12 set as 12h17

betsy1 O estupro é igual à tortura: não tem “outro lado”

Betsy DeVos, ministra da educação dos Estados Unidos

No governo Trump, você não precisa ser homem para ser machista e admitir a violência contra a mulher.

A ministra da Educação, Betsy DeVos, está às voltas com graves acusações de abuso sexual em universidades públicas e particulares. Parecia seriamente interessa em apurar.

Dias atrás, Ms. DeVos deu a escorregada fatal. Falando a uma platéia acadêmica, afirmou que vai ser firme em sua decisão “depois de ouvir os dois lados”.

Ou seja, ela acha que os estupradores merecem ser levados em conta. Que o carinha que violenta uma mulher, que abusa de sua fragilidade, que emprega covardemente sua superioridade física está no mesmo patamar jurídico da vítima.

Foi o que o Brasil fez com os torturadores da ditadura. Algozes e vítimas tiveram o mesmo tratamento sob a letra fria da lei da anistia.

O habitual argumento que introduz a absolvição dos covardes é a de que a mulher abusada de alguma forma induziu a violência contra si mesma. É o que pensam os brucutus do governo Trump. É o pensa até mesmo a senhora DeVos, que o serve.

Aqui no Brasil não é muito diferente – e não é só a família Bolsonaro que pensa assim. Um articulista da Folha, cujo conservadorismo paleozóico vem disfarçado em partículas de pensamento pseudocientífico, criticou dias atrás aqueles e aquelas que denunciam uma “cultura do estupro” no Brasil.

Para o dito-cujo o que há são fatos isolados. Só faltou repetir o mantra de que a culpa da truculência é das Evas sedutoras.

http://r7.com/ZpMK

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"O estupro é igual à tortura: não tem “outro lado”"

12 de September de 2017 às 12:17 - Postado por Odair Braz Junior

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