Comentei dias atrás aqui a gastança dos turistas brasileiros nos Estados Unidos. Já somos os mais vorazes, em compra, depois dos japoneses e dos britânicos.
Aqui na França (onde estou de passagem), nós brasileiros também estamos nos locupletando. O Atout France, serviço nacional de turismo, tem dados que nos colocam na mesma posição que nos EUA: terceiros maiores consumidores.
Na França, o ranking muda: os americanos são os mais gastadores, os japoneses vêm atrás. E aí, na cola, os privilegiados possuidores da moeda forte chamada real.
A Atout France faz periódicas pesquisas para saber como agradar os gulosos cidadãos dos Bric – Brasil, Rússia, Índia e China – que são quem está fazendo mais marola no turismo mundial.
Criou até um Conselho Internacional para dar palpites – ao qual tenho a honra de pertencer, junto com a Rosangela Lira, Madame Dior.
Sabem em qual item os brasucas torram mais grana, na França? Nem precisa ir às Galleries Lafayette ou no Bom Marche para adivinhar: cosméticos. E também vestuário (de grife). E também alta gastronomia.
(Um amigo meu, produtor de vinhos em Paullac, recebe muitos brasileiros por lá e sempre se pergunta por que nossos patrícios gostam tanto de trafegar por aquelas estradas vicinais, estreitas, de Bordeaux a bordo de tão barulhentas Ferraris alugadas).
Os chineses competem com a gente nos gastos na Vuitton, da Chanel, na Hermès, na Colette. Já os indianos são fascinados por cosméticos.
Raparei um detalhe interessante no último perfil do turismo-consumidor divulgado pelas autoridades francesas: o produto que os alemães, quinto do ranking, mais consomem é cultura. Museus, passeios culturais, entretenimento.
Faz sentido.
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