09 ago as 12h04

Amazonino Mendes e Eduardo Braga são as caras novas que a política brasileira, após tantos sobressaltos e solavancos, andou prometendo trazer à cena.

Pelo menos no Amazonas – onde a cassação do governador pela Justiça Eleitoral abriu vaga para a propalada renovação que tanto se promete.

Amazonino Mendes teve dois mandatos de prefeito de Manaus e três de governador do Estado.

Eduardo Braga tentou três eleições para o governo, ganhou duas, elegeu-se senador pelo PMDB e daí foi guindado pela presidente Dilma, em seu segundo e breve mandato, à função de ministro das Minas e Energia.

Quando o Senado votou o impeachment de Dilma, por causa das tais pedaladas, Braga não compareceu. Alegou que estava muito doente.

Quando Amazonino disputou e perdeu, quem venceu foi Braga. Quando Braga disputou e perdeu, quem ganhou foi Amazonino.

Ou seja, só mesmo São Paulo tenha na política uma oligarquia tão duradoura quanto a do Amazonas. Amazonino e Braga são bem rodados. No momento em que voltam a disputar uma eleição, um contra o outro, são brindados com o voto popular e chegam ao segundo turno.

A sério: pode parecer paroquial essa eleição no Amazonas mas ela manda um triste recado para os iludidos da política. 2018 vem aí, com a expectativa de um enxame de caras novas – mas quem garante que o desencanto com o que está aí não acabe levando o eleitor a se eximir de qualquer responsabilidade cívica?

O cidadão cansado e desiludido pode acabar de novo jogando seu voto na lixeira da História. E, depois, passar o tempo culpando “os políticos de Brasília”.

Que, como se sabe, é a gente quem bota lá.

http://r7.com/vhcd

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"No Amazonas, começa a renovação. Eu disse renovação?"

9 de August de 2017 às 12:04 - Postado por Odair Braz Junior

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