13 mar as 06h00

É a pior coisa que pode nos acontecer: um Papa cosa nostra.

Ele vai se achar no direito de imiscuir em todos os assuntos políticos, econômicos, sociais, morais do país – não nos vai dar a menor paz.

Especialmente se for – como sugere a cobertura da imprensa canarinho, com atitude de arquibancada de futebol – Dom Odilo Scherer.

Como cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Odilo já faz o que pode para atacar aqueles com quem ele não se identifica ideologicamente. É um mestre na politicagem de bastidores.

Quero dizer, ataca os partidos e os líderes que acham que os pobres não têm que esperar a vida eterna para encontrar algum consolo. Governos cuja prioridade é combater a pobreza – isso ele acha um absurdo, uma demagogia populista.

É radicalmente intolerante para quem não pensa como ele (e quem pensa como ele, atualmente?)

Na última campanha eleitoral em São Paulo, soltou suas obscurantistas tropas em apoio a José Serra. Perdeu e  fingiu depois ter sido um magistrado, olímpico, isento. No gênero, o Padre Marcelo Rossi pelo menos foi mais sincero.

Dom Odilo é profundamente reacionário. Não por acaso está sendo tido como o candidato da Curia Romana – o estamento eclesiástico que quer que tudo fique como está.

Não se enganem: ele não é o candidato da América Latina, ou do Terceiro Mundo, berço de tantas desigualdades.

Dom Odilo é o homem de conchavo, daquela corriola vaticana que tanto fez que obrigou o Papa Bento XVI a renunciar.

No Brasil, a mídia brasileira torce (e destorce) para ele. Como se o Papado fosse uma partida de futebol.

Bem ou mal, o Brasil segue em frente. Não precisa que ninguém com propensão messiânica, milenarista, venha lhe ensinar o caminho.

 

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12 mar as 19h25

Joaquim Joaquim Barbosa se lança candidato a presidente

Nisso, o Elio Gaspari, jornalista-torcedor com coluna na Folha e no Globo, tem toda a razão: o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, é mesmo candidato a presidente da República.

Por ora, candidato dele mesmo, e talvez do Elio Gaspari.

(O Elio erra ao dizer que Joaquim Barbosa é o Barack Obama do Brasil. Não chega aos pés)

O “mensalão˜ foi uma extraordinária tribuna para o ministro. A imprensa passou a tratá-lo como “o redentor da Pátria”. Barbosa, do alto de sua modéstia, acatou e agradeceu.

Como escrevi aqui neste blog, ele anda agora atacando os jornalistas. Truque velho de Janio Quadros – outro moralista de fachada. Joaquim Barbosa se tem em alta conta ao buscar essa comparação. Janio era um pilantra, mas era um gênio.

Ontem, o dr. Joaquim aproveitou os spots e microfones para atacar os banqueiros. Disse que eles não são rigorosos na questão da lavagem de dinheiro.

Não são mesmo. Mas é curioso que o ministro do STF – e não a polícia – é que tenha de cuidar disso.

Atacar banqueiros é agenda eleitoral.

Joaquim Barbosa tenta se esmerar em seu teatrinho de paladino da ética. Faz cara feia para que acreditem. Mas atores amadores são fáceis de ser desmascarados.

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12 mar as 07h30

Evita Perón foi uma guerreira em vida. Custou encontrar a paz depois da morte.

Ela morreu aos 33 anos, vítima de um câncer atroz, em 1952. Era tão adorada que o féretro requisitou todas as flores disponíveis, de Porto Alegre, RS, até a Patagônia.

Rainha dos descamisados, foi ela quem deu ao governo de Perón uma tintura social e um compromisso com os excluídos (antes de conhecê-la, Perón era um típico milico da Latinoamérica, tinha chegado a flertar com os nazifascistas do Eixo).

A morte dela foi uma comoção.

Perön decidiu perpetuá-la na morte. Convocou o espanhol Pedro Ara, o maior expert em embalsamamento do mundo.

O Dr. Ara levou meses trabalhando. Produziu uma obra prima.

Reis, revolucionários, santos, papas – você nunca embalsama só um corpo, mas também um símbolo, um mito, uma história. Com Evita não seria diferente.

Embalsamados, os mortos passam a habitar locais propícios à peregrinação. Apesar de tentativa sem contrário, Lenin está até hoje, 89 anos depois de sua morte, no mausoléu da Praça Vermelha, em Moscou.

Hugo Chávez terá também seu mausoléu em Caracas. Ele, assim como Evita, carregou em vida o estigma de “populista”. Na América Latina da mídia oligárquica, “populista” é quem governa em benefício do povo – não dos interesses dos Estados Unidos.

Evita teve de esperar 24 anos para descansar. O golpe de Estado do general Pedro Aramburu, em 1955, arrancou Perón do poder, forçando-o ao exilio.

O corpo de Evita foi confiscado e o que aconteceu depois foi uma louca sucessão de mistérios, vinganças, incidentes e até manifestações de necrofilia explicita.

Os militares esconderam Evita para evitar que ela virasse objeto de culto.

O general Pedro Aramburu pediu ao coronel Carlos Eugenio Koenig que passasse a custodiar o corpo embalsamado.

História estranha: o coronel levou para o porão de sua casa, escondeu-o até da esposa e se apaixonou por Evita morta. Virou alcóolatra, falava sozinho. Passava noites no escuro, secretamente a adorá-la. Uma noite, a mulher do coronel resolveu investigar o que havia de tão misterioso e atraente no porão. Foi baleada pelo marido e morreu. O assassino alegou que a confundiu com um ladrão.

O corpo passou então para a guarda de outro coronel, Hector Cabanilas. Não havia como enterrá-la. Os descamisados iriam fazer do local um centro de romaria.

A Igreja interveio para que ela tivesse um jazigo cristão, até o Papa Pio II entrou na negociação. E Evita acabaria enterrada sob nome falso num convento de freiras de Milão. Teve de ser removida da Argentina com o mais rigoroso sigilo.

Mas, a caminho do aeroporto de Ezeiza, disfarçado esquife em caixa de material eletrônico, o veículo que a levava capotou e quase que a farsa foi descoberta.

Depois, Evita foi desenterrada – em perfeito estado de conservação – e levada para a casa de Peron em Madri, onde o general se exilara.

O corpo voltou quando Perón já tinha morrido e a terceira mulher do general, Isabelita Peron, sucedeu-o na presidência.

Isabelita tinha um ministro de confiança, Lopes Rega, a quem chamavam de El Brujo. Suspeita-se que o cadáver de Evita tenha sido submetido a rituais satanistas pelo Brujo Lopez Rega.

Hoje, Evita descansa em paz no cemitério da Recoleta, em Buenos Aires. Com direito a muitas flores e muitas visitações.

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08 mar as 08h46

Tem gente aí dizendo que Joaquim Barbosa, o condestável do Mensalão, surtou de vez.

Vocês se lembram: valendo-se da condição do presidente do Supremo, ele passou o julgamento soltando baforadas de ódio não só contra os acusados. E contra seus colegas de bancada, também.

Agora, o homem anda insultando jornalistas. Sem mais nem menos, chamou um deles de “palhaço” e mandou-o “chafurdar no lixo”.

O mais surpreendente é que a vítima dos impropérios milita num dos veículos que fizeram do implacável Barbosa um herói da República: o Estadão.

O surto de Barbosa não é loucura passageira de um jurista que, de repente, ganha status de celebridade da revista Caras, sobraçando uma namoradinha quase teen e que sai por aí esperneando – “invasão de privacidade”.

Joaquim Barbosa sempre adorou um holofote. O surto é uma estratégia minuciosamente estudada. Elevar-se acima da imprensa que tanto o incensou, simulando isenção, independencia e imparcialidade.

Para quem conheceu Jânio Quadros e seu método de falsa loucura, Joaquim Barbosa não está inovando nem um pouco.

Jânio só faltava espancar os jornalistas. Xingava-os de cães, de abutres, coisas assim. Claro que no dia seguinte uma gordurosa legião de jornalistas se postava à sua porta para registrar os impropérios do dia.

Assim, Janio, showman de talento, não saia das manchetes. A imprensa engolia a isca.

Joaquim Barbosa também está se mostrando um espertalhão. Vai ter cobertura cativa daqueles repórteres a quem eles irá desacatar. Mas não tem o mesmo talento cénico de um Janio Quadros.

(Nunca é demais lembrar que muita gente também não tem os jornalistas em alta estima. O potencial residual de rejeição da imprensa é um achado eleitoral para os oportunistas marotos).

Joaquim Barbosa foi aplaudido de pé num festival de música de Trancoso, segundo noticiou o jornalista-torcedor Elio Gaspari – que está convencido de que Joaquim Barbosa é o Barack Obama do Brasil.

Ser aplaudido em Trancoso é como ser aplaudido num daqueles botequins udenistas do Leblon ou num restaurante tucano de Higienópolis.

Empavonado em suas togas agourentas, Joaquim Barbosa tem ambições. De alma autoritária, quer se passar por ombudsman da democracia.

Falta combinar com o povo.

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06 mar as 07h34

Hugo Chávez Não é porque Chávez morreu que a Venezuela vai virar Las Vegas

Foto: Fernando Llano/AP

De volta à República das bananas? Nem pensar.

Seguro que não.

A Venezuela não vai recuar para o papel de quintal dos Estados Unidos e de poleiro para ditadores corruptos.

Se Chávez teve um mérito, foi esse: a Venezuela se livrou da plutocracia. Os magnatas sem escrúpulos se mudaram para Miami. Ele deu um basta nos governos gringos que tratam a América Latina como se a gente ainda vivesse na guerra fria.

A Venezuela de Chávez se impregnou de cheiro de povo. Os índices de miséria desabaram. Os programas sociais da chamada Revolução Bolivariana foram mais radicais e mais abrangentes do que as versões brasileiras do Fome Zero e da Bolsa Família.

Outra virtude sua foi a coragem pessoal.

Chávez jogou pelas regras da democracia (embora os choramingões da imprensa golpista filiada à SIP quisessem dizer o contrário), mas deu um conteúdo excessivamente personalista a seu governo. Esse foi seu pecado.

Mesmo que o chavismo sobreviva, Chávez há de fazer falta. Governos autocráticos se fundam em líderes e correm o risco de sucumbir junto com eles.

Estão soltando fogos em Miami. O intrigante Roger Noriega deve ter aberto uma champanhe. Em vão.

(Noriega foi o sub-secretário de Estado de George Bush para assuntos do quintal, isto é, da América Latina.

Tramou com o rebotalho da direita um golpe contra o presidente eleito, em 2002. Botou no poder, por 48 horas, o líder dos empresários do atraso. A revista Veja comemorou, na capa. Chávez voltou nos braços do povo. Noriega continuou atuando nos bastidores: boatos, intrigas, subornos e notas plantadas em acadêmicas colunas do Globo e assemelhados).

Mas a Venezuela não é mais vassala do Império. Com Chávez, sem Chávez, não há como voltar atrás. O poder é dos descamisados.

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26 fev as 18h19

marina silva nova destaque Meu nome é Beppe Grillo, mas podem me chamar de Marina Silva

Três anos atrás, ele criou um “não partido” sem nome de partido e sem sede física.

O estatuto está na internet e toda a mobilização se faz pelas redes sociais (Twitter, Facebook, YouTube, blogs) ou então por comícios em praça pública com gritaria e plateia dignas de concerto de rock.

É a utopia da “democracia direta” – que ele, no entanto, prefere chamar de “democracia horizontal”.

Repúdio radical aos políticos e, por extensão, às instituições políticas.

Desprezo total pelas negociações e as alianças entre partidos.

Resultado: 25,5% dos votos nas eleições parlamentares da Itália de domingo. O partido não partido com maior votação de norte a sul do País.

Beppe Grillo e seu Movimento 5 estrelas são o que Marina Silva adoraria ser.

Ela também prefere chamar seu partido de Rede – Rede Sustentabilidade. A webmobilização já vem aí subentedida. A mídia digital prevalecendo sobre as mídias tradicionais (inclusive a televisão).

Os políticos são desprezíveis, a política é um foco de corrupção. Nós somos os puros, os inocentes, os bacaninhas – enfim, somos o futuro.

Mariana Silva está aí para praticar, à feição de um Beppe Grillo menos histriônico, a antipolítica.

A ironia é que a antipolítica é também um jeito de fazer política. A diluição do discurso ideológico, em Beppe Grillo assim como em Marina Silva (“nem de direita, nem de esquerda”), esconde uma postura ideológica. Dizem-se libertários. A história mostra que os libertários viram conservadores com enorme facilidade.

Maria Silva teve 20 milhões de votos no primeiro turno da eleição presidencial de 2012. Nitidamente o voto do contra da despolitizada geração da web.

Beppe Grillo, aquele que tem desprezo pelo Parlamento, elegeu 109 deputados (em 630) e 54 senadores (em 309).

Vai ser interessante acompanhar como os “antipolíticos” vão se comportar no olho do furacão da política. Seja ela a turma debochada de Beppe Grillo ou a brigada multicolorida da Marina Silva.

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22 fev as 14h44

kevin Sou corintiano e o que tenho a dizer é que estou morto de vergonha

Kevin Douglas Beltran Estrada morreu após ser atingido por artefato

Tolstoi – foi Tolstoi mesmo? – escreveu que nenhuma guerra, por mais justa que aparentem ser seus propósitos, justifica a lágrima de uma criança. A morte de uma criança, então… o que dizer?

Estou propenso a crer que os Gaviões nunca tenham lido Tolstoi, nem ouvido falar. Devem talvez achar que Totstoi é o nome de zagueiro do Shakhtar Donetsk, o time do Dentinho, coisa assim.

Eu me lembrei de Tolstoi depois da tragédia de Oruro, na Bolívia. Sou corintiano de fé, de suar nas mãos, de virar as costas quando tem pênalti a favor. Escrevi junto com o Washington Olivetto É Preto no Branco – uma versão bastante pessoal, para dizer o mínimo, da história do Timão.

Mas não consigo imaginar um só corintiano, não importe seu grau de fanatismo futebolístico, que não experimente nesse momento: a) vergonha; b) tristeza: c) indignação.

Não existe fatalidade. Existe imprudência. Não existe acaso. Existe irresponsabilidade.

A torcida encenou um lindo espetáculo nas finais da Copa do Mundo de clubes, no Japão. Até os decibéis a mais produzidos nas ruas, nas estações de metrô e nos sushi bars de um país que cultiva as virtudes do silencio e da delicadeza entram na cota do folclore.

Mostrou porque dizem que o Corinthians não é um clube que tem uma torcida e, sim, uma torcida que tem um time. Incendiou a equipe e trouxe o caneco.

Mas agora extrapolou. Torcidas, todas elas, vêm extrapolando faz tempo, na violência de graça e na confusão premeditada feita entre entusiasmo e grosseria. A do Corinthians vai pagar o pato. Mas tem de ser assim.

Sou contra a ideia de que a diretoria recorra da punição. Ela foi até branda demais. E serve de exemplo.

O bem que a torcida faz a um time pode, de repente, virar o mal. Não tem graça nenhuma. Nenhuma guerra faz sentido.

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19 fev as 18h12

Jorge Paulo Lemann é o 36o. bilionário do mundo, na contabilidade da Bloomberg. O 69o., pelo mais recente ranking (setembro de 2012) da revista Forbes.

Bloomberg avalia a fortuna dele em 19,9 bilhões de dólares. O cálculo da Forbes reduz: 12 bilhões. Segundo a Bloomberg, ele é o bilionário número 1 do Brasil. A Forbes ainda o coloca atrás de Eike Batista e do banqueiro Joseph Safra.

O que dá para cravar, com certeza absoluta, é que Lemann irá subir algumas posições. Ele acaba de comprar, em nome da 3G Capital, pela ninharia de 28 bilhões de dólares, a Heinz, a marca americana de molhos (ketchup e mostarda), em sociedade com o megamagnata Warren Buffett (3o. na lista da Forbes, 4o. para a Bloomberg).

Não é o suficiente para fazer dele o homem mais rico do mundo (nas duas listas, impera o mexicano Carlos Slim).

Nem ele quer. Seria um pesadelo para Lemann se isso viesse a acontecer, assim, publicamente, aos olhos de todos. Ele é tão low profile que nunca você irá encontrar uma foto dele clicada há menos de cinco anos.

Por que ele, e não eu, e não você?

Aliás, a pergunta deveria ser outra: o que a gente pode aprender com esse carinha que aos 15, 16 anos pegava ondas no Arpoador e passava horas e horas treinando obsessivamente voleios e backhands nas quadras do Country Club?

A resposta é: Lemann é um fanático do sucesso, tem desde garoto o drive do campeão. Nas águas, nos quadras, nos negócios. Aquele instinto killer de vencedor a qualquer preço – ou de predador, como dizem os concorrentes que ele vai aplastrando, um a um.

Lemann é brasileiro pela metade. Filho de pais suiços, foi cinco vezes campeão de tenis … no Brasil. Jogou a Copa Davis…  pela Suiça. Seu melhor aprendizado nas manhas dos negócios foi… em Harvard.

Mas a fortuna de Lemann tem a ver com o Brasil: cerveja (Brahma, depois Ambev) e especulação financeira (Crédit Suisse, depois Banco Garantia).

Ele (e mais Beto Sicupira e Marcel Telles, seus sócios) são hoje players mundiais. Os rankings da Bloomberg e da Forbes dão uma idéia do poder de fogo dele.

(Dono do Burger’s King e da Amheuser-Busch, a segunda maior cervejaria do mundo, o sonho dele, aos 73 anos, é comprar a Coca-Cola. Valor de Mercado: 180 bilhões de dólares)

É bom reconhecer com Lemann tem seus momentos de ternura verde-amarelo. Criou e sustenta a Fundação Lemann, que oferece bolsas de estudos nos Estados Unidos para uiniversitários brasileiros promissores.

Quem sabe não está aí a sua chance de ser o Jorge Paulo do futuro?

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13 fev as 19h39

bento 16 Monarcas, assim como o Papa, deviam ter prazo de validade

Seria bom que a renúncia de Bento XVI, ao abrir um precedente de mais de 600 anos, fizesse refletir outros monarcas longevos que andam por aí.

Pode ser que o próprio Ratzinger, aliás, tenha sido influenciado pela recente decisão da rainha Beatriz, da Holanda, de passar a coroa para seu filho Guilherme.

Monarcas não gostam de abdicar, o que torna ainda mais surpreendente o gesto do Sumo Pontífice de Roma.

Os ingleses adoram sua rainha, que reina desde 1953 (popularidade de 69% em pesquisa do ano passado), mas é legítimo perguntar se 60 anos de reinado já não seriam suficientes para reservar a Elizabeth II um confortável lugar na História – e em algum refúgio do countryside.

Rija como está, é bem possível que venha a ser sucedida não por seu filho, Charles, nem mesmo pelo seu neto, William, e sim pelo bisneto que virá a nascer este ano.

Foi assim como Luís XIV, no início do século XVII.  Luis XV era bisneto dele.

Voltando à renuncia do Papa: era uma hipótese tão remota que a única vez em que foi  aventada veio à luz como comedia, e não como o drama em que compreensivamente se converteu.

Foi no filme Habemus Papam, do italiano Nanni Moretti, de 2011. O Papa eleito (Michel Picolli) entra em crise existencial logo depois de eleito e tem de ser acudido por um psicanalista e uma psicanalista.

O final – que não conto aqui – é desconcertante.

 

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18 jan as 08h25

alex atal No festival Madrid Fusión de gastronomia, o tutu de feijão azedou

Alex Atala

Minas Gerais ganhou as honras de estrela no badalado festival de gastronomia Madrid Fusión, que vai do dia 21, segunda-feira, a 23, quarta. O festival homenageia países, não regiões. Minas quebrou o tabu, muito em função do empenho do governo estadual e da mobilização do empresariado local. O organizador da Madrid Fusión, José Carlos Capel, foi seduzido. Esteve em Minas, no Festival de Tiradentes, e gostou do que viu – quer dizer, do que comeu.

Esta edição 2013 do Madrid Fusión, cujo tema é “A criatividade continua”, traz nos cartazes: “Cozinha convidada: Brasil – MG”.
O que era para ser uma festa virou encrenca das boas. Dizem que mineiro dá um boi para não entrar numa briga – e dá uma boiada para não sair. Pois é: estou vendo bois graúdos se atracando uns com os outros. Acontece que o festival desencadeou uma briga até então velada entre a tradição e a tal da modernidade.

Os espanhóis fizeram nos últimos anos, de sua culinária, um experimento de laboratório. Adoram transformar ingredientes de verdade em emulsões e espuminhas. O chef de escola é o catalão Ferrán Adrià, que fechou recentemente seu El Bulli, mas antes formou um legião de seguidores – e não só na Espanha, no mundo todo. A figura mais parecida com Ferrán Adrià aqui no Brasil é o Alex Atala. O Dom é considerado o quarto melhor restaurante do mundo – eu escrevi “do mundo” – pelo júri dos moderninhos da revista inglesa Restaurant.

Pois, no evento mineiro de Madri, o paulista Alex ganhou o direito de fazer palestra de uma hora. Enquanto isso, às matriarcas da culinária de Minas foi reservado o espantoso tempo de três minutos, cada uma. Elas são Nelsa Trombino, do Xapuri, Maria Lúcia Clementino Nunes, do Dona Lucinha, e Beth Beltrão, do Virada’s do Lago (este, em Tiradentes). Três minutos não dá nem para fritar uns torresminhos. A melhor tradição da cozinha de Minas vai ficar sem panela e corre o risco de ficar sem voz, no Madrid Fusión.

“Tenho medo de que alguém invente lá um frango ao molho pardo sintético”, comentou um dos articuladores do protesto.
Ainda assim, dona Nelsa e dona Lucinha decidiram seguir para o evento – “somos pessoas de Deus e de paz”, justificaram. Iriam mesmo se não tivessem ganho o mais que devido upgrade da classe econômica para a executiva. Ambas têm 80 anos.
Alex Atala, 44 anos, ganhou bilhete de primeira classe.

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