15 mai as 07h13

34609696186 2c17826030 z Temer: quanto mais impopular, melhor?

Michel Temer durante entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo

O presidente Temer, todo risonho, todo pimpão, se presta a uma orquestrada operação publicitária para, a seu jeito, lembrar um ano de seu discutido governo.

Chegou a dizer ao Estadão – que lhe concede honras de estadista – que está tão certo do sucesso de sua administração que um dia ficará com saudades do “Fora Temer”.

Promete milagres contra o desemprego graças a uma política de precarização do emprego e de austeridade escorchante. Jura que está falando sério.

Na primeira vez que reuniu em Palácio o tal Conselhão de notáveis, reconfigurado a sua feição, ouviu de um bombástico conselheiro, o publicitário Nizan Guanaes, um conselho de que não deve ter se esquecido: que ele, Temer, deveria aproveitar sua impopularidade abissal para ser mais impopular ainda. Ou seja, promover as reformas difíceis de serem engolidas pelo populacho.

Previdência, CLT, essas besteirinhas que só atormentam os que estão no andar de baixo da sociedade.

Nizan Guanaes deve ser leitor de Maquiavel. O raciocínio é brilhante: ser impopular é o único jeito de não prestar atenção ao que diz, quer e revindica o povo. Ser impopular é seguir a cartilha ditada pelos setores que não estão nem aí para a plebe rude.

Nove por cento dos brasileiros acreditam em Michel Temer e em seu governo. Aos outros 91% ele pode impor a maldade com um requinte que talvez só Maquiavel imaginasse – e que o Nizan haverá de aplaudir de pé, com aquela sua exuberância baiana.

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"Temer: quanto mais impopular, melhor?"

15 de May de 2017 às 07:13 - Postado por tccardoso

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