05 abr as 14h31

O tema do abuso sexual deu um passo à frente, no Brasil, esta semana.

O episódio que envolve o ator José Mayer, por dolorido que seja, deixa lições importantes para o futuro. Aliás, para o presente.

Não é porque o sujeitinho é um figurão do elenco da Globo que ele pode ir por aí ostentando, com grosseria, suas credenciais de garanhão.

Até esta semana pode ser que ele confiasse no álibi da fama e no acobertamento dos coleguinhas de emissora. Não pode confiar mais. Nenhum deles – e não só o José Mayer.

Mais educativo ainda: não é porque a vítima da violência machista é uma jovem figurinista, e não uma estrela do primeiro escalão, que ela teria de curvar ao peso da hierarquia e ficar calada, submissa, sofrer em silêncio sua humilhação.

Ela não ficou – e, é bom reconhecer, foi ouvida. Esta é a grande surpresa. A solidariedade que lhe prestou o star system da emissora também é de certa forma uma novidade.

O ponto é: o abuso sexual costuma ser encoberto pelos escalões de mando. É muito comum – e não só nos ambientes da tevê e do showbiz.

Ninguém presta atenção se quem reclama é uma pobrezinha. Seria um estardalhaço se acontecesse com uma figura notória.

Infelizmente, ainda prospera a intolerância de uns tantos, especialmente nas redes sociais, na justificativa odiosa de que “ele provocou”, ou de que “alguma, ela fez”.

O machismo não precisa de incentivo. Ele tem vida própria, é uma ervca daninha, pestilenta.

Felizmente, as mulheres aprendem a se defender. Todas elas – independente do que diz o crachá e o holerite.

http://r7.com/c6Of

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"Caso José Mayer: figurinistas também merecem respeito"

5 de April de 2017 às 14:31 - Postado por Odair Braz Junior

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