03 nov as 10h17

post nirlandobeirão Por que Rafinha Bastos é um completo idiota
Nem quero voltar àquela grosseria que o Rafinha Bastos cometeu com a Wanessa Camargo – é tão abjeto, vergonhoso que, passado algum tempo, o melhor é abafar o caso.

Mas queria meter a minha colher na, hum, carreira do dito cujo.

Tem sua veia humorística, mas ele é de uma petulância invencível, de uma arrogância blindada. Este é, aliás, o primeiro pecado do próprio CQC. Que o Marcelo Tas me perdoe, mas aquilo lá o que tem de engraçado tem também de exibicionismo, bocó, pueril.

(Deixo pra lá o segundo pecado do CQC: a covardia. É fácil fazer piada com político, irritá-los publicamente, perseguir o Sarney. O Parlamento é o mais transparente dos poderes, por isso leva tanta pedrada. Todo cidadão entra quando quer e como quer na Câmara e no Senado. Queria ver aqueles falsos valentões do CQC fazer piada no Forte Apache, o QG do Exército em Brasília; no Superior Tribunal Militar; ou na Embaixada dos Estados Unidos, na frente daquele pelotão de marines).

Para mim, o caso Rafinha é de uma simplicidade franciscana: arrogância não faz bem ao humor. A insolência dele é do tamanho dele. Ainda mais depois de ter saído no New York Times.

Penso em Woody Allen, nos irmãos Marx, em Larry David, em Jerry Seinfeld. O segredo do melhor humorista é não se levar a sério. É rir de si mesmo, antes de rir dos outros.

Isso aqueles galalaus lá do CQC não sabem fazer.

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15 ago as 12h00

Hoje, 15 de agosto, é o Dia Internacional do Solteiro.

Não sei quem criou isso aí, mas dou a maior força. O solteiro é um ser oprimido, menosprezado, às vezes vilipendiado. Merece ter seu dia de comemorações, reconhecimento e até, se for o caso, de orgia.

As pessoas riem dos solteiros.

 Eu acessei um site que anunciava um Manifesto do Solteiro e fui lá checar. Na verdade, era o link para uma agência de relacionamentos, dessas que funcionam como cupido profissional a módico preço.

 Promete um rápido “matchmaking” e até um “coaching afetivo” tem – seja lá o que isso signifique.

 Suponho, então, que o Dia do Solteiro exista não para celebrar a solteirice, livre, leve e solta, mas, ao contrário, para consolar a vergonha de ser solteiro.

Nesse caso, devia-se chamar Dia do Solitário (e da Solitária).

De todo modo, confio no bom senso e no bom humor dos próprios solteiros e prevejo uma jornada de muita alegria e de franca caçada. 

Solteiros de todo o mundo, uni-vos. E tratem de cair na gandaia.

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15 ago as 08h45

Tive com ele duas, três vezes, se tanto, mas sei que ele é um cara de coragem. Vai precisar muito dela agora.

Teve de enfrentar coisas duras na vida. Falo, em particular, dos tormentos da alma.

Não foi fácil para ele, moço bonito, modelo de passarela, inventar-se como ator e enfrentar o preconceito de quem o achava mero joguete e apadrinhado da Marilia Gabriela, sua namorada.

Ele aprendeu, ralou e abriu caminho por conta própria.

Teve de mostrar que não era apenas um rosto bonitinho; que assim como beleza não pressupõe talento também não a exclui.

Teve de superar a desconfiança daqueles que não entendiam que podia, sim, haver amor numa relação entre pessoas de idades tão diferentes. Gianecchini mostrou ali o vigor de sua maturidade precoce (aplausos também para a destemida Gabi).

giane marilia.hg  Gianecchini é um bravo rapaz
Enfrentou o veneno dos despeitados, dos cínicos e dos maledicentes, inconformados com o sucesso dele. Quando se separou da Gabi, após uma relação de oito anos, às más línguas se deliciaram.

Ele tocou a vida. É um carinha de valor.

Vou me permitir uma confidência. A Gabi me contou, na época, como eles se conheceram. Ela saía de uma festa (ou um evento, não se lembro) e encontrou no pára-brisa do carro um bilhetinho. Dizia doces palavras de enamorado e deixava um número de celular.

Gabi quase caiu para trás quando viu o que esperava por ela. Acho que duas semanas depois os dois já estavam juntos, passeando em Nova York.

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