25 ago as 12h28

gil Show é para escutar ou para se exibir?

Caetano e Gil em seu novo show (Foto: AgNews)

Muita gente reclamando da plateia no show do Caetano e do Gil no Citibank Hall.

O Multishow mostrou, no sábado, para quem quisesse ver: trata-se de um show intimista, começa como se fosse um dueto de câmara, dois violões, sem banda ao fundo, nenhum acompanhamento, só a voz e o talento de uma dupla que escreveu a história recente da MPB.

Mas a plateia se comporta como se estivesse num show do Sepultura ou do Ozzy, grita, sacode-se, canta – sobretudo, não consegue ouvir.

Isso passou a ser o paradoxo dos shows: ninguém vai ouvir a música; as pessoas vão se exibir. Haja selfie.

Ah, e tem o desrespeito dos celulares com flashes. É a suprema falta de educação de uma sociedade que se orgulha de ser cada vez mais tosca, torpe, insensível e até violentamente agressiva.

Estamos galopando em direção à Idade da Pedra.

Fico imaginando, então, como deve ficar a sala de espetáculo ao final do show, aquela imundice de pipoca acarpetando o chão como restos de uma estúpida batalha de grosserias as quais, no entanto, deixam o ego da audiência plenamente satisfeito.

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16 ago as 15h13

Um par de dias depois de a guerra fria ter sido definitivamente sepultada, em Havana, uns patetas tentarão exumá-la no Brasil.

O secretário John Kerry, ao reabrir a embaixada norte-americana na capital cubana depois de 54 anos, disse: “Deixamos de ser prisioneiros do passado”.

Uma boa parcela dos que planejam protestar neste domingo contra o governo Dilma e o PT – ressalvada aquela ala dos sinceramente bem-intencionados e dos ingênuos meramente carnavalescos – pretende exatamente o contrário: se aguilhoar ao passado, e se possível trazê-lo de volta na forma daquela ditadura sinistramente instalada em 1964.

Tem gente que ainda checa debaixo da cama para ver se não tem nenhum comunista ali a espreita.

Os delirantes, esses eu até perdoo. O que não dá para engolir são os discípulos oportunistas de um Olavo de Carvalho et caterva – os que fizeram do anticomunismo um rendoso e midiático negócio.

Pois é, vai ter gente neste domingo nas ruas do Brasil reverberando contra “a ameaça vermelha”, contra “a ditadura bolivariana”, contra “a república sindicalista”.

Perguntem para o John Kerry se ele acredita nessas balelas. Perguntem para o Barack Obama. Perguntem para qualquer pessoa que, independente de suas opções partidárias ou ideológicas, tenha um mínimo de bom senso e de discernimento.

É uma pena que muitas pessoas acabem fazendo o jogo dos patetas e dos mal-intencionados. O jogo do Lobão, do Bolsonaro, do Danilo Gentili, do Paulinho da Força, do Ronaldo Caiado – gente que não tem nenhum compromisso com a democracia. E, pior ainda, o jogo do Aécio, o qual, conspurcando a tradição dos Neves e a memória do seu avó Tancredo, se joga nos braços dos arruaceiros da ultra direita só porque ainda sonha em ganhar no tapetão uma eleição que legitimamente perdeu.

Corrupção, nunca. Ditadura, jamais. Regime militar, nem pensar.

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14 ago as 16h16

A Polícia fechou a contabilidade: 19 mortos. Numa mesma noite, criminosos provavelmente ligados ao crime organizado e ao tráfico de droga saíram fuzilando a torto e a direito na região da Grande São Paulo.

O noticiário esgota o léxico: chacina, massacre, matança, carnificina, barbaridade.

Mas nas pessoas não sinto o mesmo estupor, a mesma indignação das palavras.

A brutalidade rima com banalidade.

Será porque a mortandade aconteceu em bairros pobres de Osasco e naquele setor de Barueri que não tem nada a ver com seus vizinhos abonados de Alphaville?

Será que é porque as vítimas são aquelas que só entram habitualmente nas estatísticas da desigualdade e da exclusão social?

Pobre não merece a condição de ser humano, é o que a indiferença alheia parece querer dizer, repetidamente.

Escrevi Alphaville e imagino – só para efeito de suposição, claro – se a morte tivesse colhido um só morador de um daqueles condomínios de luxo.

O governador iria lá, pessoalmente, consolar a família. O ministro da Justiça faria um pronunciamento à nação. Os políticos discursariam, injuriados. A opinião pública se mobilizaria.

O máximo que aconteceu – li aquilo no R7 – é que Geraldo Alckmin “suspendeu a agenda”.

Aqui na Avenida Paulista, as refeições foram lautas e barulhentas e a happy hour, nesta sexta-feira de veranico, há de ser especialmente festiva.

Onde foi parar nossa capacidade de se indignar?

Onde foi parar a propalada virtude que a gente tinha de ser solidário?

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14 ago as 14h39

Usei esta frase aí de cima num ambiente coalhado de aguerridas senhoritas e sofri uma – acho que merecida – pancadaria.

Estava lendo a história da nanny que destruiu o casamento de Ben Affleck e que pode destruir o de Tom Brady com nossa Gisele Bündchen – as fotos sugerem uma interessantíssima Californian babe do tipo muito sapeca – e eu disse:

– O que vocês esperavam? Ela lá trabalhando com os bonitões ia querer, é claro, tirar uma casquinha.

Ouvi em mim mesmo a voz da minha bisavó e me arrependi antes mesmo de enfrentar o furor de minhas coleguinhas:

– E eles? Também não queriam tirar uma casquinha? Eram todos santos? – protestaram elas.

Têm razão.

Achei que aquele hábito patriarcal de atacar as serviçais fosse coisa do passado, da literatura melodramática do século XIX.

A fantasia erótica exacerbada pelo exercício de posse – como se a empregada, a babá, os subalternosfizessem parte de um acervo patrimonial do qual você pode usufruir a seu bel prazer.

Não sei o que se passou na cabeça – e nos outros departamento da anatomia – de Ben e Tom mas desconfio que transar com a babá traga embutida uma relação de poder e de submissão.

Que pelo menos tenha sido bom para ela – além do mero lance de vaidade de uma foto no Facebook.

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12 ago as 14h12

 Eduardo Cunha: de raposa a fuinha

Eduardo Cunha é autoexplicativo.

Basta olhar para a cara dele para entender tudo. Ele com certeza descende daquele Amigo da Onça, personagem muy amigo criado pelo traço inesquecível do cartunista Péricles, do já bem falecido O Cruzeiro.

O Amigo da Onça, assim como o atual presidente da Câmara, guarda aquela expressão finória, de sorriso de canto de boca, olhares de esguelha, de quem está tramando alguma.

Deles sempre se pode esperar o pior.

No caso de Eduardo Cunha, a era digital lhe adicionou outro cacoete: ele está sempre tapando a boca com uma das mãos.

Ou quando fala ao celular ou quando fala com algum cúmplice.

Tem medo de que uma leitura labial desvende nele as suas piores intenções.

O que o torna ainda mais patético – e previsível.

Ao esconder o que fala, Eduardo revela instantaneamente o que pensa. Nem precisa de um decifrador de cérebro, de um expert em telepatia.

Eduardo Cunha ganhou fama de raposa entre seus pares. Olhem hoje para ele: isolado, acusado, irritado, clamando por vinganças e operando chantagens, ele não tem nada da agilidade esperta de um autêntico vulpídeo.

É apenas e tão somente um cara de fuinha.

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07 ago as 14h43

Fui bombardeado, nas últimas semanas, por uma avalanche de press releases apregoando as mais descabeladas ideias a propósito do Dia dos Pais.

Me incomoda o viés puramente comercial que ganhou uma data que devia ser só de amor e de encontro. Mas não chego a ser moralista a ponto de querer impedir os comerciantes de ocasião de aproveitaram os sentimentos alheios.

Me incomoda – mais que tudo –, me incomoda aqui dentro, intimamente, silenciosamente, a ausência de meu pai.

Faz oito anos que ele se foi – parece que foi semanas atrás.

Ele era o original, autêntico Nirlando Beirão – em relação a ele, este aqui, que subscreve as linhas, é um pálido subproduto.

Sempre disse que ele teria sido um péssimo jornalista. Era homem de uma candura comovente, de uma irritante boa fé, de um sentido ético em que só cabiam valores muito obsoletos, como a amizade, a ternura, a solidariedade.

Imaginem um filho agasalhado em ceticismo convivendo com um pai cuja fé no gênero humano era incondicional, inabalável.

A gente vive oprimido pelo triunfo da barbárie, da trapaça e da esperteza, mas o Nirlando Beirão de verdade, em sua doçura divertida, jovial, até ingênua, ia em frente, movido a otimismo e a paixão.

Às vezes, o entusiasmo dele chegava a se intimidar. Sou cauteloso com os arroubos de euforia. Mas, de todas as lições que meu pai me ensinou, a melhor – e mais arriscada – foi a de que não custa tentar seu feliz.

As pessoas o adoravam, e, tanto tempo depois, ainda o adoram. Graças ao verdadeiro Nirlando Beirão, hoje me consola a ideia de que, afinal, apostar no bem nemsempre é causa perdida.

Domingo, o vazio vai me golpear de novo o coração. Ao meu pai, não há o que possa substituí-lo.

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06 ago as 17h28

Foram os seis anos mais sanguinários – em número de mortos – desde que o ser humano, esta mimosa criatura, elevou sua coluna na face da Terra. 60 milhões de mortos, é o que se calcula. Pode ser que a intolerância religiosa tenha feito, ao longo dos séculos, mais vítimas (e ainda faz), no entanto a Segunda Guerra Mundial dificilmente será desbancada na sua contabilidade macabra.

Coroando a mortandade e inaugurando o apavorante espectro da era nuclear, a bomba de Hiroshima – lançada contra a sexta maior cidade japonesa exatamente 70 anos atrás. De imediato, 60 mil habitantes foram queimados vivos; um número dez vezes maior de pessoas arrastou ao longo da vida as sequelas físicas e emocionais do cogumelo atômico.

A Segunda Guerra produziu um crime monstruoso: o Holocausto, a monstruosa matança de seis milhões de judeus e dissidentes da barbárie nazi.

A bomba de Hiroshima é igualmente monstruosa, por mais que a mentalidade bélica dos que perpetraram essa atrocidade tente justificá-la como golpe de misericórdia em inimigos igualmente selvagens.

Hiroshima – e depois Nagasaki – não é para ninguém esquecer.

Acredito que, nos Estados Unidos, o país que efetivou a barbaridade, ainda exista muita gente orgulha da matança. Imagino os brucutus do Partido Republicano, esses Trumps e Bushes, sempre tão empenhados em exibir mundo afora, a custo de milhares e milhares de inocentes trucidados pela máquina de guerra made in USA, sua bravura de mentirinha.

Devem estar festejando hoje o massacre de 70 anos atrás – e não, como deviam, envergonhando-se dele. Chega de querer bancar a polícia do mundo.

Repito: este é um orgulho que dificilmente alguém irá tirar dos Estados Unidos; nenhum país há de bater esse seu recorde de covardia.

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05 ago as 16h53

A exaltação midiática do “chegou a vez do Lula”, excitada por denúncias atribuídas falsamente a delatores inconfiáveis e reanimada pela prisão do ex-ministro José Dirceu, engrossa o caldo do “fora, Dilma!”, movimento que é baseado não em acusações que legalmente levassem ao impeachment mas no fato de que a maioria do país não vai mais com a cara da presidenta da República e acha que isso é o suficiente para lhe dar o bilhete azul.

Dilma errou bastante na condução da política e da economia mas isso não justifica a triste manobra do “golpe paraguaio” – tramado pela pior malta da política suja, na ausência antes histórica dos milicos antidemocráticos e dos lambe-botas dos quartéis.

O que o afogueado tropel dos que torcem pela extinção política do tandem Lula-Dilma pretende é, na verdade, extirpar do cenário nacional todo e qualquer sentimento de esquerda, que o PT chegou a encarnar no passado e que acabou renegando miseravelmente, em nome de uma certa “governabilidade” e da real politik.

Não existe democracia sem uma esquerda forte, ativa e representativa.

Foi o tônus digamos assim “esquerdista” do primeiro governo Lula – ele que nunca leu Marx, nem Lênin, nem mesmo Gramsci – que fez avançarem as conquistas sociais mínimas e promover a incorporação de uma parcela de excluídos na sociedade brasileira.

No entanto, a direita – incluindo-se aí a mídia asseadinha, pretensamente progressista – nunca engoliu, por exemplo, a Bolsa Família.

É incrível o número de pessoas que se irritam com as migalhas que, do grande festim dos privilegiados, eventualmente caem na mesa dos pobres e miseráveis.

Por outro lado, essas mesmas pessoas não estão nem aí para os lucros extorsivos dos banqueiros, com a sonegação de impostos pelos que se dizem empresários e pela evasão de bilhões de dólares em contas secretas nos paraísos fiscais.

Os pobres, se socorridos, incomodam. A direita é socialmente darwinista: os fortes que sobrevivam, os fracos que se danem.

Os conservadores, cultores do pensamento único, não gostam de ninguém que pense diferente deles. Mas nos países de tradição democrática – que não é o caso de nossa República de Bananas –, os conservadores têm de conviver com seus rivais no saudável quadro de legalidade.

Aqui, o sonho agora escancaradamente desfraldado é acabar com o PT – no fundo, proscrever a esquerda do cenário político nacional. Uma ideia autoritária, fascista, antidemocrática.

A esquerda faz bem à democracia. Figuras de uma certa ex-esquerda negocial, como José Dirceu e Antonio Palocci, fazem muito mal à democracia.

 

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21 jul as 18h11

A gente sempre ouve crítica ao comportamento selvagem dos motoristas: o desrespeito às mais elementares regras de civilidade, a direção agressiva, o excesso de velocidade, o risco que os veículos motorizados expõe aos transeuntes desaviados.

Tudo bem, isso é verdade – muitas vezes, é.

Mas existe toda hoje toda uma iniciativa das autoridades em educar os motoristas. Cito, por exemplo, a prioridade para os pedestres nas faixas de cruzamento. Pelo menos em São Paulo os motoristas se domesticaram, em sua maioria.

Frequento rotineiramente a Avenida Paulista e começo a achar que é hora de educar... os pedestres.

A Paulista é uma artéria de robusto tráfego de ônibus e veículos. Ruas desaguam na avenida em cruzamentos que eventualmente não têm sinais de trânsito – mas têm faixas de pedestres.

Os carros param e esperam passar o fluxo. Os pedestres, porém, não estão nem aí quando se trata de dar passagem aos carros. Vem lá o fulaninho, um único pedestre, com o seu fone de ouvido, textando no celular, e jamais se digna a parar por um minutinho sequer para que o fluxo de carros passe. O carinha prossegue, impávido, com passinho miúdo e demorado, como se fosse o rei das ruas, o imperador do asfalto.

O mesmo acontece diante das garagens. São centenas de garagens que desembocam na Avenida Paulista. Não tem um único infeliz que conceda ao motorista agoniado, que espera pachorrenta para ter sua vez enquanto a multidão desfila à sua frente, o benefício de uma cortesia.

O pedestre, o oprimido do passado, é o opressor do presente. O tráfego não é só legislação, devia ser também um pacto de boas maneiras entre os cidadãos – os que caminham e os que pilotam.

Não é o que tem acontecido. E falo de um lugar isento e bem confortável : há cinco meses não boto a mão num volante.

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17 jul as 13h40

Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, tem razoável conhecimento da Bíblia, é o que ele apregoa. Deve, portanto, conhecer a natureza dos fariseus. Cunha, dois milênios depois, virou um deles. Professa com competência a arte da dissimulação e da farsa. Ele acaba de anunciar, em Brasília, com rufar de tambores, que rompeu com o governo Dilma.

Rompeu com o governo? Mas me respondam: quando é que Cunha foi governo? Como é que alguém pode ter rompido uma relação que nunca houve? Como é que a mídia entra tão facilmente assim na arapuca de mais um de seus incontáveis factoides?

Eduardo Cunha é um homem da direita selvagem que se elegeu presidente da Câmara, contra o candidato do governo, com o apoio da oposição e dos dissidentes conservadores da base aliada.

Foi saudado como herói da turma da bala e da bola, dos ruralistas e de todos aqueles que sonham em um dia restaurar a escravidão no país.

Podia ter sido uma piada de mau gosto assim como aquele passa-moleque que a oposição urdiu contra Lula, na figura do Severino Cavalcanti – outro presidente da Câmara eleito meramente pelo sentimento anti-PT (e, depois, derrubado por aqueles próprios que o tinham eleito).

Só que Eduardo Cunha é escorregadio, faceiro, cínico, conhece os mecanismos do regimento interno e contempla o apetite da corporação legislativa.

Era anti-PT desde criancinha, fez e faz tudo o que pôde para atrapalhar o governo Dilma e agora promove um jogo de cena ao ser pego com a boca na botija: uma modesta propina de 5 milhões de dólares vazada da Petrobrás.

A Operação Lava-Jato só poderá ser levada a sério se figuras como Eduardo Cunha forem parar na cadeia.

À noite, em cadeia nacional, com o apoio de um marqueteiro pago com o seu, o meu, o nosso dinheiro, vai tentar criar mais uma cortina de fumaça. Ele é muito útil aos fanáticos do impeachment. Dias atrás, foi visitar, junto com o imaculado Paulinho da Força, o ministro Gilmar Mendes, no STF. Gilmar é o porta-voz na mais alta Corte do Fora Dilma! Paulinho também está no golpe.

Quem é esse Eduardo Cunha para imaginar que vai nos tapear o tempo todo?

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