01 jun as 13h57

Não, não é do inefável Fashion Rio que eu quero falar aqui, e sim do torneio de Roland Garros – que, aliás, não fica nada a dever, em cores e fantasia, às passarelas do Rio.

Dá para explicar: o próximo torneio dos top 4 da ATP é em Londres e vocês sabem como os ingleses são suscetíveis à tradição (só se permite fardamento branco para os concorrentes), assim, os estilistas e designers das marcas esportivas aproveitam para soltar a imaginação nas quadras de Paris. É um tal de color blocking pra cá, color blocking prá lá – e não me perguntem o que vem a ser isso.

Novak Djokovic Momento fashion

Novak Djokovic

A policromia das quadras compensa pelo menos o tédio cinzento dos resultados sempre esperados. Nadal, Djokovic, Federer, Soderling, Murray – e não se sai daí.

114957294 Momento fashion

Roger Federer

Rafael Nadal, hoje ainda o número 1 (Djokovic está a um milímetro dele no ranking), nunca primou exatamente por uma elegância clássica. Com aquelas bermudas que descem até o joelho e que lhe obrigam a um insistente cacoete para dar um respiro às partes baixas, Nadal reitera seu físico de miura – menininho bombado de academia. Novak Djokovic este ano estilizou na camisa as cores da Sérvia – está jogando uma barbaridade – e o sempre elegante Roger Federer, na roupa e no jogo, parece ter recaído na mesma sina patriótica de Djokovic, apresentando-se em Roland Garros com um combinadinho vermelho e branco, da camiseta pólo ao tênis, que lembra a bandeira da Suíça.

nadal Momento fashion

Rafael Nadal

Federer foi durante muito tempo o ícone fashion (há quem diga que não apenas fashion) de Anna Wintour, a poderosa da Vogue América. Anna Wintour é o diabo que veste Prada do livro e do filme. A rainha da extravagância e da arrogância. Costumava dar seus pitacos nos looks de Federer. Dá para adivinhar que Federer desistiu dela.

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31 mai as 06h00

Não bastasse ter feito tudo o que fez dentro do campo, Raí continua surpreendendo fora dele.

Ele toca – junto com o sócio Leonardo, atual treinador do Inter de Milão – a Fundação Gol de Letras, que atende a mais de 1.200 jovens, em São Paulo e no Rio, com atividades de arte, cultura, comunicação, esporte, lazer, cidadania e educação para o trabalho. O projeto existe desde dezembro de 1998.

Paizão de três filhas (Manuela, 28 anos, Raíssa, 22, e Noah, seis) e avô de uma neta de 12, Raí, aos 46, investe agora todo o capital afetivo que tem por elas num empreendimento bonitinho: um livro infantil. O título é Turma do Infinito, as ilustrações são do austríaco Jam Limpens e a editora é a CosacNaif.

O tema: três crianças – Sol, Filó e Sofia – nascidas no mesmo dia, estudando na mesma escola, no princípio acham que são o centro do mundo. Aí, começam a aprender que outros mundos além do delas.

É uma fábula tão elegante quanto o futebol que Raí jogou. O único pecado dele foi eventualmente ter errado de time.

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30 mai as 15h57

Não estranhem se José Serra, candidato derrotado à Presidência, passar a frequentar as páginas de Stephenie Meyer – aquela que povoa livros como Crepúsculo e Eclipse com simpáticos vampirinhos, dilacerados lobisomens e outros personagens espectrais.

O PSDB fez dele um morto-vivo. Na Convenção Nacional de sábado, em Brasília, as facções de Aécio Neves e de Geraldo Alkimin ficaram com o poder e despacharam Serra para a obscuridade de um Conselho Político que ninguém ainda sabe bem o que vem a ser. De todo modo, lá nesse Conselho Serra será o presidente.

PSDB001 Remake de <i>Crepúsculo</i>

A foto do encerramento da Convenção que saiu na Folha de S. Paulo é reveladora: mostra um Aécio triunfante, entre um Serra morto de constrangimento e um FHC visivelmente preocupado em não deixar Serra magoado.

Serra se dá bem com a escuridão. Dorme tarde, opera de madrugada e sofre com a luz do dia. Se o PSDB não se cravou a estaca no peito, tampouco lhe deu o direito de trabalhar em plena claridade.

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29 mai as 06h00

palocci hg abr 20110102 LOBBY À LUZ DO DIA

Tem gente que viu a impressão digital do ex-ministro Zé Dirceu no vazamento das informações sobre o faturamento da empresa do atual chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. É pouco provável. Esta é a primeira vez que uma denúncia contra político do PT não saiu de dentro do próprio PT.

Ficou, de todo modo, um mal-estar dentro do “PT profundo: as bancadas e as bases mais ortodoxas.
Mal-estar que o ex-ministro Zé Dirceu exprimiu. Mandou recado: tudo bem, o companheiro Palocci não merece ser prejulgado, mas ninguém tinha ideia de que ela fazia tal tipo de consultoria, nem quais eram os valores pagos pela clientela. “Que eu sou consultor todo mundo sabe”, alfinetou Zé Dirceu.

Outra ironia da história: é a primeira vez que um político fica na mira pelo que ele ganhou fora do governo, e não dentro dele. Mas será mesmo “fora do governo”? Os clientes da consultoria de Palocci queriam o quê dele? Acesso privilegiado a informações? O caminho das pedras para chegar a setores do governo?
Nem precisa ser do tipo toma lá, dá cá. Exemplo: empreiteira querendo obra pública. Mas ser amigo do ministro mais influente do governo não faz mal a ninguém.

Interesses são legítimos e fazem parte do jogo democrático. O importante é ter um sistema como o americano. Há deputados que representam lobbies. Lobbies em si não são um mal. Há o lobby da indústria farmacêutica, das produtoras de Hollywood, da indústria de tabaco, mas também o das minorias, dos gays, dos deficientes físicos, dos ativistas a favor das pesquisas com célula-tronco, etc.

Tudo feito às claras, à luz do dia, regulamentado. Não é a melhor solução pro Brasil sair deste clima de desconfiança aguda e permanente?

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28 mai as 06h00

Michelle Obama mostrou mais uma vez que não é mulher de se intimidar com castelos, rainhas, princesas, pompa e circunstância.

Deu um show de elegância na visita à Inglaterra, ao lado do maridão Barack. Trocou de roupa três vezes  por dia, mas sempre primando por uma informalidade com estilo.

Escolher roupa – a gente sabe – vai muito além da vaidade pessoal e da etiqueta social. A gente sempre quer dizer alguma coisa a mais através da roupa. No caso de Michelle Obama, elegância à parte, ele capricha na simbologia. Diz a editora de moda do New York Times: “Ela adora passar uma mensagem política, de otimismo comedido, sem estardalhaço, que é o que o próprio governo Obama pretende significar”.

michelle inglaterra IMPERATRIZ DA REPÚBLICA

Outro detalhe interessante da visita diz respeito aos casadinhos de novo, William e Kate. Foi a primeira vez que o casal, agora Duke e Duquesa de Cambridge, são incorporados à primeira fila de um evento social, político e diplomático tão importante.

Kate, então, abafou. Vestia um vestidinho ao estilo que os ingleses chamam de high street. Traduzindo: que dá comprar em alguma loja não longe de você. O de Kate custou 175 libras. Onde é que no Brasil alguém conseguiria comprar por 450 reais um vestido de festa tão casualmente elegante?

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27 mai as 06h00

807907 A VOZ ÁSPERA DA REVOLUÇÃO

Joan Baez e Bob Dylan

Bob Dylan, 70 anos (24 de maio de 1941). Meio narigudo, cabelo de vassoura, de voz rouca, cantando blues – ele que é judeu – com um timbre que ninguém tinha ouvido antes. Um jeito de cantar estranho, mas original, único, revolucionário. Era para não dar certo, se o cara não fosse gênio.

Bob Dylan levou a poesia para a música pop. Letras como Blowing in the Wind (falem baixinho, senão o senador Suplicy começa a cantar), Like a Rolling Stone e – minha favorita – Mr. Tambourine Man estão à altura da poesia de Shakespeare, de Elliot, de Auden.

Aos 70 anos, Dylan continua original e revolucionário. Ele e outros tiozinhos da geração dos 60 – penso em Mick Jagger, que faz 68 em julho, Lou Reed, 69, e Eric Clapton, 66 -- continuam ativos, sem perder a chama da antiga rebeldia.

109075494 A VOZ ÁSPERA DA REVOLUÇÃO

Rebeldia diz pouco. Robert Shelton, o principal biógrafo de Bob Dylan, acaba de revelar o conteúdo de algumas fitas gravadas em 1966, quando Bob Dylan já era um ídolo pop. Ele confessava que consumia heroína e tinha pensamentos suicidas.

Historinha rápida: foi Dylan que apresentou a maconha aos Beatles. A primeira vez que os ingleses se apresentaram em Nova York foi em 1965, no Shea Stadium, dos Mets. Pediram para ser apresentados ao ídolo. Depois do show, já no hotel, chegou Dylan. Apertos de mão. Dylan começou pacientemente a enrolar um baseado. Os Beatles, apesar da fama, nunca tinham consumido droga alguma. Reações diversas. Paul McCartney provou e fez cara de que nada tinha acontecido. John provou e fingiu que já conhecia a coisa. George Harrison subiu ao cosmo. E Ringo pirou. Comportou-se, frase dele, “como um macaquinho estúpido”.

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26 mai as 06h00

Modesto conselho para o ministro Antonio Palocci. Seja ele culpado ou inocente das acusações que estão lhe fazendo, seria bom que, cada vez que o ministro tentasse uma explicação, ele levantasse a cabeça e olhasse para a câmera – ou para o interlocutor.

A linguagem corporal dele é a de quem está escondendo alguma coisa.

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25 mai as 06h00

obama visita O SHOW CONTINUA

O príncipe William e Kate Middleton, agora Duquesa de Cambridge, voltaram da lua-de-mel nas Ilhas SeYchelles, no Oceano Índico. Voltaram sabendo que espera por eles o destino fatal: nunca mais farão nada que não esteja na mira de um enxame de paparazzi e de uma nuvem de repórteres furões.

Podem apostar: a bela Kate estará todos os dias, de um jeito ou de outro, na primeira página daqueles irreverentes tablóides inglês. Era assim que acontecia com a sogra que Kate não conheceu, a Princesa Diana.

O tema, de imediato, passa a ser: Kate está grávida ou não está? (os mais fofoqueiros avaliam que William se esforçou, já que chegou de volta da lua-de-mel uns três quilos mais magro).

Mas a monarquia inglesa nunca vai poder se queixar de assédio. As câmeras e os spots são ótimo negócio para reis, princesas e nobres em geral. A VisitBritain, agência oficial de turismo da Grã-Bretanha, avalia que o país fatura mais de 500 milhões de libras todo ano (1,5 bilhões de reais) com turistas que querem visitar castelos, assistir à troca de guarda no Palácio de Buchigham ou conviver com algum ritual de pompa e circunstância. Em ano de casamento de príncipe, então, a renda pode dobrar.

Segundo o VisitBritain, são os turistas republicanos que, por ironia, têm mais interesse pelos rapapés monarquistas. Os russos, em primeiro lugar.  Em segundo, quem? Quem? Isso: nós, os brasileiros.

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24 mai as 06h00

Os franceses não são do tipo de bisbilhotar a vida alheia. Ou pelo menos fingem que não são.

Eles têm lá suas revistas de fofoca mas guardam certo pudor de expor abertamente a intimidade as figuras públicas – inclusive os políticos.

François Mitterrand, presidente por 14 anos, vivia, sem nenhum constrangimento, aquele clássico matriz-e-filial. Duas casas, duas mulheres. Os jornalistas sabiam. Mas não se metiam na dupla jornada conjugal do moço.

Conto isso porque fico curioso em saber quais serão as verdadeiras repercussões do caso Dominique Strauss-Kahn. Na França, digo. Dominique Strauss-Kahn, ou DSK, como dizem os franceses, pareciam ser o candidato de oposição mais forte para enfrentar o atual presidente, Nicolas Sarkozy. Que, aliás, arranjou um poderoso trunfo eleitoral: a gravidez de sua mulher, a ex-modelo Carla Bruni.

As últimas pesquisas mostram queda de DSK depois do episódio do suposto ataque sexual a uma camareira, em Nova York. Afinal, até os franceses acham estupro coisa séria.

Mas se DSK sair dessa, com a imagem mais ou menos recomposta, é bem possível que acabe virando o jogo – e até ganhe as eleições. Seria um jeito bem francês de exercer o principal atributo deles: ser do contra.

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23 mai as 01h32

Contrariando a previsão de certa seita da Califórnia, o mundo não acabou neste sábado, 21.

Assim sendo, podemos aqui inaugurar no R7 um blog que pretende – humildemente – falar de tudo. Nada menos do que isso. Coisas boas da vida, e outras nem tanto.

A sério: pretendo, com a ajuda dos internautas, olhar de um jeito diferente a política, a cultura, a economia, o esporte, a atualidade.

E, para começar, a tal história do Juízo Final que não houve, mas que foi parar até na capa do New York Times. Claro que um dia o fim dos tempos irá chegar. Mas a atual profecia se revelou, digamos, um pouco precipitada.

A coisa que mais me intrigou é que os americanos que acreditaram na profecia, a maioria deles decidiu esperar pelo Juízo Final no alto de alguma montanha. O sábado nos Estados Unidos foi um dia de altos alpinismos.

Bem típico deles: estavam esperando por um um show, um espetáculo, aquela obsessão pelo entretenimento. Até o Apocalipse, na cabeça dos americanos, vai ser assim como um musical da Broadway.

E o Mundo Não se Acabou
Carmen Miranda

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar

Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar

E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada

Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar

Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar

E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada

Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada

Acreditei nessa conversa mole

Pensei que o mundo ia se acabar

E fui tratando de me despedir

E sem demora fui tratando de aproveitar

Beijei na boca de quem não devia

Peguei na mão de quem não conhecia

Dancei um samba em traje de maiô

E o tal do mundo não se acabou

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar

Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar

E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada

Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada

Chamei um gajo com quem não me dava

E perdoei a sua ingratidão

E festejando o acontecimento

Gastei com ele mais de quinhentão

Agora eu soube que o gajo anda

Dizendo coisa que não se passou

Ih, vai ter barulho e vai ter confusão

Porque o mundo não se acabou

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar

Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar

E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada

Por causa disso nessa noite lá no morro nem se fez batucada

(Letra e música de Carmem Miranda, março de 1938)

Carmen Miranda - E o mundo não se acabou por thevideos no Videolog.tv.

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http://r7.com/LGlJ

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