04 abr as 12h14

 Eleições 2018: procura se um fenômeno

João Doria durante a campanha à prefeitura, em 2016 (Foto: Divulgação)

Tem gente, da ala conservadora menos furiosa e mais escovadinha, que acha que o cara é o João Dória e que ele pode repetir, na eleição presidencial de 2018, o fenômeno da eleição para prefeito de São Paulo – que ele levou já no primeiro turno.

João Dória é um tremendo de um marqueteiro, conhece todos os códigos da comunicação de massa, é um incansável criador de factóides – e tem um apetite enorme pela política, na qual milita, de um jeito e de outro, desde 1985, mas sempre passando a ideia de que é o antipolítico, ou um político de cara nova.

Talvez seja apressado apostar todas as fichas num sujeito que mal assumiu um cargo difícil e desgastante – e que tem tanta pinta de paulista riquinho, o que o Brasil tem enorme dificuldade de engolir.

Como as delações da Lava-Jato fizeram terra arrasada com os sonhos dos políticos tradicionais de TODOS os partidos, a começar pelo Aécio Neves, que, ao perder em 2014, foi quem desencadeou isso tudo, a aposta geral é que o futuro presidente será um sujeito desvinculado do atual cenário politico-partidário.

A Folha, alinhada com Doria, cometeu a imprudência de açular a ambição de Luciano Huck, que, aqui para nós, tem muito mais visibilidade nacional do que o Doria.

Huck deixou claro que, se o cavalo presidencial passar selado à sua frente, ele pula em cima.

Roberto Justus também já se colocou à disposição, amparado pelo exemplo de outro animador do Aprendiz, o original, que se deu bem numa eleição: Donald Trump.

Por trás de tudo há a crença de que o eleitor vai se deixar levar, em 2018, nos índices do Ibope – e não pela trajetória política do presidenciável.

Duas cositas:

1 – ser bom de audiência não significa ser bom governante.

2 – vai ser preciso combinar com o Lula (a menos que o juiz Moro, que só pensa nisso, venha a cortar o mal pela raiz, o que pode incendiar o país).

De todo modo, fico esperando para ver qual será a reação do Silvio Santos. Deve pensar: se for assim, por que não eu?

http://r7.com/LtgK

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"Eleições 2018: procura-se um fenômeno"

4 de April de 2017 às 12:14 - Postado por Odair Braz Junior

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