26 dez as 12h06

Kim Jong-un, o novo homem-forte da Coréia do Norte, é apaixonado pelo Chicago Bulls desde os tempos de Michael Jordan e tem um fascínio pela Disneyworld.

Chegou a viajar clandestinamente para Disney do Tóquio em maio de 1991, na companhia de um irmão mais velho, Kim Jong-chol.

O caçulinha, hoje sucessor do pai Kim Jong-il, tinha 20 anos, fazia-se passar pelo coreano-brasileiro Joseph Pak e, segundo o jornal japonês Yomiuri Shimbun, portava passaporte da República Federativa do Brasil.

A Coréia do Norte não tinha – e ainda não tem – relações diplomáticas com o Japão. Daí o passaporte fajuto.

(Sempre me disseram que passaportes brasileiros, aqueles verdes, antigos, tinham alto valor no mercado negro porque podia ser facilmente falsificados, Eu achava que era lenda)

O irmão mais velho do novo manda-chuva, Kim Jong-nam (desculpem, os nomes são parecidos, aquilo lá é uma dinastia), quis imitar os dois irmãos e também desembarcou em Tóquio, em 2001, com identifidade falsa. Foi preso e despachado de volta. Com medo de incorrer na ira paterna por causa de sua idiotice, o primogênio preferiu se exilar na China e hoje, parece, se esconde em Macau.

É curioso perceber como o Mickey, a Minnie, a Branca de Neve e, claro, o Pateta são capazes de tocar os duros corações de filhos de ditador.

O que não consigo entender é porque os países que têm uma Disneyworld em seu território, em vez de barrar os irmãos Kim Jong, não trataram de acolhê-los de braços abertos e tapete vermelho.

Teria sido um jeito inteligente de começar a estabelecer uma política de boa vizinhança.

Um sujeito capaz de se enternecer quando assiste no cinema a morte da mãe do Bambi não pode ser de todo uma má pessoa.

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