Vocês leram: o papa Francisco.

Ele contou que frequentou por seis meses um consultório de psicanálise. A imprensa descobriu quem teve a responsabilidade de assistir o cardeal Bergoglio: foi uma mulher e judia.

O papa explicou que esteve lá para “esclarecer algumas coisas”.

Francisco, pelo visto, nunca teve constrangimento algum em quebrar os paradigmas e os cânones. A psicanálise é uma doutrina fundada por um ateu e profundamente calcada na análise da sexualidade dos pacientes. O establishment religioso sempre a encarou com repugnância.

O papa argentino é uma caixinha de surpresas. Qual será a próxima? Anunciar que não é católico ou que não acredita em Deus, como sugerem os adversários dele na Cúria Romana?

http://r7.com/XhJA

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30 ago as 14h24

 

bolsonarovale Direita, volver. Eis o novo lema para as escolas

O deputado Jair Bolsonaro

O capitão Jair Bolsonaro anuncia que, se eleito presidente da República, vai nomear um general para o Ministério da Educação e decretar ordem unida para todas as escolas públicas.

Em outras palavras: todo aluno estará estudando num simulacro de colégio militar.

Li, sem surpresa, elogio nas cartas de leitores da Folha: “o Brasil está precisando é de disciplina”.

Bolsonaro não será presidente e o que o Brasil está precisando na educação não é de disciplina.

A disciplina embota a criatividade, inibe a iniciativa, impede que o Brasil ingresse no rol dos países que se desenvolvem com base na inovação e na pesquisa de vanguarda.

Cercear a liberdade nos bancos escolares é condenar o Brasil a se arrastar de volta ao século de Caxias, a comprar do exterior pacotes de tecnologia, é assistir o espetáculo do progresso civilizatório na fila de trás do teatro das nações.

O Brasil já está atrasado em relação a países como a Coréia, a Noruega, a China, a Índia, a Turquia, até o México – para citar apenas alguns aos quais a gente poderia se equiparar.

Se nosso projeto educacional viesse a ser o de marchar em passo de ganso, aí é que o país jamais acertaria o passo com as nações voltadas para o futuro.

http://r7.com/52Qb

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28 ago as 10h17

O apolítico Doria tomou gosto pela política. Já o gestor Doria parece meio cansado de gerir uma cidade complicada como São Paulo.

O prefeito tem dedicado muita tempo a cultivar o sonho de ser presidente. Está naquela cadeira do Palazzo Matarazzo há oito meses mas prefere rodar o país em busca de reconhecimento público e apoios políticos.

Em Salvador, acenou com um lugar de vice para ACM Neto, que, como indica o nome, encarna uma dinastia de três gerações de políticos.

Doria lembra Jânio Quadros e não é nada gratuito. Jânio é visivelmente um modelo para ele. Um gênio do factóide e da dramaturgia. Foi – incluindo Paulo Autran e Sergio Cardoso – o maior ator que o Brasil já produziu.

Jânio passou a metade de seu mandato de prefeito de São Paulo (1985-1988)... em Londres. A pretexto de acompanhar a esposa de saúde precária.

Na verdade, Jânio não tinha planos de ganhar aquela eleição contra Fernando Henrique. Ele gostava de disputar e embolsar as sobras da campanha. Tinha um tédio enorme pela administração pública. Mas voltava de viagem, fazia algum estardalhaço e a população tinha certeza de que estava sendo um incansável trabalhador.

João Dória é um craque da comunicação. Antes de botar o pé na estrada, aliás, no jatinho, ele municia a imprensa com dois ou três projetos de coisas que pretende um dia fazer. A imprensa morde alegremente a isca.

João “Acelera” Doria tem pressa. Ser prefeito de São Paulo é um orgulho que já ficou para trás. Ele não aguenta a rotina. Tem coisa aí para frente convocando sua energia.

O único perigo é que o eleitor de São Paulo o escolheu para que, por exemplo, os sinais de trânsito não apagassem e os postos de saúde funcionassem. Ele teve uma votação astronômica mas deve ter cuidado se quiser achar que esse eleitorado é seu, cativo, para sempre.

Seduzindo o eleitor de fora, pode estar perdendo o eleitor daqui. Seria bom consultar o José Serra – se é que os dois ainda se falam.

http://r7.com/uri5

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24 ago as 14h00

Barco Os naufrágios refletem o Brasil de hoje

É triste buscar uma comparação quando tantas pessoas estão sofrendo, no Pará e agora também na Bahia, mas a verdade é que o Brasil virou uma fábrica de desastres.

Não há otimismo dos cadernos de Economia – que anunciam em uma única voz que os bons tempos estão de volta – que resista à realidade do cotidiano. Crimes em alta, rebeliões em presídios, maridos que assassinam suas mulheres, estupros, linchamentos, cenas explícitas de racismo.

Onde foram parar o tal país cordial e o espírito brincalhão do brasileiro?

Tem a ver com a conjuntura política, sim, o mal estar social. A radicalização dos últimos tempos criou um caldo de cultura não de só de ódio mas sobretudo de descaso com o semelhante. A sociedade excludente não se importa mais de só mirar o seu próprio umbigo.

Enquanto os barcos viram, por irresponsabilidade e não por fatalidade, o Brasil se prosta aos pés do novo Baal: o Mercado.

O Mercado manda, o país obedece. Mas quem disse que o Mercado gosta do Brasil, além de si mesmo?

http://r7.com/bGVV

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22 ago as 15h12

gilmarmendes Gilmar manda. Obedece quem tem juízo

O ministro Gilmar Mendes (Foto: Nelson Jr./17.09.2013/STF)

O homem mais poderoso do Brasil chama-se Gilmar Mendes. Vocês dirão: hã hã, grande novidade!

Mas ele tem elevado à quintessência o seu pendor para o mando. Perdeu todo e qualquer constrangimento.

Está rolando na internet um abaixo-assinado pedindo o impeachment de Sua Excelência. Quase um milhão de assinaturas já foram colhidas. Eu já cheguei a assinar mais de um desses, digamos, crowdprotests tipo Change e Avaaz. No caso do ministro Gilmar, infelizmente acho que não vai dar em nada.

Ele manda na presidência porque já acertou com Temer uma blindagem contra as musculosas acusações do procurador-geral Janot e da Lava-Jato. Que incluem Temer e grande parte de sua entourage.

Gilmar é um comensal do Palácio do Jaburu, que frequenta em madrugadas fora da agenda, e habitué do avião presidencial em voos para o exterior. Sem Gilmar, Temer já teria colapsado.

O mesmo vale para aquel enorme lote de acusados com mandato de deputado e senador. Só tem uma coisa: deve pertencer à curriola de Gilmar. O senador Aécio, por exemplo, não precisa se preocupar. Nem a barra brava do PSDB. É tudo gente de casa.

Quem poderia moderar um pouco o apetite para o arbítrio de Gilmar Mendes seriam seus colegas do Supremo Tribunal. Mas eles assistem a tudo acovardados, mudos, como que coagidos por alguma coisa que o ministro saiba deles – e que a gente desconhece.

A própria presidente, Carmen Lúcia, é uma decepção, joga para a galera, ou seja, para as câmeras.

Quando o então presidente do STF, Joaquim Barboza, quis peitar Gilmar Mendes, é bom lembrar, quem perdeu foi ele, Joaquim Barboza. Pediu o boné, se aposentou.

Gilmar navega, tranquilo, por sobre o medo de muitos e a omissão de quase todos.

Não é a toa que tem nome de goleiro da Seleção. Está aí para defender o indefensável.

http://r7.com/twGt

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