22 ago as 15h12

gilmarmendes Gilmar manda. Obedece quem tem juízo

O ministro Gilmar Mendes (Foto: Nelson Jr./17.09.2013/STF)

O homem mais poderoso do Brasil chama-se Gilmar Mendes. Vocês dirão: hã hã, grande novidade!

Mas ele tem elevado à quintessência o seu pendor para o mando. Perdeu todo e qualquer constrangimento.

Está rolando na internet um abaixo-assinado pedindo o impeachment de Sua Excelência. Quase um milhão de assinaturas já foram colhidas. Eu já cheguei a assinar mais de um desses, digamos, crowdprotests tipo Change e Avaaz. No caso do ministro Gilmar, infelizmente acho que não vai dar em nada.

Ele manda na presidência porque já acertou com Temer uma blindagem contra as musculosas acusações do procurador-geral Janot e da Lava-Jato. Que incluem Temer e grande parte de sua entourage.

Gilmar é um comensal do Palácio do Jaburu, que frequenta em madrugadas fora da agenda, e habitué do avião presidencial em voos para o exterior. Sem Gilmar, Temer já teria colapsado.

O mesmo vale para aquel enorme lote de acusados com mandato de deputado e senador. Só tem uma coisa: deve pertencer à curriola de Gilmar. O senador Aécio, por exemplo, não precisa se preocupar. Nem a barra brava do PSDB. É tudo gente de casa.

Quem poderia moderar um pouco o apetite para o arbítrio de Gilmar Mendes seriam seus colegas do Supremo Tribunal. Mas eles assistem a tudo acovardados, mudos, como que coagidos por alguma coisa que o ministro saiba deles – e que a gente desconhece.

A própria presidente, Carmen Lúcia, é uma decepção, joga para a galera, ou seja, para as câmeras.

Quando o então presidente do STF, Joaquim Barboza, quis peitar Gilmar Mendes, é bom lembrar, quem perdeu foi ele, Joaquim Barboza. Pediu o boné, se aposentou.

Gilmar navega, tranquilo, por sobre o medo de muitos e a omissão de quase todos.

Não é a toa que tem nome de goleiro da Seleção. Está aí para defender o indefensável.

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17 ago as 14h33

lisa Elvis, seu legado e sua filha

Lisa Marie, filha de Elvis Presley

Elvis Presley, como se sabe, não morreu mas se fizermos de conta que sim teria sido 40 anos atrás.

Ele se foi gorducho, inchado de anfetaminas, mas com aquele drive de palco que levou sua legião de fãs – ou parte dela – a acreditar que ele tinha é se retirado anonimamente para algum mosteiro na Califórnia ou ashram no Tibet.

Leio que o espólio dele fatura uma fortuna e fico feliz por Lisa Marie Presley, a filha única dele – dele e de Priscila Presley.

Lisa Marie é um clone do pai. Mas comeu o pão que o diabo amassou. Não é fácil crescer à sombra de um pai-mito.

Lembro da reportagem de uma revista americana, vinte anos atrás, descrevendo a vida da herdeira que rejeitava se comportar como tal.

Morava sozinha num condomínio de classe média de Los Angeles e fazia, ela mesma, o supermercado, com aqueles cupons de descontos recortados dos tabloides.

Depois teve até de se submeter a um rápido e inverossímil casamento com Michael Jackson.

Para Michael tinha um sentido simbólico: um enlace do rei do pop com a filha do rei do rock n’roll.

Espero que Lisa Marie, abastecida pelos copyrights de Elvis, não esteja mais sujeita a tais sacrifícios.

http://r7.com/SR1J

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10 ago as 13h56

 Sra. futura Procuradora Geral: precisava mentir?

Raquel Dodge é a nova procuradora geral da república (Foto: FramePhoto/Folhapress)

Michel Temer continua recebendo seus aliados na calada da noite e sem agenda prévia no Palácio do Jaburu.

Devem ser saborosos os canapés que ele serve. Na madrugada fria de Brasília talvez role até uma conhaque.

No domingo, Temer recebeu de novo Gilmar Mendes, ministro do STF encarregado de trancar os processos contra os aliados do governo.

Gilmar Mendes é um habitué da casa, um comensal de todas as horas. Alegou que foi discutir com Temer “a reforma política”.

No dia seguinte, o ministro saiu atirando feio no Procurador-Geral, Rodrigo Janot – que andou disparando suas flechas contra um presidente repetidamente acusado de corrupção e de obstrução da Justiça.

Fazendo eco à pauta ditada por Gilmar Mendes, o governo Temer levantou a suspeita de Janot junto ao STF, reclamando de que a perseguição que ele move não é de fundo ético, mas pessoal.

Mas entende pouco de ética o governo Temer. Na noite de terça, o inquilino do Jaburu convocou às escondidas a futura Procuradora-Geral, Raquel Dodge. Ela teria entrado e saído clandestinamente se não fosse o flagra dado pelas câmeras.

É interessante perceber a desenvoltura com que a Sra. Dodge se movimenta junto aos adversários de seu antecessor, Janot. Tudo bem, ela sabe o que faz. Fica, de todo modo, a impressão de que ela está aliada à operação palaciana de “estancar a sangria”. Ou seja, domesticar as investigações contra figurões do governo – Temer incluído.

O pior de tudo é que ela alegou que o encontro sorrateiro visava discutir o cerimonial da posse dela.

A julgar pelo tempo que dispensou ao tema, três horas, a posse da Procuradora-Geral vai ter mais pompa e circunstância do que a investidura do rei Luís XIV.

A sra. Dodge estreia na berlinda com uma mentira. Muito feio.

http://r7.com/tLs1

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09 ago as 12h04

Amazonino Mendes e Eduardo Braga são as caras novas que a política brasileira, após tantos sobressaltos e solavancos, andou prometendo trazer à cena.

Pelo menos no Amazonas – onde a cassação do governador pela Justiça Eleitoral abriu vaga para a propalada renovação que tanto se promete.

Amazonino Mendes teve dois mandatos de prefeito de Manaus e três de governador do Estado.

Eduardo Braga tentou três eleições para o governo, ganhou duas, elegeu-se senador pelo PMDB e daí foi guindado pela presidente Dilma, em seu segundo e breve mandato, à função de ministro das Minas e Energia.

Quando o Senado votou o impeachment de Dilma, por causa das tais pedaladas, Braga não compareceu. Alegou que estava muito doente.

Quando Amazonino disputou e perdeu, quem venceu foi Braga. Quando Braga disputou e perdeu, quem ganhou foi Amazonino.

Ou seja, só mesmo São Paulo tenha na política uma oligarquia tão duradoura quanto a do Amazonas. Amazonino e Braga são bem rodados. No momento em que voltam a disputar uma eleição, um contra o outro, são brindados com o voto popular e chegam ao segundo turno.

A sério: pode parecer paroquial essa eleição no Amazonas mas ela manda um triste recado para os iludidos da política. 2018 vem aí, com a expectativa de um enxame de caras novas – mas quem garante que o desencanto com o que está aí não acabe levando o eleitor a se eximir de qualquer responsabilidade cívica?

O cidadão cansado e desiludido pode acabar de novo jogando seu voto na lixeira da História. E, depois, passar o tempo culpando “os políticos de Brasília”.

Que, como se sabe, é a gente quem bota lá.

http://r7.com/vhcd

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04 ago as 12h57

melodia1 O samba perde a elegância

O cantor Luiz Medodia (Foto: Estadão Conteúdo)

Fernando de Barros, cineasta e jornalista de moda, português com alma de brasileiro, foi o homem mais elegante que conheci.

Com razoável frequência pediam a ele que listasse pessoas que merecessem dele essa distinção – elegância.

Invariavelmente ele botava no topo da lista o Luís Melodia.

Não deixava de ser uma surpresa, não pela qualidade dos figurinos do cantor-compositor do Estácio mas por eles não serem exatamente do tipo de fatiota do círculo masculino considerado elegante: ternos de alfaiate, gravatas de seda, lencinhos no bolso, brogues de cromo alemão. Aquele jeito Pedro Malan de ser.

Fernando de Barros, já aos 80 e tantos anos, tinha sensibilidade suficiente para enxergar elegância onde ela se diversificava do senso comum.

Prefiro nem entrar no mérito daquela outra elegância cultivada pelo Melodia – a que vinha de sua voz de veludo.

Se precisassem um dia de dublar a voz de Deus em algum filme de Hollywood ou novela da Record, haveria de ser o Melodia. Ele foi divino.

http://r7.com/tSz8

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03 ago as 13h22

 Afinal, o que quer o Rodrigo Maia?

Rodrigo Maia, presidente da câmara dos deputados (Foto: Alex Ferreira/25.04.2017/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara chegou a flertar com a Presidência. Achou, num certo momento, que poderia trair seu aliado Michel Temer – que traiu Dilma Rousseff.

Se Temer fosse removido, ele se sentaria naquela cobiçada cadeira lá do Palácio do Planalto.

No entanto, o filho de Cesar Maia – este não tem a autocrítica nem o bom senso no acervo de suas virtudes pessoais – percebeu que a Presidência da República seria muita areia para o seu caminhãozinho.

Acertou-se com o dr. Michel e a entourage palaciana e assumiu na quarta-feira, atropelando o regimento interno e o fair play parlamentar, o protagonismo de mais uma triste página da recente história do Congresso brasileiro.

O varejo da pior política prevalece, implacável.

Rodrigo Maia acredita agora que será recompensado com o apoio do PMDB numa outra disputa: o governo do Rio, em 2018.

É um homem de muita fé. Tem convicção de que acordos em política duram mais de um ano – ainda mais vindo de quem vem.

De mais a mais, terá de combinar com os russos. Quer dizer, com os Bolsonaros. Alguém da família, insuflado pela candidatura presidencial do papai, vai estar de olho no lugar que Rodrigo Maia ambiciona.

http://r7.com/jVkd

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01 ago as 15h47

jeanne Jeanne Moreau no colégio de padres

A atriz Jeanne Moreau

A primeira vez que vi um filme com Jeanne Moreau foi numa sessão especial no colégio em que eu estudava em Belo Horizonte.

O filme era Jules et Jim, de François Truffaut – tido como um dos mentores do movimento chamado Nouvelle Vague.

Até hoje é o filme de minha vida. Aquele que eu levaria, fácil, fácil, para uma ilha deserta.

Não consigo entender como o filme de La Moreau foi parar num colégio de congregação holandesa que recrutava severíssimos padres alemães e franceses.

Tem uma ménage à trois, aliás, à quatre, paixões pecaminosas e, ao final, um suicídio. Deve ter escapado à vigilância do feroz Padre Prefeito.

Jeanne estava especialmente encantadora enquanto enfeitiçava todo mundo à sua volta. E a platéia, irremediavelmente, quando abria-se naquele seu sorriso enigmático para cantar Le Tourbillon.

Ela foi a figura icônica do cinema francês do pós-guerra – mais até do que a Bardot.

Alguns anos atrás, em Paris, eu a vi, ao vivo, numa leitura de As Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos. Já na faixa dos 80, ela se sentou numa mesa e leu a peça, ao lado do ator Sami Frey.

Estava enfraquecida mas a voz trazia a força desconcertante de um mito. Que ela é e será, para sempre.

http://r7.com/7OYo

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27 jul as 15h21

 Por que os homens odeiam o Rodrigo Hilbert?

O ator e faz-tudo Rodrigo Hilbert

As moças arfam pelo Rodrigo Hilbert, os rapazes bufam pelo Rodrigo Hilbert.

Num país com todas as questões básicas resolvidas, como o Brasil, taí um assunto que merece a dimensão que ganhou.

Me lembra um pouco a Itália. No verão, o país se debruça sobre a dilacerante dúvida sobre a qualidade das carciofini naquele ano e, em outubro, suspende a respiração para checar se os tartuffi biancchi serão tão generosamente tenros como os da safra anterior.

Rodrigo Hilbert entrou no top trends das redes sociais pelo fato de ele ser perfeito demais.

Ele é bonito, louro, de olhos verdes, tem dois belos filhinhos e adora cozinhar maravilhosos pitéus para os filhotes e para a mulher. Que por acaso – outra medida de sua perfeição – é a Fernanda Lima. Mostra todas as suas habilidades num cativante programa de TV. É caseiro e dispensa as baladas. Ah, e sabe fazer croché.

As mulheres se encantam por ele. Os homens acham um desaforo. De fato, fica difícil encarar qualquer comparação em relação ao Rodrigo Hilbert.

Mas não custaria nada se espelhar, nem que seja só um pouquinho, no exemplo dele. As mulheres agradeceriam. Essa história de que elas só gostam de macho alfa, estilo Bolsonaro ou Alexandre Frota, e que desprezam o homem sensível é coisa do passado, né não, Xico Sá?

http://r7.com/NY4X

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18 jul as 15h05

 

Juscelino Kubitschek governou o Brasil debaixo de pancadaria. A imprensa era radicalmente hostil ao mineirinho faceiro que começou a vida como telegrafista e, formado em Medicina, entrou na política meio por acaso. Ali, o “presidente bossa-nova” revelou vocação tanto para o diálogo quanto para a ousadia. Virtudes intragáveis pelos asas-negras da intolerância e do mau humor.

O bombardeio que Lula e o PT receberam foi menor do que o sofrido por JK mesmo porque, cumprindo promessa de campanha, coisa rara, como se sabe, o presidente eleito ainda foi cutucar o provincianismo da antiga Corte ao mudar a capital para Brasília. Desaforo imperdoável, chiou a poderosa imprensa carioca, com O Globo na dianteira (era só uma coincidência – não é? – o fato de que o dr. Roberto Marinho torcesse para a construção não de uma nova capital, mas de um novo centro administrativo, ali na Barra e em Jacarepaguá onde tinha adquirido vastas porções de terra).

Juscelino se apresentou para disputar a eleição presidencial de 1955 sob intensa fuzilaria. Era, de certo modo, o herdeiro eleitoral do getulismo, embora viesse do conservador PSD de Minas. Acusavam-no de ter o apoio dos comunistas.

Carlos Lacerda, o mais histérico dos opositores, bradava: JK não pode concorrer; se concorrer, não pode ganhar; se ganhar, não pode assumir; se assumir, não pode governar.

O Brasil, como se vê, adora um replay.

JK venceu, governou (sitiado de intrigas) e passou a faixa presidencial a seu descabelado desafeto e sucessor, Jânio Quadros. Não era um estadista de primeira linha mas foi um democrata au grand complet.

A oposição agourenta e invejosa espalhou que ele inventou a inflação no Brasil e que saiu do governo com a sétima maior fortuna do mundo. Tinha até a história maliciosa e nunca comprovada de um triplex em Ipanema.

JK morreu pobre. A UDN inimiga se locupletou na ditadura militar que logo ajudaria a implantar.

Hoje teria sido fácil neutralizar JK. Bastaria um juiz de província para tirá-lo da eleição.

http://r7.com/MDRo

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13 jul as 12h22

 Moro cumpriu o que prometeu. Agora pode se aposentar – ou ir pro STF

O juiz Sérgio Moro condenou Lula a nove anos de prisão (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O juiz Sergio Moro antecipou-se à comparação eventualmente perigosa com o 14 de Julho – quando a França derrubou, na Bastilha, o regime dos autocratas – para fazer aquilo para o que a Operação Lava-Jato foi criada.

É o ato final do impeachment – que apeou o PT do poder e, agora, impede Lula de disputar e, como sugerem as pesquisas, possivelmente vencer a eleição presidencial de 2018.

Moro diz que não faz política. A História o julgará.

Ele pode agora se aposentar. Cumpriu sua missão. O “mercado”, eufórico, agradece. Ficou claro que aos senhores do capital não importa se na Presidência estiver o Marcola ou o Fernandinho Beira-Mar. Eles seriam bem-vindos, desde que as “reformas” avancem.

A lógica da condenação do Lula, sem as provas da “materialidade”, como reconhece o próprio Moro, encontra amparo numa certa “doutrina moderna” invocada pelo procurador Deltran Dallagnol em sua tese de mestrado nos EUA – e publicada em livro aqui no Brasil.

Para acusar alguém de possuir um imóvel, você não precisa, por exemplo, exibir o certificado de propriedade do dito-cujo, uma simples escritura. Basta você se guiar por “indícios”, “suposições”, “suspeitas” ou mesmo se deixar guira por convicções ideológicas. É Dallagnol quem diz. A subjetividade do juiz se sobrepõe à realidade dos fatos.

Ah, e as delações, claro. Mesmo que impossíveis de serem provadas.

O Power Point do coordenador da Lava-Jato e a sentença do juiz Moro se abastecem da “dúvida razoável”. Ela é suficiente para decretar a punição dos adversários – enquanto os aliados continuam bailando o minueto do poder.

No seu livro, Dallagnol não se acanha sequer em chamar às falas a atual presidente do Supremo, ministra Carmen Lúcia, acusada de ser racional e fria naquele momento do destempero emocional do chamado “Mensalão”. “Para a condenação”, divergiu à época a ministra, “exige-se certeza, não bastando, sequer, a grande probabilidade”.

Buscando respaldo em citações convenientes (sem esquecer Moro) e na jurisprudência providencial à sua tese, Dallagnol escreve que o cuidado tomado por Carmen Lúcia em não promover injustiças “gera uma carga simbólica de que condenações só poderiam acontecer quando se chega a 100% de certeza, que é o que os estudos modernos dizem que não existem”.

Na quarta-feira, 12, a Lava-Jato dispensou todo disfarce e disse afinal a que veio.

A dúvida que me fica é se a Constituição dá de fato a um juiz de primeira instância a prerrogativa de pautar quem pode e quem não pode disputar uma eleição presidencial. Mas isso é outra questão.

http://r7.com/2UsV

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