05 set as 14h51

Se a psicanálise não tivesse nascido na Áustria, com o dr. Freud, os argentinos a teriam com certeza inventado.

A impressão que fica é que todo argentino e toda argentina em algum momento deitou no divã para chafurdar nos abismos de seu inconsciente. Não é por acaso que a Argentina é uma nação com tal voltagem emocional.

A esperada, compreensível exceção veio na semana passada anunciar que ele também se submeteu aos cuidados de um doutor da alma. Vocês leram: o papa Francisco.

Ele contou que frequentou por seis meses um consultório de psicanálise. A imprensa descobriu quem teve a responsabilidade de assistir o cardeal Bergoglio: foi uma mulher e judia.

O papa explicou que esteve lá para “esclarecer algumas coisas”.

Francisco, pelo visto, nunca teve constrangimento algum em quebrar os paradigmas e os cânones. A psicanálise é uma doutrina fundada por um ateu e profundamente calcada na análise da sexualidade dos pacientes. O establishment religioso sempre a encarou com repugnância.

O papa argentino é uma caixinha de surpresas. Qual será a próxima? Anunciar que não é católico ou que não acredita em Deus, como sugerem os adversários dele na Cúria Romana?

http://r7.com/XhJA

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"O papa no divã: qual será a próxima surpresa?"

5 de September de 2017 às 14:51 - Postado por tccardoso

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