12 dez as 08h38

O aqui assinado não passou de alguns meses num cursinho de Economia (a matemática é incompatível com meus parcos recursos mentais).

Assim sendo, fica mais fácil trafegar pelos caminhos da macroeconomia com uma tranquilidade ingênua que os comentaristas sabichões – aqueles a quem as crises econômicas sempre pregam surpresas e passam rasteiras – não conseguem ter.

(Alguém já disse que a economia é coisa séria demais para ser deixada nas mãos dos economistas – e para os comentaristas de jornais, acrescento)

Exemplo:  li no Estadão uma manchete anunciando que “em seis anos, tesouro injetou R$ 390 bi em bancos públicos para estimular crédito”.

A matéria é emburradinha, típica do Estadão, como se o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica estivessem praticando algum atentado à livre empresa, como se o Estado estivesse exorbitando de suas atribuições.

Aí me lembrei desses impostômetros que a gente vê aí pela paisagem do big business, na fachada da Associação Comercial, na porta da ABIT (a associação dos industriais têxteis), agora até mesmo no vão do Museu de Arte de São Paulo, o MASP.

Os impostômetros medem o dinheiro arrecadado pelo poder público. Sempre me deram a impressão de extravasar um sentimento típico do empresariado brasileiro: eles são contra imposto em princípio, se não fosse a Receita Federal e a PF eles tratariam de sonegar.

Leio a manchete do Estadão e fico sabendo que enorme parte desses tributos arrecadados pelo governo volta para irrigar os investimentos da iniciativa privada.  Então, estão se queixando de quê?

Se os números do investimento são pobres, não dá para culpar só o governo. Cadê a iniciativa da tal iniciativa privada? Por que a indústria brasileira, com raríssimas exceções, é tão ineficiente, tão pouco competitiva?

Como não entende dos meandros da economia, continuo perplexo com algumas coisas. Qual é a marca brasileira de manufaturado que de fato alcançou prestígio internacional?

Ressalvo a Embraer e seus jatos, mas sinto que, para o mundo, Brasil não vai além das sandálias Havaianas.

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"Bancos públicos liberam bilhões para investimento. Por que a economia não avança?"

12 de December de 2012 às 08:38 - Postado por drdelima

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