A gente vive, na virada do ano, a fantasia de notáveis propósitos, como se o Ano-Novo (ou Ano Bom, como dizem os franceses, num otimismo incompatível com sua habitual índole) fosse purificar a humanidade com a aragem de uma Mega-sena espiritual.
Aí, começa o Big Brother e não há como não amargar a impressão de que nada irá mudar, em 2012, nem mesmo o repertório de piadas constrangedoras do Pedro Bial.
Bial, o BBB, as tragédias do verão tropical, a mediocridade das primárias do Partido Republicano onde cada pateta tenta dizer que é mais conservador e mais insensível do que o outro – e, para completar o quadro de desolação, o anúncio da aposentadoria do Marcão, goleiro do Palmeiras e da seleção.
Marcão aprontou várias contra o meu time, mas ele é o tipo de sujeito pelo qual ninguém – repito, ninguém – deixa de ter respeito, quando não admiração.
Na sua espontaneidade simulada de capiau, ele é dono de uma profunda sabedoria. Ao contrário de outros chatos que andam por aí, pavões enfatuados sob as traves, o Marcão se despede na hora certa e sai de cabeça erguida.
A julgar pela amostra dos seis primeiros dias, teremos aí um 2012 pra lá de chocho. Confesso que custei a buscar certa energia para recomeçar o ano aqui neste blog.
Nem daquelas mortandades gratuitas que alimentam a gana dos americanos e de seus aliados o ano será bem servido. As ameaças contra o Irã são jogo de cena e mera guerra de nervos para requentar o calendário eleitoral.
Os brucutus belicosos terão de se contentar, em 2012, com as pancadarias do Ultimate Fight.
E a principal novidade do cenário internacional, sou obrigado a dizer, deve ser a reeleição de Barack Obama.
Ruim com ele, pior sem ele.
Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7











