O Cristo Redentor – que ganhou em 2007 o status de uma das sete maravilhas do mundo moderno – vai fazer 80 anos em outubro com aquele jeitão de quem sempre esteve por ali, coroado de nuvens, no alto do morro do Corcovado.
Fora aquelas chatíssimas cerimônias oficiais, vai ganhar uma homenagem erudita: a legião dos fanáticos pelo Art Déco vai se reunir no Rio mês que vem, sob o comando de Marcio Alves Roiter, para festejar o que o estilo tem de mais monumental. Graças ao Cristo, o Congresso Mundial de Art Déco será pela primeira vez no Brasil.
Há quem duvide de que a escultura do Redentor seja puro Art Déco, contudo Roiter não tem dúvida alguma. A prova está em Paul Landowski (1875-1961), um dos craques do Déco, nascido em Paris de pais poloneses. Landowski coassina o projeto com o brasileiro Carlos Oswald – na verdade, é de Landowski o desenho tanto do rosto quanto dos braços do Cristo, com aquela exuberância de franjas e detalhes que tão bem caracterizam o estilo.
Landowski é um tipo talentoso e peculiar. Assim como concebeu um dos mais impressionantes símbolos do catolicismo romano, traçou em sua plancheta o celebrado Muro dos Reformadores, homenagem aos que desafiaram a autocracia papal no século XVI. O Muro fica no Museu da Reforma Protestante de Genebra, terra de Jean Calvino.
Na vida civil, Landowski era humanista, ateu e chegou a ter, como o escritor Henri Barbusse, seu amigo de juventude, um namoro com o comunismo.
À moda do balaio do Kotscho
1 – No seu depoimento na Câmara de Comuns, na terça (19), em Londres, o magnata das comunicações Rupert Murdoch saiu-se com esta: o país que ele considera o exemplo de democracia no mundo é Singapura, no sudeste asiático. Eu já tinha ouvido a mesma frase de outra figura ilustre: o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Singapura é uma democracia vigiada, sem povo. Depois de oito anos de imersão total no governo Lula, pode ser que Meirelles tenha mudado de opinião.
2 – Já que o Paraguai ficou para a final da Copa América, sem uma vitória sequer e, no jogo contra a Venezuela, com a mãozinha do juiz, fica o consolo de até domingo a gente ter à disposição dos olhos o que houve de melhor na competição: Larissa Riquelme e seu estratégico celular. Nesse universo das modelos esqueléticas, Larissa demonstra as virtudes de um bom recheio.
3 – Ontem (20), foi Dia Internacional do Amigo. Fiquei pensando aqui comigo numa frase que ouvi do recém-falecido senador Itamar Franco: “Amigo é ótimo. Mas são os inimigos que me qualificam”.
4 – Quebrei a cara: num blog recente, chamei de Borges o atacante Lucas, do São Paulo. Para mim, é a mesma coisa.
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