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JK e “a sétima fortuna do mundo”. Como nasce uma injustiça

Postado por Odair Braz Junior em 18 de julho de 2017 às 15:05 em Sem categoria | Nenhum comentário

 

Juscelino Kubitschek governou o Brasil debaixo de pancadaria. A imprensa era radicalmente hostil ao mineirinho faceiro que começou a vida como telegrafista e, formado em Medicina, entrou na política meio por acaso. Ali, o “presidente bossa-nova” revelou vocação tanto para o diálogo quanto para a ousadia. Virtudes intragáveis pelos asas-negras da intolerância e do mau humor.

O bombardeio que Lula e o PT receberam foi menor do que o sofrido por JK mesmo porque, cumprindo promessa de campanha, coisa rara, como se sabe, o presidente eleito ainda foi cutucar o provincianismo da antiga Corte ao mudar a capital para Brasília. Desaforo imperdoável, chiou a poderosa imprensa carioca, com O Globo na dianteira (era só uma coincidência – não é? – o fato de que o dr. Roberto Marinho torcesse para a construção não de uma nova capital, mas de um novo centro administrativo, ali na Barra e em Jacarepaguá onde tinha adquirido vastas porções de terra).

Juscelino se apresentou para disputar a eleição presidencial de 1955 sob intensa fuzilaria. Era, de certo modo, o herdeiro eleitoral do getulismo, embora viesse do conservador PSD de Minas. Acusavam-no de ter o apoio dos comunistas.

Carlos Lacerda, o mais histérico dos opositores, bradava: JK não pode concorrer; se concorrer, não pode ganhar; se ganhar, não pode assumir; se assumir, não pode governar.

O Brasil, como se vê, adora um replay.

JK venceu, governou (sitiado de intrigas) e passou a faixa presidencial a seu descabelado desafeto e sucessor, Jânio Quadros. Não era um estadista de primeira linha mas foi um democrata au grand complet.

A oposição agourenta e invejosa espalhou que ele inventou a inflação no Brasil e que saiu do governo com a sétima maior fortuna do mundo. Tinha até a história maliciosa e nunca comprovada de um triplex em Ipanema.

JK morreu pobre. A UDN inimiga se locupletou na ditadura militar que logo ajudaria a implantar.

Hoje teria sido fácil neutralizar JK. Bastaria um juiz de província para tirá-lo da eleição.

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