28 dez as 13h13

Diagnosticado câncer na tiroide de Cristina Kirchner. A presidente da Argentina vai ser operada dia 4.

Lula entra o ano na radioterapia por causa de um câncer na garganta.

Dilma Roussef, quando na Casa Civil, descobriu que tinha um câncer do sistema linfático.

Hugo Chávez, com cara de quem abusou dos corticoides, ainda se recupera de um tumor de próstata – que ele tratou em Cuba, não na Venezuela.

Fidel Castro há mais de cinco anos combate um câncer no intestino.

Fernando Lugo, presidente do Paraguai, teve de retirar em 2010 um linfoma de baixo grau na virilha.

As pessoas costumam dizer que o poder é afrodisíaco – e aí estão Silvio Berlusconi, Vladimir Putin, os irmãos Kennedy e todos os imperadores romanos que não nos deixam mentir.

Na América Latina, é diferente.

Na América Latina, o poder é cancerígeno. E o câncer é de direita.

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27 dez as 20h20

Em conjunto com a Rede Bandeirantes de Televisão, o Ibope tenta ressuscitar José Serra.

A emissora divulgou, nas brumas natalinas, uma pesquisa eleitoral em que o ex-governador, ex-ministro, ex-prefeito, duas vezes ex-candidato à Presidência aparece à frente de todos os demais postulantes à Prefeitura de São Paulo.

Serra teria 20% das intenções de votos, segundo o instituto do Sr. Carlos Augusto Montenegro (aquele que previu que Dilma Rousseff não tinha a menor chance de virar presidente da República).

Nem o Ibope nem a Band se interessaram em avaliar a rejeição dos candidatos.

O mais grave é que a pesquisa omite o nome do deputado Celso Russomano, do PRB – aquele mesmo que lidera em quatro das cinco projeções para a Prefeitura feitas por um instituto que não pode ser acusado de nenhuma parcialidade, o DataFolha.

Candidatíssimo, e líder na intenção de votos, Russomano sumiu, em ato de bruxaria explícita, da lista dos escolhidos do Ibope.

A, digamos, enquete deve ter sido comemorada pelo Departamento de Jornalismo da Band, ainda que a credibilidade dela seja igual a zero.

Serra é candidato a tudo desde o final da Primeira República e há sempre de ter um residual de renitentes apoios. Mas o que o Ibope e a Band fazem agora é tentar desajeitadamente retirar de Serra a estaca que o livro do Amaury Ribeiro Jr. – A Privataria Tucana – lhe cravou no peito.

PS: A propósito de bruxas, bruxarias e vampiros, este blog recomenda vivamente a leitura de The Witches (As Bruxas), do escritor inglês de origem noruguesa Roald Dahl.

Dahl foi um extraordinário autor de histórias infantis (A Fantástica Fábrica de Chocolates é um, entre muitos), assim como de arrepiantes contos de terror.

Tinha, portanto, algum trato com as bruxas e num dos capítulos do referido livro ela ensina: “Como reconhecer uma bruxa”.

É didático, claríssimo, e devia ser adotado em todas as campanhas políticas no Brasil por eleitores precavidos.

Estão lá os cacoetes mais evidentes das impenitentes agentes do mal: roupas pretas, perucas, carecas que coçam, sapatos largos que escondem pés medonhos – e por aí vai.

Identificar bruxas não é, a julgar pelo que escreve Roald Dahl, tarefa difícil.

Muito mais complicado será entender o poder com que certas criaturas do além conseguem enfeitiçar (atemorizar? chantagear?) os seres humanos mais vulneráveis – ou simplesmente cúmplices das mais perversas bruxarias.

É o que este blog se pergunta o tempo todo.

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26 dez as 12h06

Kim Jong-un, o novo homem-forte da Coréia do Norte, é apaixonado pelo Chicago Bulls desde os tempos de Michael Jordan e tem um fascínio pela Disneyworld.

Chegou a viajar clandestinamente para Disney do Tóquio em maio de 1991, na companhia de um irmão mais velho, Kim Jong-chol.

O caçulinha, hoje sucessor do pai Kim Jong-il, tinha 20 anos, fazia-se passar pelo coreano-brasileiro Joseph Pak e, segundo o jornal japonês Yomiuri Shimbun, portava passaporte da República Federativa do Brasil.

A Coréia do Norte não tinha – e ainda não tem – relações diplomáticas com o Japão. Daí o passaporte fajuto.

(Sempre me disseram que passaportes brasileiros, aqueles verdes, antigos, tinham alto valor no mercado negro porque podia ser facilmente falsificados, Eu achava que era lenda)

O irmão mais velho do novo manda-chuva, Kim Jong-nam (desculpem, os nomes são parecidos, aquilo lá é uma dinastia), quis imitar os dois irmãos e também desembarcou em Tóquio, em 2001, com identifidade falsa. Foi preso e despachado de volta. Com medo de incorrer na ira paterna por causa de sua idiotice, o primogênio preferiu se exilar na China e hoje, parece, se esconde em Macau.

É curioso perceber como o Mickey, a Minnie, a Branca de Neve e, claro, o Pateta são capazes de tocar os duros corações de filhos de ditador.

O que não consigo entender é porque os países que têm uma Disneyworld em seu território, em vez de barrar os irmãos Kim Jong, não trataram de acolhê-los de braços abertos e tapete vermelho.

Teria sido um jeito inteligente de começar a estabelecer uma política de boa vizinhança.

Um sujeito capaz de se enternecer quando assiste no cinema a morte da mãe do Bambi não pode ser de todo uma má pessoa.

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23 dez as 08h00

Há duas categorias no Brasil acima de qualquer lei: a dos juízes e a dos jornalistas.

Podem tudo – e para vigiá-los a sociedade não pode nada.

É fácil acusar os outros poderes das mais diversas falcatruas. É fácil, e é importante.

Legislativo e Executivo são diariamente escrutinados pelo faro de repórteres ávidos por uma denúncia. Colunistas propagam, sem provas, as mais clamorosas injúrias. Quando flagrados na má fé, argumentam que são os donos da verdade.

Mas quando se trata de esclarecer malfeitos praticados pelos juízes (corrupção ativa e passiva, mesmo nas mais altas esferas da Magistratura) ou pelos jornalistas (calúnias infundadas, fuzilaria moral, desinformação propositada), aí é um Deus nos acuda.

No caso da imprensa, o recurso é manjado: criticá-la é querer exercer a censura, é contariar a liberdade de opinião.

Existem leis que punem as contravenções da imprensa. Mas a imprensa é tão poderosa e tão estridente que estou para conhecer juiz com compostura cívica e coragem ética para enfrentar uma manchete desfavorável do Jornal Nacional ou do Estadão.

No caso da Justiça, até parecia que havia uma maneira de um país saber – e eventualmente punir – os crimes de toga. Existe um Conselho Nacional de Justiça com supostos poderes de investigar denúncias contra membros da corporação (nem pensar em Conselho Nacional de Jornalismo, né mesmo?).

O espetáculo que atualmente presenciamos é da blindagem dos suspeitos da magistratura construída por membros do mais alto tribunal. Investigar abertamente a Justiça é um ato de lesa-pátria, esperneam os protegidos do silêncio.

São 500 juízes e desembargadores – de 22 tribunais espalhados pelo país afora – que entraram no rol dos investigados pela Corregedora do CNJ: ministra Eliane Calmon.

O que fez o Supremo, na voz ilibada do ministro Marco Aurélio Mello? Decretou a censura das denúncias.

É como no livro A Privataria Tucana, do Amaury Ribeiro Jr. Em vez de se apurarem as gravíssimas acusações, tenta-se desqualificar o acusador.

As entidades da máfia, perdão, da classe agradecem.

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22 dez as 18h03

Nas páginas sempre amigas, aliadas, do Estadão de S. Paulo – clamoroso exemplo da imparcialidade da imprensa brasileira – o ex-tudo José Serra (ex-prefeito, ex-senador, ex-ministro, ex-governador, ex-candidato à Presidência) volta à tona, hoje, 22 de dezembro, como se nada tivesse acontecido.

Quer dizer, como se não o livro A Privataria Tucana, do repórter Amaury Ribeiro Jr., não tivesse destampado o esgoto da maior falcatrua da história recente da República, episódio no qual a famiglia Serra está muito bem representada.

Lá está Serra, na página 2 do Estadão, jornal solidário na censura ao livro do Amaury, desancando o governo Dilma.

Fala, inclusive, de corrupção.

É animador saber que Serra finalmente se interessa pelo assunto. Seria bom que ele, além de falar das maracutaias alheiras, pudessem explicar aquelas muito próximas a ele.

PS: ... e lembrem-se: faltam 365 para o mundo acabar (a data anunciada é 21 de dezembro de 2012)

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21 dez as 15h56

Daqui a um ano, exatos 366 dias (2012 é ano bissexto), o mundo vai acabar.

Parece que a previsão vem de um antigo calendário maia que, registre-se, ninguém nunca viu, nem mesmo o Mel Gibson daquele filme esquisitíssimo chamado Apocalypto.

No entanto, a profecia sinistra foi reavivada, me dizem, por um cientista respeitado e pela perigosamente proximidade de um asteróide denominado Eros 433.

Asteróides são uma ameaça contumaz ao planeta Terra – os pobres dos dinossauros que o digam. Foi aparentemente um desses viajantes rochosos do espaço que, ao mergulhar estrepitosamente num deserto do México, levantou uma poiera que cobriu o sol e, assim, dizimou todas as espécies de megatérios, pterodáctilos, tiranossauros e assemelhados existentes na superfície do planeta.

Mas a promessa de um meteoro Eros 433, apesar da virtual ameaça, é estimulante. Por que será Eros 433? Um planeta de costumes livres e soltos, habitados por seres desnudos entregues a todo tipo de atividade libidinosa?

Voltando à profecia: o fim do mundo está marcado para 21 de dezembro de 2012.

Quem viver, verá.

PS: já que o tempo está encurtando, começa aqui a reparar pequenas injustiças que cometi. Uma delas, gravíssimas, foi ter acusado, aqui neste meu blog do R7, o ex-prefeito Wladimir de Toledo Piza de ser... torcedor do São Paulo. Deixei-me levar pelas aparências, quer dizer, pelo nome. “Até pelo perfume de pós de arroz com alfazema do nome dá para adivinhar para quê time o dito cujo torcida”. Uma sobrinha-neta do ex-prefeito me escreve tomada por justificada perplexidade.

Diz ela:

“Wladimir de Toledo Piza, o dito cujo, era corintiano assim como toda a sua familia por gerações. Aliás, ele, assim como seu irmão, meu avô,Alarico désou uma Toledo Piza, mas que prefiro outros perfumes que nao sejam de pó de arroz nem alfazema,mas perfumes que deixam marcas de personalidade e identidade e que transformam o odor social, acho que você adivinhou erroneamente o time do coração do meu parente e sugiro que pesquise melhor sobre esse grande homem, com uma visão política muito interessante para a época. Um abraço perfumado e corintiano.

Ana Luiza de Toledo Piza Soares”

Ficam aqui minhas mais sinceras desculpas aos Toledo Piza.

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19 dez as 18h14

É uma injustiça, gente, dizer que o Pelé é pé-frio.

Ali contra o Barcelona não havia mandinga que desse certo.

Nuestros hermanos arrrentinos estão pegando no pé dele, às gargalhadas, porque o Pelé disse que o Neymar é melhor que o Messi.

O Rei já disse coisas piores. Teve uma época – décadas atrás, minhas crianças – em que ele encasquetou que o melhor jogador brasileito era um certo Arilson, ponta esquerda do Flamengo.

Era Arilson pra cá, Arilson pra lá.

Pelé tem um travo contra qualquer um que tenha ameaçado sua hegemonia de craque número 1 de todos os tempos. Não precisava, ele é incontestável. Mas não se justifica o menosprezo dele pelo Maradona, pelo Romário, pelo Ronaldo.

Falta a ele a grandeza que teve entre as quatro linhas.

Vou me aventurar a uma heresia: Pelé sabia tudo de futebol dentro do gramado, mas não entende nada fora dele.

São duas coisas diferentes, acho eu.

O Falcão foi craque dentro de campo, nunca conseguiu ser um treinador inspirado.

O Felipão e o Luxemburgo bateram uma bola medíocre, mas são técnicos de sucesso.

(De novo, a exceção vem do Barcelona: Pep Guardiola foi um meio-campista de raro talento)

Longe de mim querer cassar do Pelé o direito de falar o que bem entender. Inclusive as maiores besteiras.

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16 dez as 11h33

christopher hitchens 370x278 Hitchens foi aquilo que Paulo Francis tentou ser

É, repito: Christopher Hitchens foi tudo aquilo que Paulo Francis gostaria de ter sido e jamais conseguiria ser.

Era inglês, intelectual de fino trato, trotskista de butique, provocador refinado, extraordinário ensaísta e o sujeito que mais entendia de George Orwell em todo o mundo – Orwell, aquele de 1984 e da Guerra dos Bichos.

Paulo Francis bem que se esforçou, mas embora seu ego fosse infinito, seus recursos eram limitados.

Hitchens morreu esta madrugada, aos 62 anos, em Houston, Texas, onde se tratava de um insidioso câncer de esôfago. Quando soube da doença, pouco mais de um ano atrás, Hitchens dedicou a ela, na Vanity Fair, onde era colaborador fixo, as mais comoventes e inspiradas páginas desde Susan Sontag – que também morreu de câncer, em 2004.

Sou um contumaz leitor de Orwell – gosto especialmente de seus ensaios e escritos jornalísticos – e entendo porque Hitchens se apegou tanto a ele.

Excelentes escritores, ambos, tiveram uma juventude de esquerda (Orwell foi simpatizante da causa republicana na Espanha e sobre esse tema escreveu o vibrante Homenagem à Catalunha), mas acabaram se desvinculando de qualquer compromisso doutrinário ou partidário.

As piruetas ideológicas de ambos eram meio exasperantes, mas a inteligência deles desculpava as derrapadas. Essa, aliás, é a ideia que tenho de tolerância.

Fiquei bastante bronqueado com Hitchens quando ele defendeu a invasão do Iraque, em 2003. Eu estava morando em San Francisco, na Califórnia e, certa noite, entrei numa longa fila para assistir um debate entre ele e o jornalista Eric Alterman no grande auditório da Universidade de Berkeley.

Berkeley foi o epicentro da agitação estudantil nos anos 60 (é bom lembrar que Oakland, ali vizinha, foi o berço do Black Power). Hoje é um reduto do pensamento conservador e a platéia refletia isso (nem toda a Califórnia é aquele paraíso liberal que o pintam).

Ali, naquele momento, a maioria estava a favor de mandar “our boys” para caçar Saddam Hussein. Our boys, quer dizer, os filhos dos outros: os negros, os chicanos, os imigrantes que formam hoje a maioria das Forças Armadas dos Estados Unidos.

Hitchens era um entertainer, fez uma meia dúzia de piadas, exibiu parte do arsenal de seu cinismo mas não se deu bem no confronto com o discreto e minucioso Alterman.

Teve de pagar o preço de se levar pelo sabor da provocação – e pela vaidade intelectual – e se alinhar com um pateta como George Bush.

Dias atrás, trocou correpondência com o ator Stephen Fry e, no que parecia uma tentativa de editar o seu próprio obrituário, pediu ao amigo: “Menos Iraque, mais Bósnia”.

(Também fora um empolgado defensor da intervenção na guerra dos Bálcãs).

Nos últimos anos de vida, Paulo Francis aproximou-se de Fernando Collor e de Paulo Maluf. Ateu, Christopher Hitchens fez questão de se distanciar ainda mais de Deus. Guardou alguma coerência.

Irônico que Hitchens tenha morrido poucas horas depois do governo americano anunciar a retirada das tropas do Iraque.

Retirada sem glória e sem vitória.

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15 dez as 18h21

A bolha furou e a Folha de S. Paulo, a propósito do livro A Privataria Tucana, fez – fingindo ser uma reportagem – uma desajeitada defesa de José Serra na edição de hoje, quinta, 16.

Sem assinatura, contrariado o Manual. Indica que se trata de obra coletiva. Ou, quem sabe, trabalho solitário – da instancia superior.

Imagino o constrangimento das pessoas de bem que trabalham lá – e também que trabalham nos veículos onde a censura ao livro do Amaury Ribeiro Jr. continua imperando.

Cadê os Catões de plantão? O Janio de Freitas? O Elio Gaspari? A irritação deles é seletiva?

Repito: a imprensa brasileira, essa que vocês sabem qual é, não tem mais autoridade moral de fazer uma só denúncia contra ninguém. Nem contra o Fernandinho Beira-Mar.

O livro do Amaury retira outra tampa no esgoto da corrupção no Brasil: a gente está sempre acusando os corruptos, mas nunca menciona os corruptores.

A Privataria Tucana os nomeia, com nome e sobrenome.

São nomes imponentes, influente$ -- enfim, membros da curriola.

A omertà, a lei mafiosa do silêncio, os protege.

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14 dez as 12h09

Continua a contagem regressiva: A Privataria Tucana (Geração Editorial, 343 páginas) saiu na sexta passada, dia 9, e até agora nenhuma linha nos chamados grandes órgãos da imprensa.

Quase uma semana, e nada.

Trata-se do maior escândalo da História recente do Brasil, o da privatização das teles, contado em minúcias e fartamente documentado, e o silêncio continua.

Filha, genro e amigos do José Serra são os protagonistas da trama – que envolve propinas, fundos off shore, lavagem de dinheiro e otras cositas más.

O que terá acontecido a veículos tão ansiosos em divulgar denúncias contra políticos e instituições que não fazem parte da lista dos queridinhos?

Vão levar meses checando a procedência ou não da papelada levantada pelo repórter Amaury Ribeiro Jr.?

Por que não têm a mesma cautela quando atingem a honra dos adversários com denúncias apressadas?

Estarão dispostos, os jornalões, as revistas e a Rede Globo, a censurar para sempre o dossiê, a carregar a bomba no colo, como fizeram aqueles dois perigosos patetas do Riocentro?

Vão fingir que nada ocorreu?

Continuam achando que o que não sai no Jornal Nacional não aconteceu?

Têm o rabo preso com os acusados?

Tentarão desqualificar o Amaury?

Confiarão no esquecimento coletivo?

Será que os barões da mídia – os de Limeira, os de Louveira, os da Marginal, os da Vênus Platinada e os outros suicidas da reputação – estão dispostos a rifar o pouco que lhes resta de credibilidade?

OS: a Folha de hoje, quarta, 14, requenta o mensalão na manchete. Elio Gaspari acusa o Fernando Pimental. E la nave và.

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