10 jan as 17h43

É maluquice o que a Polícia Militar de São Paulo está fazendo, a pretexto de higienizar o centro da capital da nefasta presença dos traficantes e viciados em crack e similares.

Já se sabe que a PM tomou iniciativa sem avisar as instâncias superiores, transformando, assim, o que é um grave problema social numa questão meramente repressiva.

Lembrou os piores tempos da ditadura.

Nem o governador Alckmin nem o prefeito Kassab foram avisados de ação de tal envergadura e de tamanha visibilidade.

Aliás, a impressão que fica – vide Cracolândia, vide invasão da USP – é que o comandante da PM manda mais em São Paulo do que o omisso governador do Estado.

É preciso, sim, acabar com a chaga urbana que é a Cracolândia. Mas que junto com a polícia – aliás, antes dela – as autoridades mandem os assistentes sociais e os experts em saúde pública.

Pancadaria, balas de borracha, bombas de gás não resolvem; só aguçam ainda mais o problema.

Os viciados em crack e similares, meio que desalojados de seus redutos, vagam hoje por São Paulo como aquelas hordas infectadas pela peste do filme O Sétimo Selo, de Bergman. Ou reproduzindo sinistramente a alegoria medieval da Nau dos Descontentes.

Além do mais a PM agiu de má fé. Sabia que o governo federal preparava um programa de amplo espectro para combater o mal do crack e do tráfico. Não só em São Paulo – em todo o país. O Estadão de hoje traz essa informação, cristalinamente documentada.

A PM se antecipou, desastradamente, com a óbvia intenção de bajular o governador a quem deve obediência, de olho nos supostos dividendos políticos de um ano eleitoral.

Até nisso o resultado é um desastre. A ação só aumenta a insegurança da população.

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
22 out as 14h00

Recebi da Prefeitura de São Paulo uma amabilíssima notificação oferecendo prazo para adesão ao Programa de Parcelamento Incentivado (PPI) "para promover a regularização de dívidas com o Município" até este dia 31 de outubro.

Como pago meus impostos fanaticamente em dia, fiquei intrigado.

Descobri, entre as tais dívidas supostamente devidas, a tal Taxa do Lixo.

A Taxa de Lixo, criada na administração Marta Suplicy como contribuição voluntária, virou bandeira eleitoral da oposição (primeiro, do Serra, depois do Kassab), símbolo da ganância do governo do PT.

Vocês se lembram. A oposição – e a vasta mídia fiel a ela – promoveram uma chacina pública da prefeita com a tal história da “Martaxa”.

Acreditei no Serra e no Kassab: aquele imposto era, embora voluntário, descabido.

Agora vem o Kassab sorrateiramente cobrá-lo de mim e dos demais contribuintes. Não é muita desfaçatez?

Não vou pagar. Podem me processar.

Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
03 ago as 15h42

Agora eu sou heterossexual por decreto. Não precisava, gente, mas ainda assim agradeço a comovente homenagem da Câmara Municipal de São Paulo – que acaba de aprovar projeto que cria o Dia do Orgulho Hétero.

À falta de melhores ideias, o vereador Carlos Apolinário, do combativo DEM, insistiu na coisa e acabou ganhando por cansaço.

Eu, que acreditava que todo dia fosse nossos, dos héteros, fico sabendo que doravante será apenas um: todo terceiro domingo do mês de dezembro.

Acho sugestiva a data. O notável vereador Apolinário faz questão de marcar a nítida distinção entre nós, machos espadas, e os folguedos natalinos que se seguem depois da nossa data, aquela profusão de renas, veadinhos e a presença de Papai Noel, sempre cercado por seus ternos anõezinhos.

kassab Saia justa para o Kassab

Apolinário diz que isso não tem nada de represália ao Dia de Orgulho Gay. “Meu cabelereiro é gay”, informou o parlamentar. Gay e, a julgar pelo resultado daqueles cabelos negros como a asa da graúna, profissional de duvidosa competência.

Quem deu a maioria ao projeto de Carlos Apolinário foram os vereadores governistas, do PSDB, do DEM, do PPS e similares (não entendi a assinatura do meu amigo Tião Farias naquele pacote de mediocridade).

Quer dizer, são os aliados de Gilberto Kassab que estão criando um problema para ele, já que para entrar no calendário oficial de São Paulo o projeto precisa ser sancionado pelo prefeito.

Kassab fica na maior saia justa.

Veja mais:
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes