Jornalista e escritor, é colunista do Jornal da Record News, comandado por Heródoto Barbeiro e Thalita Oliveira. Foi colunista do Estado de S. Paulo, de Carta Capital e do Correio Braziliense, editor de Veja e Istoé e fundador de Caras, Wish Report e Status. É diretor-adjunto da revista Brasileiros.
Contato: nirlandobeirao@r7.com
A turma que acompanha o dia-a-dia do Congresso anda encantado com o traquejo e o empenho do Romário, deputado federal pelo PSB do Rio.
Ele passou a ser o grande fiscal nas questões da Copa de 2014 e, com Romário vigilante como está, Ricardo Teixeira, a CBF e a Fifa vão ter de dançar miudinho.
Agora, licenciado para cobrir o Pan para a Record, a Record News e o R7, o Baixinho mostra que é craque também no microfone.
A diferença que Romário faz tem uma explicação simples: inteligência.
No gramado, compensou o corpo franzino com uma eletricidade cerebral e uma visão de jogo que deixavam perplexos os zagueiros adversários e suas chuteiras afiadas.
Ele ganhou aquela Copa de 1994 sozinho (no máximo, aceito citar também o Taffarel e o glorioso Roberto Baggio).
Como comentarista, produz as reflexões mais sofisticadas com uma simplicidade assustadora. Faz um belo contraste com o estilo Galvão Bueno de narrar e comentar, aquelas coisa oca encoberta por uma avalanche de palavras.
Contrariando a previsão de certa seita da Califórnia, o mundo não acabou neste sábado, 21.
Assim sendo, podemos aqui inaugurar no R7 um blog que pretende – humildemente – falar de tudo. Nada menos do que isso. Coisas boas da vida, e outras nem tanto.
A sério: pretendo, com a ajuda dos internautas, olhar de um jeito diferente a política, a cultura, a economia, o esporte, a atualidade.
E, para começar, a tal história do Juízo Final que não houve, mas que foi parar até na capa do New York Times. Claro que um dia o fim dos tempos irá chegar. Mas a atual profecia se revelou, digamos, um pouco precipitada.
A coisa que mais me intrigou é que os americanos que acreditaram na profecia, a maioria deles decidiu esperar pelo Juízo Final no alto de alguma montanha. O sábado nos Estados Unidos foi um dia de altos alpinismos.
Bem típico deles: estavam esperando por um um show, um espetáculo, aquela obsessão pelo entretenimento. Até o Apocalipse, na cabeça dos americanos, vai ser assim como um musical da Broadway.
E o Mundo Não se Acabou
Carmen Miranda
Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada
Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada
Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei na boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
E o tal do mundo não se acabou
Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada
Chamei um gajo com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele mais de quinhentão
Agora eu soube que o gajo anda
Dizendo coisa que não se passou
Ih, vai ter barulho e vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou
Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá no morro nem se fez batucada