
Nem quero voltar àquela grosseria que o Rafinha Bastos cometeu com a Wanessa Camargo – é tão abjeto, vergonhoso que, passado algum tempo, o melhor é abafar o caso.
Mas queria meter a minha colher na, hum, carreira do dito cujo.
Tem sua veia humorística, mas ele é de uma petulância invencível, de uma arrogância blindada. Este é, aliás, o primeiro pecado do próprio CQC. Que o Marcelo Tas me perdoe, mas aquilo lá o que tem de engraçado tem também de exibicionismo, bocó, pueril.
(Deixo pra lá o segundo pecado do CQC: a covardia. É fácil fazer piada com político, irritá-los publicamente, perseguir o Sarney. O Parlamento é o mais transparente dos poderes, por isso leva tanta pedrada. Todo cidadão entra quando quer e como quer na Câmara e no Senado. Queria ver aqueles falsos valentões do CQC fazer piada no Forte Apache, o QG do Exército em Brasília; no Superior Tribunal Militar; ou na Embaixada dos Estados Unidos, na frente daquele pelotão de marines).
Para mim, o caso Rafinha é de uma simplicidade franciscana: arrogância não faz bem ao humor. A insolência dele é do tamanho dele. Ainda mais depois de ter saído no New York Times.
Penso em Woody Allen, nos irmãos Marx, em Larry David, em Jerry Seinfeld. O segredo do melhor humorista é não se levar a sério. É rir de si mesmo, antes de rir dos outros.
Isso aqueles galalaus lá do CQC não sabem fazer.
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