Os americanos têm um ditado: “Você não tem uma segunda chance de causar uma primeira impressão”.
Dilma Rousseff levou ao pé da letra a recomendação, hoje, na ONU.
Era um dia de estreia.
Abertura da 66a Assembléia Geral das Nações Unidas – com todos os 193 países-membros representados. Muita tensão. A questão palestina ameaça ferver os debates. A crise financeira mundial espreita.
Estreias:
A primeira vez de Dilma falando ao resto do mundo como presidente de Brasil.
A primeira vez em que uma mulher abria a Assembléia-Geral (o privilégio é sempre do Brasil).
Não por acaso, Dilma agarrou-se no tema “mulher”. Falou que este é o “século das mulheres”. Lembrou as mulheres que sofrem com a miséria, que ainda padecem de abusos, aquelas cuja cidadania é negada.
Muito convenientemente, na celebração das mulheres, Dilma tratou também de estrear novo estilo: um figurino muito mais feminino do que o dos ternos e tailleurs que lhe davam às vezes um ar quase marcial.
O azulzinho tipo color block (o sapato também era azul) tinha uma informalidade nobre que lembrava o guarda-roupa da Rainha Elizabeth.
O tubo de crepe azul foi amaciado por um casaquinho de renda também tingida de azul. Mangas mais curtas. Gola solta. Dava a impressão de que Dilma se livrou de suas antigas couraças.
Dilma deve sua revolução sartorial a uma estilista gaúcha, Luisa Stadtlander. Já tinha sido de Luisa o look da posse. Mas a Dilma de hoje é bem mais solta, bem mais contemporânea.
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