O crescimento do PIB americano, em 2012, deve ser superior ao do PIBinho brasileiro – e olha que dizem que a economia dos EUA ainda não saiu da recessão.
Os sabichões da mídia dizem que o mal resultado, aqui, se deve à atrofia da indústria, ano após ano.
Os sabichões, naturalmente, acusam o governo. A carga tributária. A legislação trabalhista (como se ainda existe o mais remoto sinal dela). O tal custo Brasil. O câmbio. Etc etc etc. Sobra até para aquela mãezona que é o BNDES.
Ninguém cobra nada dos próprios industriais e da própria indústria. Que é morosa, covarde, sem competitividade, pouco criativa.
Basta olhar em volta e ver o nível das lideranças industriais. Os cartolas do futebol não fazem feio se comparados a eles.
Há áreas interessantes na indústria brasileira. Penso numa empresa como a Embraer, capaz de competir em escala mundial num universo altamente competitivo.
Mas é uma exceção.
O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, escreveu domingo na Folha: “Uma série de medidas de estímulo à economia foi adotada no Brasil, mas os investimentos ocorrem em ritmo e forma inferiores ao desejado”. Tenta investigar o por quê da desconfiança dos empresários. Não conseguiu responder.
Não sou um sabichão da economia. Só gosto de fazer perguntas.
Por que o Brasil não é, na indústria, uma Coréia do Sul? Por que não estamos na vanguarda na tecnologia do celular, da eletrônica, do automóvel?
Por que é que o único produto made in Brazil com aceitação realmente universal são as sandálias Havaianas?
Troco fácil toda a turma da Fiesp por um só diretor da Samsung ou da LG.
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