A gente sabe, faz tempo, que o personagem mais expressivo daquele amontoado de pit bulls e saradonas que atende pelo nome de BBB é o edredom.
É, de longe, o elemento mais sensível e com maior senso de dramaturgia em meio àquela agarração descerebrada, frenética maratona de amassos.
Sem o edredom, o Big Brother Brasil não é nada. O BBB pode passar sem o Pedro Bial, mas não sem o edredom. O edredom encobre a cupidez dos personagens, mas, sobretudo, aguça a fantasia dos espectadores.
O BBB 12 reitera agora a vocação do edredom de verdadeiro protagonista da farsa. O esfrega-esfrega de um dos brothers com a sister aparentemente embriagada – e talvez ferrada no sono – se passa, claro, por baixo do pano.
O brother – cujos 15 minutos de fama mal duraram uma semana – foi expulso da casa por conduta “inapropriada”. O edredom continua lá, imune a qualquer punição.
Brothers e sisters se calam. Bial perdeu a piada. O edredom apenas espera a hora de voltar à cena, presidindo aquele festival infantiloide de vulgaridade e de exibicionismo.
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