29 jul as 16h04

Diana Spencer era uma menina tolinha de 20 anos, iludida com um amor de conto de fadas, quando se casou com o Príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, no dia 29 de julho de 1981 – quer dizer, exatos 30 anos atrás.

Charles, por sua vez, era um sujeitinho mimado de 32 anos que adorava conversar com as plantas (ainda adora) e se afeiçoara ao tampax de sua amante, uma mulher casada e terrivelmente feia.

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Não podia dar certo – claro que não. O casal teve dois filhos, separou-se doze anos depois e em 1996 um decreto real pôs fim formalmente ao casamento.

Revendo cenas do formidável casamento real, na Catedral de St. Paul, pode ser que alguém tenha a sensação típica – “parece que foi ontem”.

Eu, por mim, digo: parece que foi um século atrás.

Muita coisa aconteceu com Charles, com Diana (inclusive a trágica morte dela em 1997, num acidente de carro no túnel de Alma, em Paris, ao lado de seu novo namorado egípcio) e com a família real britânica, a melhor delas tendo sido o recente casamento do primogênito do casal, o Príncipe William, com a bela plebeia Kate Middleton.

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O que não mudou é que Charles continua na fila da sucessão de sua mãe, a resistente Rainha Elizabeth.

Comparem a cerimônia dos dois casórios, comparem Diana e Kate e me digam: quem tem mais cara, postura e elegância de princesa? (Mande seu voto aqui para mim)

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DI E CHARLES: RETRATO DE ÉPOCA

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Seiscentos mil ingleses e turistas estrangeiros infestaram as ruas de Londres para celebrar, a 29 de julho de 1981, o que se anunciava como “o casamento do século”.

Contrariando o costume das noivas, Diana se atrasou apenas cinco minutos, entrou em St.Paul nos braços do pai e se arrastou por três longos minutos até o altar.

Também pudera: a cauda do vestido dela tinha quase oito metros. O vestido era uma profusão de véus e rendas. Seria maldade compará-lo com o figurino leve, distinto, sem afetação de Kate Middleton ao desposar o filho mais velho de Diana, em abril deste ano.

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O exagero rococó de Diana de certa forma inaugura a cafonice que foram aqueles anos 80, não apenas na Inglaterra (com a sombria Margaret Tatcher), mas pelo mundo afora.

Os anos 80 são a rebordosa dos 70s libertários e loucos. Teve até Ronald Reagan na Casa Branca – e sua corte de canastrões caipiras. Os russos se atolaram no Afeganistão e os americanos, em represália, cevaram o fenômeno Osama Bin Laden e seus talibãs.

No Brasil, a esperança da redemocratização ganhou a cara (e o bigode) de José Sarney. Vivemos aquela maluquice do Plano Cruzado e chegamos a uma inflação de 1765% ao ano.

Para coroar a década do kitsch, da mediocridade e do baixo astral, elegemos aqui (eu, não, cara pálida) o sintomático Fernando Collor.

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23 jun as 07h55

“O problema do Brasil é que um monte de brasileiros mora lá”.

Embora haja gente – inclusive no Brasil – que possa pensar dessa forma, devemos a fascinante reflexão filósofo-antropológica aí acima ao príncipe Philip, duque de Edimburgo e consorte da Rainha Elizabeth.

O príncipe completou 90 anos no último dia 10, mas proferiu essa frase quando jovem – supostamente no pleno exercício de suas faculdades mentais e intelectuais.

Mas não foi só ao Brasil que Sua Majestade reservou seu humor contundente e sua verve venenosa.

phillip ok O Brasil e o príncipe de língua venenosa

Para compensar a circunstância de ter passado a vida à sombra da patroa, ele tem se esmerado na prática das maldades monarquicamente incorretas. Alguns de seus melhores – e mais inconvenientes – momentos:

“As mulheres inglesas não sabem cozinhar”.

“Gostaria muito de ir à Rússia – embora os filhos da mãe tenham matado metade de minha família” (perguntado se poderia visitar a União Soviética, em 1967, ele que nasceu na Grécia e descende dos Romanov russos).

“Se a gente for pro vermelho, provavelmente terei de abandonar o pólo” (em 1969, lamentando-se do estado de finanças reais).

“Você gargareja com quê? Pedras?” (para o cantor Tom Jones).

“O problema de Londres são os turistas. Eles engarrafam o trânsito”.

“Eu diria que o senhor está pronto para ir para a cama” (para o presidente da Nigéria, em trajes tradicionais do país).

“Vocês são da mesma família?” (para uma trupe de bailarinos negros).

“Antes reclamavam que tinham pouco lazer. Agora reclamam por estar desempregados” (durante a recessão dos anos 80).

“Vocês têm os mosquitos. Eu tenho os jornalistas” (em visita a modesto hospital do Caribe).

E A KATE, HEIN?

Já faz dois meses que Kate Middleton, hoje duquesa de Cambridge, se casou com o príncipe William e até agora nenhum escândalo. O que os paparazzi estão esperando, gente?

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25 mai as 06h00

obama visita O SHOW CONTINUA

O príncipe William e Kate Middleton, agora Duquesa de Cambridge, voltaram da lua-de-mel nas Ilhas SeYchelles, no Oceano Índico. Voltaram sabendo que espera por eles o destino fatal: nunca mais farão nada que não esteja na mira de um enxame de paparazzi e de uma nuvem de repórteres furões.

Podem apostar: a bela Kate estará todos os dias, de um jeito ou de outro, na primeira página daqueles irreverentes tablóides inglês. Era assim que acontecia com a sogra que Kate não conheceu, a Princesa Diana.

O tema, de imediato, passa a ser: Kate está grávida ou não está? (os mais fofoqueiros avaliam que William se esforçou, já que chegou de volta da lua-de-mel uns três quilos mais magro).

Mas a monarquia inglesa nunca vai poder se queixar de assédio. As câmeras e os spots são ótimo negócio para reis, princesas e nobres em geral. A VisitBritain, agência oficial de turismo da Grã-Bretanha, avalia que o país fatura mais de 500 milhões de libras todo ano (1,5 bilhões de reais) com turistas que querem visitar castelos, assistir à troca de guarda no Palácio de Buchigham ou conviver com algum ritual de pompa e circunstância. Em ano de casamento de príncipe, então, a renda pode dobrar.

Segundo o VisitBritain, são os turistas republicanos que, por ironia, têm mais interesse pelos rapapés monarquistas. Os russos, em primeiro lugar.  Em segundo, quem? Quem? Isso: nós, os brasileiros.

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